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🚨 ALERTA MÁXIMO: SP CHEGA A 26 MORTES POR FEBRE MACULOSA EM 2026; CAMPINAS CONCENTRA MAIOR NÚMERO DE OCORRÊNCIAS

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Imagem Metrópolis

Estado contabiliza 28 casos confirmados no ano; novo óbito foi registrado em Araras, que já perdeu quatro moradores para a doença em 2026

O Estado de São Paulo chegou a 26 mortes por febre maculosa em 2026, diante de 28 casos confirmados da doença, segundo balanço da Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP) divulgado nesta sexta-feira (25).

Os números colocam novamente o interior paulista em alerta, principalmente as regiões de Campinas e Piracicaba, onde está concentrada parcela expressiva dos locais prováveis de infecção identificados pelas autoridades sanitárias.

O balanço ganhou atualização após a confirmação da morte de uma mulher de 49 anos, moradora de Araras, ocorrida em 13 de setembro.

Com ela, somente Araras contabiliza quatro mortes pela doença neste ano.

⚠️ 28 CASOS E 26 MORTES

A proporção chama imediatamente a atenção.

Dos 28 casos confirmados contabilizados no balanço estadual, 26 evoluíram para óbito.

Matematicamente, isso corresponde a aproximadamente:

92,9% dos casos registrados nesse balanço.

O percentual não deve ser interpretado como a letalidade universal da febre maculosa nem necessariamente como a taxa definitiva de 2026, já que os sistemas de vigilância permanecem recebendo, investigando e atualizando casos.

Mas os dados estaduais mostram uma sequência preocupante.

Em julho, São Paulo tinha 18 casos e 17 mortes.

Em agosto, o balanço já apontava 24 casos e 23 óbitos.

Agora, o levantamento divulgado nesta sexta-feira aponta 28 casos e 26 mortes.

🚨 ARARAS JÁ PERDEU QUATRO MORADORES

A situação de Araras merece atenção especial.

A morte mais recente foi de uma mulher de 49 anos, que morreu em 13 de setembro.

Segundo a Prefeitura de Araras, ela recebeu atendimento no Hospital Pró-Saúde, posteriormente foi encaminhada à UPA e depois à Santa Casa.

A Vigilância em Saúde municipal informou que, quando procurou atendimento, os sintomas já estavam em estágio avançado.

A vítima morava nas proximidades de uma região de mata no Parque Tiradentes, onde existe presença de capivaras.

As autoridades continuam investigando os locais frequentados pela mulher para tentar estabelecer o Local Provável de Infecção (LPI).

Portanto, a proximidade da residência com área de mata e capivaras é epidemiologicamente relevante, mas não permite afirmar, sem a conclusão da investigação, que ela tenha contraído a doença naquele ponto específico.

🖤 DUAS CRIANÇAS ENTRE AS VÍTIMAS EM ARARAS

As outras três mortes registradas no município neste ano foram de:

duas crianças, de 8 e 9 anos, mortas em janeiro;

e uma mulher de 52 anos, que morreu em agosto.

A mulher de 49 anos é a quarta vítima registrada em 2026.

Diante da situação, equipes estaduais voltaram a realizar avaliações acarológicas — investigação da presença e das espécies de carrapatos — em áreas do município.

Segundo a Prefeitura, são utilizadas inclusive armadilhas com gelo seco, cujo gás carbônico ajuda a atrair os carrapatos para posterior identificação.

📍 REGIÃO DE CAMPINAS CONCENTRA OCORRÊNCIAS

Segundo o balanço atribuído à SES-SP, os locais prováveis de infecção identificados até agora estão distribuídos principalmente pelas regiões dos Grupos de Vigilância Epidemiológica.

A região de Campinas aparece com 10 ocorrências.

Piracicaba aparece com seis.

Sorocaba registra três.

Santo André, São João da Boa Vista e São José dos Campos apresentam uma ocorrência cada.

Outros seis casos permanecem com o local provável de infecção em investigação.

Os números mostram por que a febre maculosa merece atenção especial também na Região Metropolitana de Campinas.

📈 EM JULHO ERAM 17 MORTES; AGORA SÃO 26

A evolução dos balanços ao longo de poucos meses ajuda a dimensionar a situação.

Em 22 de julho, a SES-SP informava 18 casos e 17 mortes em 2026.

Em agosto, já eram 24 casos e 23 mortes.

O balanço divulgado agora registra 28 casos e 26 óbitos.

Ou seja, entre o balanço de julho e o atual, o número informado de mortes passou de 17 para 26.

🦠 O QUE É A FEBRE MACULOSA?

A febre maculosa é uma doença infecciosa causada por bactérias do gênero Rickettsia e transmitida ao ser humano por carrapatos infectados.

Em São Paulo, a forma mais grave está associada principalmente à bactéria Rickettsia rickettsii.

Carrapatos podem estar associados a diferentes animais, entre eles capivaras, cavalos e cães.

Isso não significa que a capivara transmita diretamente a doença para uma pessoa.

O transmissor é o carrapato infectado.

A presença de capivaras, entretanto, pode estar relacionada à manutenção de populações de carrapatos em determinados ambientes, motivo pelo qual áreas com esses animais são monitoradas pelas autoridades sanitárias.

🚑 O TEMPO PARA PROCURAR ATENDIMENTO PODE SER DECISIVO

Outro problema é que os primeiros sintomas podem ser confundidos com outras doenças.

Entre eles estão:

  • febre;
  • dor de cabeça intensa;
  • dores musculares e no corpo;
  • cansaço;
  • dores articulares;
  • náuseas e outros sintomas inespecíficos.

Posteriormente podem surgir manchas avermelhadas, inclusive nas palmas das mãos e plantas dos pés.

O tratamento precoce é fundamental.

A SES-SP alerta que a doença pode evoluir rapidamente e que o início tardio do tratamento aumenta significativamente o risco de complicações e morte.

⚠️ ESTE DETALHE PODE AJUDAR O MÉDICO: DIGA ONDE VOCÊ ESTEVE

Quem apresentar febre ou sintomas compatíveis depois de frequentar mata, parque, margem de rio, lago, área rural ou local onde haja carrapatos ou animais hospedeiros deve informar isso ao profissional de saúde.

Essa informação pode ser decisiva para levantar rapidamente a suspeita clínica.

A própria orientação das autoridades sanitárias é informar ao médico eventual exposição a carrapatos ou passagem por áreas consideradas de risco.

🔎 SE ENCONTRAR CARRAPATO NO CORPO, ATENÇÃO

A prevenção passa principalmente por evitar a exposição.

Em locais de risco, é recomendável utilizar roupas que facilitem visualizar carrapatos, calçados fechados e fazer inspeções frequentes no corpo.

Caso seja encontrado um carrapato aderido, a remoção deve ser feita cuidadosamente, evitando esmagá-lo diretamente sobre a pele.

E se nos dias seguintes aparecerem sintomas, é fundamental procurar atendimento e relatar explicitamente que houve contato com carrapato ou permanência em área de risco.

🚨 RMC PRECISA MANTER ATENÇÃO REDOBRADA

Para moradores de Sumaré, Campinas, Hortolândia, Americana, Nova Odessa, Paulínia, Monte Mor e demais municípios da região, o balanço merece atenção justamente porque o GVE de Campinas aparece com a maior quantidade de ocorrências no levantamento atual.

Isso não significa que todas as cidades estejam vivendo surtos nem que todas apresentem o mesmo nível de risco.

O risco é localizado e depende da circulação de carrapatos infectados e das características ambientais de cada área.

Por isso, é fundamental que os municípios mantenham atualizados os locais prováveis de infecção, áreas de risco, sinalização, vigilância de carrapatos e orientação das unidades de saúde.

📢 FEBRE MACULOSA NÃO PODE SER TRATADA COMO UMA “VIROSE QUALQUER”

Esse talvez seja o alerta mais importante diante dos números de 2026.

Os sintomas iniciais podem parecer comuns.

A doença, não.

O histórico de exposição a carrapatos e áreas de risco pode modificar completamente a investigação clínica.

E o balanço paulista mostra a dimensão do problema: 28 casos confirmados e 26 mortes registrados até agora em 2026.

Em uma doença que pode evoluir rapidamente, informação, suspeita clínica e tratamento precoce podem fazer diferença.

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FONTE: Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP); Prefeitura de Araras; Vigilância em Saúde de Araras; Agência Brasil; dados divulgados nesta sexta-feira (25) e informações publicadas pelo Metrópoles.

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