Cidades
🚔 DIG de Americana desarticula esquema de fraudes bancárias e venda de documentos falsos com atuação pela internet
Operação cumpriu mandados em Americana, Cosmópolis e Artur Nogueira. Investigação aponta fraude em estornos bancários, comercialização de documentos falsificados e possível atuação em diversos estados brasileiros.
A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Americana deflagrou, nesta terça-feira (7), uma operação policial para combater uma organização criminosa suspeita de atuar em um sofisticado esquema de fraudes bancárias, falsificação documental e crimes cibernéticos com alcance em diferentes regiões do país.
As diligências ocorreram simultaneamente nos municípios de Americana, Cosmópolis e Artur Nogueira, mobilizando diversas equipes da Polícia Civil.
Segundo os investigadores, o grupo utilizava a internet para oferecer documentos falsificados e aplicar golpes envolvendo instituições financeiras, movimentando recursos por meio de contas bancárias de terceiros.
Investigação começou após fraudes envolvendo banco digital
As apurações tiveram início após a identificação de irregularidades relacionadas a transações financeiras e à utilização fraudulenta de mecanismos de estorno bancário, principalmente envolvendo clientes do Nubank.
Conforme a Polícia Civil, os investigados orientavam pessoas a realizar compras utilizando cartões da instituição financeira e, posteriormente, contestar essas transações como se fossem indevidas, buscando obter o reembolso dos valores.
Após o estorno, o dinheiro era pulverizado por meio de diversas contas bancárias e chaves Pix pertencentes a terceiros, estratégia que, segundo os investigadores, dificultava o rastreamento dos recursos obtidos ilicitamente.
Venda de documentos falsificados
Durante o avanço das investigações, a DIG identificou outro braço da organização.
Segundo a Polícia Civil, os suspeitos também comercializavam uma ampla variedade de documentos falsificados ou ideologicamente falsos, anunciados principalmente em grupos de aplicativos de mensagens e redes sociais.
Entre os materiais oferecidos estariam:
- atestados médicos;
- receitas médicas;
- laudos clínicos;
- diplomas;
- históricos escolares;
- certificados;
- outros documentos públicos e particulares.
As investigações apontam que parte desse material era enviada em formato digital, enquanto outros documentos eram remetidos fisicamente por serviços de entrega.
Possível atuação em vários estados
De acordo com a DIG, os elementos reunidos até o momento indicam que o esquema possuía uma estrutura ampla, com possível participação de pessoas em diferentes estados brasileiros.
A investigação busca identificar não apenas os responsáveis pela produção e comercialização dos documentos, mas também compradores, beneficiários das fraudes bancárias e pessoas que cederam contas bancárias para movimentação dos recursos.
Celulares, dinheiro e documentos foram apreendidos
Durante o cumprimento dos mandados judiciais, os policiais apreenderam:
- aparelhos celulares;
- documentos diversos;
- arquivos digitais;
- anotações contendo nomes, CPFs, datas e valores;
- dinheiro em espécie;
- outros materiais considerados relevantes para a investigação.
Cinco pessoas foram conduzidas à sede da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Americana, onde foram realizados os procedimentos de Polícia Judiciária.
Até o momento, a Polícia Civil não divulgou o balanço definitivo das medidas adotadas em relação aos conduzidos.
Operação reuniu diversas unidades da Polícia Civil
A ação contou com apoio de equipes da:
- Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Americana;
- Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Americana;
- Delegacia de Polícia de Cosmópolis;
- Delegacia de Polícia de Artur Nogueira.
Segundo a Polícia Civil, as investigações continuam para identificar todos os integrantes da organização criminosa, inclusive possíveis compradores dos documentos falsificados, beneficiários dos golpes financeiros, titulares de contas utilizadas na movimentação dos valores e eventuais vítimas do esquema.
Crimes podem gerar penas elevadas
Dependendo da participação de cada investigado e das provas reunidas, os envolvidos poderão responder por crimes como associação criminosa, falsificação de documento público ou particular, falsidade ideológica, estelionato eletrônico, uso de documento falso, lavagem de dinheiro e outros delitos eventualmente identificados durante o andamento do inquérito.
A Polícia Civil reforça que a aquisição e a utilização de documentos falsificados também podem caracterizar crime, sujeitando compradores e usuários às responsabilizações previstas na legislação penal.
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Fonte: Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Americana – Polícia Civil do Estado de São Paulo.
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