Brasil
🚫 Anvisa proíbe manipulação de versões de Ozempic, Mounjaro e Wegovy no Brasil
Medida temporária para garantir segurança dos pacientes
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou nesta segunda-feira (25) um despacho proibindo a produção de versões manipuladas de medicamentos como Ozempic, Wegovy, Mounjaro e Rybelsus, usados no tratamento de diabetes e obesidade.
A decisão vale para as versões biotecnológicas das substâncias liraglutida, semaglutida e tirzepatida. Já os medicamentos produzidos a partir de moléculas sintéticas continuam permitidos para manipulação, desde que já exista um registro válido no país.
Por que a proibição? ⚠️
Segundo a agência, a manipulação desses medicamentos envolve “ingredientes vivos” importados e processos altamente complexos, que exigem controle rigoroso de identidade, pureza e estabilidade. Sem essas garantias, há risco elevado de falhas de qualidade e de contaminação.
Além disso, atualmente não existe nenhum medicamento registrado no Brasil à base de semaglutida sintética. Isso significa que qualquer manipulação desse tipo é considerada ilegal e sem garantia de eficácia ou segurança.
Impacto no mercado
Com a decisão, apenas farmacêuticas que já tiveram seus produtos analisados e registrados pela Anvisa — como a Novo Nordisk (Ozempic, Wegovy, Rybelsus) e a Eli Lilly (Mounjaro) — podem importar os ingredientes e comercializar os medicamentos.
A agência também determinou testes de controle de qualidade obrigatórios para os insumos importados e anunciou que vai reforçar a fiscalização em farmácias de manipulação.
O que dizem as farmacêuticas 💬
Em nota, a Novo Nordisk classificou a decisão como “um benefício para a saúde pública e para o paciente brasileiro”, destacando que os manipulados ilegítimos representam riscos como:
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falta de pureza,
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dosagem incorreta,
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instabilidade do produto,
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e possibilidade de contaminação.
A empresa ressaltou ainda que os preços dos medicamentos no mercado formal não diferem significativamente dos valores cobrados por versões manipuladas, o que reforça a escolha pelo tratamento seguro.
A Eli Lilly foi procurada, mas ainda não havia se posicionado até o fechamento desta edição.
Farmacêuticos e indústria em debate
O tema também gera divergência no setor. O Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos) afirma que farmácias magistrais não possuem estrutura nem fiscalização suficientes para garantir a mesma qualidade da indústria. A entidade já encaminhou denúncias à Anvisa sobre a produção irregular e em larga escala de emagrecedores manipulados.
A Anfarmag (Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais) foi procurada, mas ainda não se manifestou.
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📌 Fontes: Anvisa; Novo Nordisk; Sindusfarma.
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