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🚨 BILYNSKYJ CONFRONTA MOTOCICLISTA APÓS SER CHAMADO DE “VAGABUNDO”, MAS JÁ DEFENDEU DIREITO DE CIDADÃO CHAMAR LULA DE “LADRÃO”

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Vídeo mostra deputado do PL discutindo frente a frente com homem durante ato em São José do Rio Preto; episódio expõe contraste com requerimento em que o próprio parlamentar classificou críticas ofensivas a autoridades como exercício da liberdade de expressão

Um vídeo que circula nas redes sociais nesta sexta-feira (25) mostra o deputado federal e candidato à reeleição Paulo Bilynskyj (PL-SP) em uma discussão acalorada com um motociclista durante um ato de campanha em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo.

As imagens registram o parlamentar se aproximando do homem e discutindo a poucos centímetros dele, depois de uma troca de palavras envolvendo a expressão “vagabundo”.

O episódio ocorreu na Avenida Alberto Andaló e já ganhou repercussão nas redes sociais e em veículos que reproduziram a gravação.

🗣️ “QUEM É VAGABUNDO?”

A gravação mostra o motociclista conversando com o deputado enquanto permanece sobre a moto.

Em determinado momento da discussão, Bilynskyj reage à expressão “cambada de vagabundos” e cobra explicações do homem.

O parlamentar se aproxima da motocicleta e questiona quem estaria sendo chamado de vagabundo. A discussão continua em tom elevado e, segundo as imagens e relatos publicados, Bilynskyj utiliza expressões como “trouxa” e “zé-ruela” contra o motociclista.

O vídeo permite documentar o confronto verbal e a proximidade física entre os envolvidos. Já interpretações sobre intenção de agressão ou intimidação devem ser tratadas como avaliações, e não como fatos automaticamente demonstrados pelas imagens.

⚖️ O CONTRAPONTO ESTÁ EM UM DOCUMENTO ASSINADO PELO PRÓPRIO DEPUTADO

É justamente aqui que o episódio ganha uma dimensão política adicional.

Em 2025, o próprio Paulo Bilynskyj assinou na Câmara dos Deputados um requerimento envolvendo um cidadão que havia utilizado a expressão “Lula ladrão” nas proximidades da residência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No documento oficial, Bilynskyj defendeu que aquela manifestação estaria amparada pela liberdade de expressão.

O requerimento afirma que nenhum governante está imune à crítica e argumenta que manifestações incisivas ou provocativas não deveriam, por si sós, ser criminalizadas.

Portanto, há um contraste objetivo entre os dois episódios:

quando um cidadão chamou Lula de “ladrão”, Bilynskyj apresentou documento defendendo o direito constitucional à manifestação; agora, ao ouvir uma expressão ofensiva dirigida ao grupo do qual participava, o deputado reagiu pessoalmente e iniciou uma discussão com o motociclista.

Esse contraste pode ser apontado sem concluir que os dois casos são juridicamente idênticos.

🔎 LIBERDADE DE EXPRESSÃO VALE PARA QUEM?

A questão jurídica é mais complexa do que simplesmente afirmar que qualquer pessoa pode chamar qualquer outra de qualquer coisa.

A Constituição protege a liberdade de manifestação do pensamento e de expressão, mas também protege honra, imagem, intimidade e vida privada.

Isso significa que uma crítica política contundente pode estar protegida pela liberdade de expressão, enquanto determinadas imputações falsas, ameaças ou ofensas, dependendo das circunstâncias, podem gerar consequências civis ou penais.

Por isso, não seria tecnicamente correto afirmar que chamar Lula de “ladrão” ou Bilynskyj de “vagabundo” será sempre lícito.

Contexto, intenção, conteúdo, situação concreta e eventual atingimento da honra são elementos que podem ser avaliados judicialmente.

O que existe, neste caso, é algo politicamente verificável: Bilynskyj já sustentou uma interpretação ampla da liberdade de expressão quando a crítica ofensiva tinha Lula como destinatário.

📄 DEPUTADO ESCREVEU QUE AUTORIDADE NÃO ESTÁ IMUNE À CRÍTICA

O documento é especialmente relevante porque não se trata apenas de uma declaração antiga encontrada em rede social.

É um requerimento oficial da Câmara dos Deputados assinado eletronicamente pelo próprio parlamentar.

Bilynskyj argumentou naquele documento que a expressão contra Lula, embora provocativa, estaria inserida no exercício da liberdade de manifestação.

Esse registro permite que o debate atual seja feito com base nas próprias posições públicas do deputado, e não apenas em interpretações de adversários políticos.

🚨 NÃO É O PRIMEIRO CONFRONTO ENVOLVENDO O DEPUTADO

O novo episódio ocorre pouco mais de um ano depois de outra situação envolvendo Bilynskyj ganhar repercussão nacional.

Em 6 de agosto de 2025, durante a crise provocada pela ocupação de espaços da Câmara dos Deputados, o parlamentar se envolveu em confronto físico com o jornalista Guga Noblat.

Vídeos registraram Bilynskyj empurrando o jornalista e segurando-o pela região do pescoço durante a discussão.

O caso entrou formalmente nas discussões disciplinares da Câmara. PT, PSOL e PSB apresentaram representações envolvendo deputados que participaram daqueles acontecimentos, e a agressão atribuída a Bilynskyj foi incluída entre os fatos relatados.

⚖️ CÂMARA JÁ APLICOU CENSURA ESCRITA A BILYNSKYJ

Há ainda uma informação oficial relevante.

Em 23 de setembro de 2025, a Mesa Diretora da Câmara determinou a aplicação de censura escrita contra Paulo Bilynskyj por procedimento considerado incompatível com o decoro parlamentar.

A decisão consta oficialmente no sistema legislativo da Câmara.

Além disso, existe representação por quebra de decoro contra o deputado em tramitação no Conselho de Ética. A ficha oficial da Câmara identifica o processo como Representação nº 2/2026, originada de representação do PSOL protocolada em novembro de 2025.

Isso não significa que o episódio desta semana automaticamente configure quebra de decoro ou qualquer ilícito. Uma eventual consequência dependeria de provocação aos órgãos competentes e da análise das circunstâncias.

🗳️ BILYNSKYJ ESTÁ EM CAMPANHA PELA REELEIÇÃO

O episódio ganha relevância eleitoral porque Bilynskyj exerce atualmente mandato de deputado federal por São Paulo e disputa a reeleição pelo PL em 2026.

O confronto aconteceu justamente durante uma atividade política em São José do Rio Preto, cidade onde o parlamentar mantém estrutura política e endereço de gabinete. Seu próprio site de campanha o apresenta como candidato pelo número 2247 e enfatiza, entre suas bandeiras, a defesa da “liberdade”.

A ocorrência, portanto, coloca lado a lado duas situações públicas envolvendo o mesmo parlamentar: sua reação a uma crítica dirigida a ele e sua defesa anterior de uma manifestação ofensiva dirigida ao presidente da República.

📌 A REGRA NÃO MUDA CONFORME O ALVO

O debate relevante não precisa ser sobre direita ou esquerda.

O ponto jurídico é que a liberdade de expressão possui os mesmos parâmetros constitucionais independentemente de quem seja o destinatário da manifestação.

Lula, Tarcísio de Freitas, Jair Bolsonaro, Paulo Bilynskyj ou qualquer outro agente político podem ser alvo de críticas — inclusive duras —, ao mesmo tempo em que todos conservam seus direitos à honra e à imagem.

A fronteira entre crítica protegida e eventual ilícito deve ser examinada pelos mesmos critérios jurídicos, e não pela identidade política de quem fala ou de quem é criticado.

No caso de Bilynskyj, porém, existe agora um documento produzido pelo próprio deputado que acrescenta um elemento concreto ao debate: quando a expressão ofensiva tinha como alvo outro agente político, ele próprio invocou a liberdade de expressão para defender o cidadão que a pronunciou.

O Portal Auge1 mantém espaço aberto para manifestação de Paulo Bilynskyj e de sua assessoria, inclusive para contextualizar o vídeo, explicar a abordagem ao motociclista e esclarecer como o deputado concilia sua reação no episódio de São José do Rio Preto com a posição sobre liberdade de expressão que formalizou anteriormente na Câmara.

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FONTE: Câmara dos Deputados; requerimento oficial assinado pelo deputado Paulo Bilynskyj; registros públicos da Câmara; vídeo que circula nas redes sociais e publicações sobre o episódio em São José do Rio Preto.

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