Estado SP
🚨 SOBE PARA CINCO O NÚMERO DE MORTOS EM DESABAMENTO DE PRÉDIO SOBRE CASA NA PENHA
⚠️ Bombeiros localizaram mais três corpos durante a noite; uma criança segue desaparecida. Prefeitura apura possível falha em vistoria que teria certificado demolição que, segundo Ricardo Nunes, não foi realizada
Subiu para cinco o número de mortos no desabamento de um prédio em construção sobre uma residência na Penha, zona leste de São Paulo. A tragédia aconteceu por volta das 2h de sábado (12), na Rua Tequici.
Durante a noite, após mais de 21 horas de operação, o Corpo de Bombeiros encontrou mais três corpos entre os escombros. Duas mulheres já haviam sido encontradas mortas anteriormente — uma delas estava grávida.
Uma das vítimas localizadas durante a noite é um homem. As buscas continuaram neste domingo (13) porque uma criança ainda estava desaparecida.
🏚️ PRÉDIO DESABOU SOBRE CASA DE FAMÍLIA BOLIVIANA
O edifício em construção caiu sobre uma residência vizinha onde vivia uma família de origem boliviana.
As informações sobre o número exato de pessoas que estavam no imóvel variaram durante as primeiras horas da ocorrência. No balanço mais atualizado, nove pessoas estavam na residência atingida.
Um homem e uma criança de 7 anos foram retirados com vida e encaminhados para atendimento médico.
As equipes trabalharam durante toda a madrugada entre toneladas de concreto e ferragens. O número de bombeiros mobilizados também foi ampliado ao longo da operação.
🏗️ OBRA TINHA HISTÓRICO DE IRREGULARIDADES
À medida que as buscas avançaram, começaram a surgir informações preocupantes sobre o histórico da construção.
Segundo informações apresentadas pela Prefeitura de São Paulo, a obra havia sido interditada em 2019, recebeu multas e tornou-se objeto de ação judicial. Posteriormente, em 2023, foi concedido um alvará condicionado à realização de uma demolição necessária para o prosseguimento do empreendimento.
É justamente nessa etapa que surge um dos pontos mais graves a serem investigados.
🔎 VISTORIA TERIA ATESTADO DEMOLIÇÃO QUE NÃO FOI FEITA
Segundo o prefeito Ricardo Nunes (MDB), uma vistoria realizada em fevereiro de 2024 teria certificado que a demolição exigida havia sido executada, permitindo a continuidade do processo.
Entretanto, após o desabamento, a Prefeitura afirma ter identificado indícios de que essa demolição não teria ocorrido.
A servidora municipal responsável pela vistoria foi afastada enquanto o episódio é investigado.
A Controladoria Geral do Município deverá apurar as circunstâncias da fiscalização e eventual responsabilidade administrativa. A Polícia Civil também investiga o desabamento.
A questão passa a ser central:
como uma obra que apresentava histórico de embargo e irregularidades conseguiu continuar se uma das condições estabelecidas pelo próprio Município não teria sido efetivamente cumprida?
🏢 CONSTRUTORA AFIRMA QUE EMPREENDIMENTO ESTAVA REGULAR
A obra era executada pela New Home.
A defesa da empresa sustenta que a construção possuía alvará e estava em situação regular. O advogado Alexandre Sampi declarou ainda que a construtora está prestando assistência às vítimas e que somente a perícia poderá determinar tecnicamente as causas do colapso.
A Prefeitura informou que havia autorização para construção de 11 pavimentos.
As responsabilidades da construtora, dos responsáveis técnicos e dos agentes públicos envolvidos no licenciamento e fiscalização ainda precisarão ser estabelecidas pelas investigações.
🌧️ CHUVA CAUSOU O DESABAMENTO?
A queda ocorreu durante o período de fortes chuvas que atingiu São Paulo, mas a relação direta entre o temporal e o desabamento ainda não está comprovada.
A Defesa Civil inicialmente informou que não era possível estabelecer essa relação.
Com o surgimento das informações sobre o histórico da obra, problemas estruturais e administrativos também passaram a fazer parte da investigação.
Somente perícias técnicas poderão apontar se a chuva contribuiu para o colapso e, principalmente, determinar a causa principal.
⚠️ TRAGÉDIA AGORA LEVANTA QUESTIONAMENTOS SOBRE FISCALIZAÇÃO
O caso deixa de ser apenas uma investigação sobre por que um prédio caiu.
Também será necessário descobrir como essa construção chegou até aquele estágio.
Se for confirmado que uma vistoria oficial certificou uma demolição que não havia sido realizada, será preciso esclarecer quem realizou a fiscalização, quais documentos foram apresentados, quais verificações ocorreram presencialmente, como a obra continuou e se outras irregularidades deixaram de ser identificadas.
Também será necessário estabelecer se eventual falha administrativa possui alguma relação causal com a tragédia.
São questões diferentes e que precisam ser investigadas sem antecipação de responsabilidade.
Enquanto isso, a prioridade permanece sendo a localização da última vítima desaparecida e o atendimento aos sobreviventes.
Cinco pessoas morreram.
Uma criança continuava desaparecida nas informações mais recentes.
E, quando as buscas terminarem, começará outra etapa igualmente necessária: descobrir quem falhou — e se essa tragédia poderia ter sido evitada.
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Fonte: Corpo de Bombeiros, Prefeitura de São Paulo, Defesa Civil e informações atualizadas pela imprensa sobre a operação e as investigações.
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