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🍊 EXPORTAÇÕES PARADAS FAZEM PREÇO DO SUCO DE LARANJA DESPENCAR

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Indústria paga até R$ 300 a menos por tonelada com paralisação nas exportações

A cadeia produtiva da laranja enfrenta um momento delicado no Rio Grande do Sul, com impactos diretos sobre os preços pagos ao produtor rural, especialmente para as frutas destinadas à indústria de suco. A informação é do último Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (31).

A paralisação das exportações tem forçado a indústria a reter parte da produção, derrubando os valores pagos pelo suco com baixo Ratio — medida que avalia a qualidade e concentração da bebida. Antes vendida a até R$ 850 por tonelada, a laranja para suco de baixa qualidade está sendo comercializada entre R$ 550 e R$ 650, o que representa uma queda de até R$ 300 por tonelada.

Colheita avança, mas indústria retrai compras

Em regiões como Passo Fundo, a colheita das variedades precoces como Rubi e Salustiana está em andamento, com boa produtividade, segundo a Emater. No entanto, grande parte dessas frutas vai para a indústria, que, sem mercado externo fluindo normalmente, tem praticado valores mais baixos — R$ 0,60/kg.

Já no consumo in natura, os preços são mais atrativos: laranjas Baianinha, Bahia e Navelina estão sendo comercializadas entre R$ 1,50 e R$ 2,00/kg, dependendo da qualidade e do mercado local. O mesmo vale para bergamotas Caí e Ponkan.

Nova safra já começa a florescer

Na região de Frederico Westphalen, pomares de variedades tardias como Valência e Folha Murcha estão em fase inicial de maturação, enquanto podas, caldas sulfocálcicas e adubações de inverno já preparam o solo e as plantas para o próximo ciclo. A floração da safra 2025/2026 já começou e, segundo técnicos, tende a ser satisfatória caso o clima colabore.

Apesar disso, os produtores seguem atentos: sem escoamento para exportação, a superoferta no mercado interno pode derrubar ainda mais os preços na virada da safra.

Agricultor fica no prejuízo e cobra soluções

Com o preço do suco pressionado e a indústria segurando compras, o produtor é quem mais perde. Muitos agricultores que investiram em tratos culturais, adubação e manejo de qualidade para garantir fruta com bom Ratio agora veem o produto ser desvalorizado por conta de entraves logísticos e comerciais.

O setor cobra ações mais firmes do governo federal para retomar as exportações, abrir novos mercados e incentivar o consumo interno. Caso contrário, o prejuízo pode se ampliar no segundo semestre, afetando diretamente a sustentabilidade da citricultura no estado.


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📰 Fontes: Emater/RS-Ascar – Informativo Conjuntural (31/07/2025); levantamento do Portal Auge1 com produtores e especialistas do setor.

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