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GOVERNO TARCÍSIO NOMEAIA MAIS DE 4 MIL POLICIAIS CIVIS APÓS CRISE ENVOLVENDO A POLÍCIA MILITAR
O governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), nomeou 4.017 novos policiais civis nesta sexta-feira, 10, em São Paulo. A cerimônia ocorreu menos de um mês depois de o chefe do Executivo estadual decidir ampliar o poder da Polícia Militar do Estado, o que provocou tensão entre a corporação e a Polícia Civil.
Tarcísio anunciou uma medida preparatória, no último dia 19, na qual dava poder à PM para lavrar Termos Circunstanciados (TCs). Atualmente, a ação faz parte do rol de atividades da Polícia Civil, que ficou descontente com o caso, o que intensificou a rixa já existente entre as duas corporações.
Os TCs foram criados em 1995 e substituem a prisão em flagrante de acusados de crimes de menor poder ofensivo, como lesões corporais e ameaças, que tem pena de até dois anos de prisão. De acordo com o governo paulista, a medida contribuiria para “ganhar tempo e aumentar a presença policial na rua”. Entretanto, a Polícia Civil questionou a ação sob alegação de que os agentes da PC recebem treinamento específico para realizar essas atuações nas ruas e decidir se as infrações se enquadram como prisão em flagrante.
Após os desdobramentos do anúncio da medida, o governo paulista solicitou 45 dias para estudar o tema no último dia 22. Um grupo com dois representantes da PM, dois da Polícia Civil e dois da Polícia Técnico-Científica, além de verificar a possibilidade de a PM fazer os termos, vai checar a possível adoção de um Boletim de Ocorrência Único, que é uma reivindicação da Polícia Civil, pois a PM tem seu próprio boletim, o BOPM.
Em abril deste ano, a Polícia Civil foi alijada de diversas ações, como Operação Fim da Linha, contra o Primeiro Comando da Capital (PCC). A insatisfação se soma às queixas de baixo reajuste salarial e falta de profissionais. De acordo com o Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp), até o começo deste ano, 17.231 cargos estavam vagos.
Os novos agentes prestaram concurso público em 2022 e agora estão aptos a assumirem seus respectivos cargos após passarem pelo curso da Academia de Polícia. A previsão é a contratação de 2.208 escrivães, 1.260 investigadores, 353 delegados e 196 médicos legistas. Tarcísio disse que outro concurso, com 3.500 vagas, está em andamento. Somados aos nomeados de agora, até o fim do ano, 30% do déficit será recomposto, de acordo com o governador.
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