Agro
🌱 Brasil pode liderar agricultura regenerativa com soja de baixa emissão
🌍 O desafio da pegada de carbono
A produção de soja brasileira enfrenta um paradoxo: ao mesmo tempo em que é vista como motor do agronegócio global, sofre críticas pela sua pegada de carbono e pela associação ao desmatamento. No entanto, especialistas afirmam que parte dessas análises internacionais não reflete a realidade do campo brasileiro.
Segundo a CJ Selecta, metodologias globais muitas vezes utilizam médias generalizadas, desconsiderando a diversidade dos seis biomas nacionais e práticas locais de cultivo. Isso acaba por superestimar as emissões atribuídas à soja do Brasil.
📊 Estudo revela números bem abaixo da média
Um levantamento conduzido pela empresa mostrou que, utilizando a metodologia PFCR (Product Environmental Footprint Category Rules) e dados primários coletados em fazendas certificadas, a emissão da soja SPC não transgênica ficou em 0,617 toneladas de CO₂ equivalente por tonelada de produto.
Esse valor é significativamente inferior às estimativas frequentemente atribuídas à soja brasileira, que variam de 4 a 6 toneladas por produto.
🌱 Agricultura regenerativa em prática
De acordo com Patricia Sugui, Head de ESG e Comunicação Corporativa da CJ Selecta, o diferencial está na adoção de práticas regenerativas:
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🌾 Cobertura vegetal e rotação de culturas;
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🌱 Uso racional de fertilizantes;
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🧬 Aplicação de biotecnologia;
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🌳 Garantia de não desmatamento nas áreas fornecedoras;
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⚡ Energia renovável na indústria;
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🚛 Logística regionalizada.
“Hoje existe uma agricultura regenerativa sendo praticada no país, capaz de alimentar o mundo sem agredir o meio ambiente. Precisamos fortalecer essa narrativa e garantir que os modelos de mensuração reflitam nossa realidade”, afirma.
💡 Oportunidade estratégica para o Brasil
Apesar dos altos custos de monitoramento, reporte e verificação (MRV), a CJ Selecta vê na rastreabilidade e nas métricas de carbono uma vantagem competitiva para o Brasil.
Embora o mercado ainda não remunere diretamente o carbono evitado, produtos de baixa emissão já ganham preferência e reconhecimento internacional. A tendência aponta para um futuro em que produtores que comprovam sustentabilidade terão acesso privilegiado a novos mercados.
🔎 Conclusão
Com práticas agrícolas regenerativas e inventários de carbono mais precisos, o Brasil tem a chance de liderar a transição global para uma agricultura de baixo carbono, reposicionando sua imagem internacional e abrindo portas em cadeias globais de valor cada vez mais exigentes.
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