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Agro

🎣 Setor do pescado no Brasil sofre como poucos com tarifaço de Trump

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Exportações brasileiras em queda

O setor do pescado brasileiro está entre os mais prejudicados pela guerra tarifária imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A medida, que eleva em 50% as tarifas sobre produtos brasileiros, tem reduzido drasticamente a competitividade do peixe nacional no mercado norte-americano, considerado um dos principais destinos das exportações do país.

Impactos diretos no mercado interno

Com a perda de espaço nas exportações, há o risco de excesso de oferta no mercado interno, o que pode levar à queda nos preços pagos aos produtores. Essa situação preocupa, especialmente, os pequenos e médios empresários da cadeia produtiva, que enfrentam aumento nos custos de produção e, ao mesmo tempo, menos oportunidades de venda no exterior.

Risco de desemprego no setor

Um dos pontos mais delicados do problema é o risco de perda de postos de trabalho. Estima-se que milhares de empregos diretos e indiretos estejam em risco, já que a indústria do pescado envolve desde pescadores e criadores de peixe até trabalhadores em frigoríficos, logística e exportação.

Regiões mais afetadas 🎏

Estados como Pará, Santa Catarina e Ceará, grandes produtores e exportadores de pescado, estão entre os mais impactados pela medida norte-americana. No Pará, a cadeia da pesca artesanal teme colapso econômico, enquanto em Santa Catarina e Ceará, grandes empresas já registram queda significativa nas vendas externas.

Governo brasileiro busca alternativas

O governo federal avalia medidas de mitigação, como abertura de novos mercados na Ásia e na Europa, além de incentivos internos para estimular o consumo de pescado no Brasil. Porém, especialistas apontam que essas ações podem não ser suficientes para compensar as perdas imediatas com os Estados Unidos, que representam um dos maiores mercados consumidores de proteína animal do mundo.

Produtores pedem soluções urgentes

Representantes do setor clamam por uma resposta rápida e efetiva. “O peixe brasileiro tem qualidade reconhecida, mas não consegue competir com uma tarifa de 50%. Precisamos de novos acordos comerciais e de apoio emergencial para mantermos a produção e os empregos”, afirmou um dirigente da Associação Brasileira de Piscicultura (Peixe BR).

Consequências no longo prazo 🐟

Caso não haja uma reestruturação do setor e diversificação dos destinos de exportação, o Brasil corre o risco de perder espaço de forma permanente no mercado internacional de pescado. Além disso, a crise pode comprometer investimentos em inovação e sustentabilidade, justamente em um momento em que o consumo mundial de peixe cresce impulsionado pela busca por proteínas mais saudáveis.


✅ O setor do pescado brasileiro, um dos mais promissores no agronegócio nacional, vive um momento de grande incerteza. Sem soluções rápidas e estratégicas, os impactos do tarifaço de Trump podem deixar cicatrizes profundas na economia, no emprego e na imagem internacional do peixe brasileiro.

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Fontes: Emater/RS-Ascar, Cepea, IBGE, Associação Brasileira de Piscicultura (Peixe BR).

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