Brasil
🚨 PAI É PRESO SUSPEITO DE ESTUPRAR A PRÓPRIA FILHA POR CERCA DE 17 ANOS EM GOIÁS
⚠️ Violência teria começado quando a vítima tinha 12 anos e continuado até os 29; mulher tem quatro filhos e Polícia Civil investiga se todos são biologicamente filhos do suspeito
Um homem de 48 anos foi preso preventivamente na sexta-feira (11), em Anápolis (GO), suspeito de estuprar a própria filha durante aproximadamente 17 anos.
Segundo a Polícia Civil de Goiás, a mulher, hoje com 29 anos, relatou que os abusos começaram quando tinha entre 11 e 12 anos e teriam continuado até recentemente. O caso é investigado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Anápolis.
⚠️ QUATRO CRIANÇAS VIVIAM NA MESMA CASA
A vítima possui quatro filhos, atualmente com idades entre 1 e 11 anos, e vivia na mesma residência que o pai e as crianças.
Aqui, entretanto, há uma informação importante que precisa ser tratada com cautela.
Embora algumas publicações tenham afirmado que as quatro crianças seriam resultado dos estupros, a Polícia Civil ainda não confirmou a paternidade biológica de todas elas.
Segundo a delegada Aline Lopes, responsável pela investigação, existem suspeitas, mas a confirmação dependerá de exames genéticos.
🧬 POLÍCIA FARÁ EXAMES DE DNA
Amostras das crianças foram coletadas para realização de exames de DNA.
O investigado, porém, recusou-se a fornecer voluntariamente material biológico. Diante disso, investigadores apreenderam objetos pertencentes a ele e solicitaram à perícia a extração de material genético para comparação com as amostras das crianças.
A investigação deverá, portanto, determinar cientificamente se existe vínculo biológico entre o suspeito e cada uma delas.
😨 VÍTIMA RELATOU ANOS DE AMEAÇAS E CONTROLE
A Polícia Civil apura ainda um cenário prolongado de violência psicológica e controle.
Segundo o relato da vítima, o pai apresentava comportamento violento, agressivo e controlador e teria feito ameaças para impedir que ela denunciasse os abusos.
A mulher afirmou que o suspeito dizia que, caso fosse preso, posteriormente sairia da cadeia e a mataria. Para os investigadores, o medo ajuda a compreender por que a vítima teria permanecido em silêncio durante tantos anos.
🔎 DENÚNCIA SURGIU ENQUANTO O PAI ESTAVA PRESO POR OUTRO CRIME
A investigação aponta ainda uma circunstância especialmente relevante.
A mulher teria revelado os abusos aos familiares durante um período em que o pai estava preso por outro crime.
Depois de deixar a prisão, segundo a apuração policial, o homem teria procurado a filha e ameaçado retirar dela a criança que já havia nascido, obrigando-a a voltar a morar com ele.
A partir daí, pai, filha e as quatro crianças passaram a viver na mesma residência.
🚔 JUSTIÇA DECRETOU PRISÃO PREVENTIVA
Diante dos elementos reunidos durante a investigação e dos relatos de ameaça, a DPCA representou pela prisão preventiva do suspeito.
O pedido foi deferido pelo Juizado de Violência Doméstica e Familiar de Anápolis, e o mandado foi cumprido na sexta-feira.
O homem foi encaminhado a uma unidade prisional e permanece à disposição do Poder Judiciário.
A vítima e as quatro crianças foram acolhidas pelas autoridades após a prisão.
⚖️ SUSPEITO NEGA AS ACUSAÇÕES
O investigado nega ter cometido os crimes.
Segundo a delegada Aline Lopes, além de recusar o fornecimento de material biológico, ele não quis prestar declarações detalhadas à Polícia Civil e informou que pretende se manifestar perante a Justiça.
Como se trata de investigação ainda em andamento, as acusações precisarão ser submetidas ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, respeitando-se o devido processo legal e o direito de defesa.
🛑 IDENTIDADES SÃO PRESERVADAS
O nome do investigado não foi divulgado oficialmente.
A preservação da identidade também é fundamental porque a divulgação de informações capazes de identificar o suspeito poderia, neste caso, levar indiretamente à identificação da própria vítima e das crianças.
A investigação continua para esclarecer a extensão dos abusos, confirmar ou descartar a paternidade das quatro crianças e reunir provas sobre os crimes relatados pela mulher.
O caso revela ainda um aspecto recorrente em situações prolongadas de violência sexual intrafamiliar: ameaça, medo e controle podem manter uma vítima submetida ao agressor durante anos, razão pela qual a ausência de uma denúncia imediata não deve ser interpretada isoladamente como inexistência da violência.
Denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes podem ser feitas pelo Disque 100, pelo Conselho Tutelar ou, em situações de emergência, pelo 190.
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Fonte: Polícia Civil de Goiás, Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente de Anápolis e informações públicas sobre a investigação.
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