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📱 Mais votados de São Paulo apostaram pesado nas redes e destinaram mais de 50% dos gastos ao impulsionamento

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Lucas Pavanato e Eduarda Campopiano, ambos do PL, alcançaram votações recordes com campanhas fortemente concentradas na comunicação digital

Os dois candidatos ao Legislativo mais votados de São Paulo nas eleições de 2026 tiveram algo importante em comum: uma parcela expressiva dos gastos eleitorais foi direcionada ao impulsionamento de conteúdo nas redes sociais.

Eleito deputado federal, Lucas Pavanato (PL) destinou R$ 1,352 milhão ao impulsionamento, equivalente a 50,02% dos R$ 2,702 milhões declarados em despesas de campanha.

O investimento acompanhou um resultado eleitoral histórico. Pavanato recebeu 3.038.438 votos, tornando-se o deputado federal mais votado de São Paulo nesta eleição e alcançando uma das maiores votações proporcionais já registradas no estado.

📲 Campopiano colocou 61% dos gastos no impulsionamento

A estratégia digital foi ainda mais intensa na campanha de Eduarda Campopiano (PL), vereadora de Praia Grande eleita para a Assembleia Legislativa de São Paulo.

Dos R$ 654.315,52 em despesas eleitorais, aproximadamente R$ 400 mil foram destinados ao impulsionamento de conteúdo na internet.

Isso representa 61,13% de tudo o que sua campanha gastou.

Campopiano recebeu 1.956.238 votos, terminando a eleição como a candidata a deputada estadual mais votada de São Paulo.

📊 Redes receberam muito mais dinheiro que as ruas

A comparação entre os gastos digitais e as atividades presenciais chama atenção.

Campopiano destinou cerca de R$ 94,3 mil para atividades de militância e mobilização de rua. O impulsionamento recebeu R$ 400 mil — mais de quatro vezes esse valor.

Na campanha de Pavanato, a diferença foi ainda maior.

Enquanto R$ 1,352 milhão foi destinado ao impulsionamento, aproximadamente R$ 136,1 mil foram aplicados em atividades de militância e mobilização de rua.

Isso significa que apenas 5,04% das despesas da campanha de Pavanato foram direcionadas a esse tipo de atividade presencial. O investimento no impulsionamento digital foi praticamente dez vezes maior.

💰 PL financiou mais de 90% dos recursos das duas campanhas

Outro ponto em comum entre os dois campeões de votos foi a origem dos recursos eleitorais.

Pavanato recebeu aproximadamente R$ 3,082 milhões em recursos para a campanha. Desse montante, cerca de R$ 2,86 milhões, ou 92,79%, tiveram origem no PL.

Campopiano contou com aproximadamente R$ 755,2 mil em recursos, dos quais R$ 700 mil, equivalentes a 92,69%, vieram do partido.

Ela também recebeu R$ 25 mil em doação de Lucas Pavanato.

📱 Eleição reforça peso das redes nas campanhas

Os números das duas candidaturas ajudam a dimensionar uma transformação cada vez mais evidente nas disputas eleitorais.

Campanhas tradicionais dependiam fortemente de estrutura física, militância, materiais impressos, reuniões e presença territorial. Pavanato e Campopiano demonstraram uma estratégia diferente: grande concentração de recursos para ampliar a exposição de conteúdos nas plataformas digitais.

Os números, isoladamente, não permitem afirmar que o impulsionamento foi responsável pelas votações alcançadas. Outros fatores, como exposição orgânica, posicionamento político, reconhecimento dos candidatos e força partidária, também influenciam uma eleição.

Mas existe um dado objetivo: os dois candidatos mais votados para deputado federal e estadual em São Paulo colocaram mais da metade de suas despesas eleitorais declaradas no impulsionamento de conteúdo.

E o resultado nas urnas colocou ambos no topo de suas respectivas disputas.

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Fonte: Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — DivulgaCandContas.

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