Nacional
⚖️ Moraes autoriza reabertura de inquérito que investiga suposta interferência de Bolsonaro na Polícia Federal
Pedido partiu da Procuradoria-Geral da República; PF deve apurar relação com Abin Paralela e investigações sobre desinformação e tentativa de golpe
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta-feira (16) a reabertura do inquérito da Polícia Federal que investigava o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por suposta interferência na corporação.
A decisão atende a um pedido feito pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, que solicitou o retorno das investigações para apurar novos desdobramentos e possíveis conexões com outros casos sob análise do Supremo.
🕵️ Contexto da investigação
O caso teve início em abril de 2020, após o então ministro da Justiça, Sérgio Moro, pedir demissão do cargo e alegar interferência política na Polícia Federal, motivada pela substituição do então diretor-geral Maurício Valeixo, indicado por ele.
À época, a Polícia Federal concluiu, em março de 2022, que não houve ingerência direta e recomendou o arquivamento do caso — decisão que agora é revertida pela nova determinação de Moraes.
🔍 Novas linhas de apuração
De acordo com o pedido da PGR, a Polícia Federal deverá checar possíveis vínculos entre a suposta interferência e outras investigações em andamento, entre elas:
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o caso da chamada Abin Paralela, que teria sido usada para monitorar ilegalmente autoridades e adversários políticos;
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a propagação de desinformação e ataques às instituições democráticas;
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o uso da estrutura do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) em ações que teriam relação com a trama golpista investigada após os ataques de 8 de janeiro de 2023.
⚖️ Moraes reforça integração das investigações
Ao autorizar a reabertura, o ministro Alexandre de Moraes destacou a necessidade de aprofundar as conexões entre as investigações que envolvem o núcleo político e militar do governo Bolsonaro, garantindo que nenhum fato relevante fique sem apuração.
O inquérito será conduzido pela Polícia Federal, sob supervisão da Procuradoria-Geral da República, e tramitará em sigilo.
📰 Fonte: Supremo Tribunal Federal (STF) / Procuradoria-Geral da República (PGR) / Polícia Federal
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