Cidades
👶 Partos normais ainda resistem no Hospital Estadual Sumaré, apesar da alta das cesáreas no País
📊 Estudo da Unicamp revela cenário diferente da média nacional
O Hospital Estadual Sumaré (HES) se destacou nos últimos anos por manter um número maior de partos normais em comparação às cesáreas, na contramão da realidade brasileira. O dado foi apresentado em um estudo conduzido pelo médico José Paulo Guida, professor de tocoginecologia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp.
📉 Virada recente nos números
Entre 2016 e 2020, o índice de cesáreas no HES foi de 38,9%, com predominância de partos normais. O padrão se manteve até 2023, quando o hospital ainda registrava 54,8% de nascimentos vaginais no triênio. Porém, em 2024, a tendência começou a mudar: 55,7% dos partos passaram a ser cesáreas, após a aprovação de uma lei que autoriza o procedimento a pedido da gestante.
🇧🇷 Cenário brasileiro é de cesarianas em alta
Enquanto o HES se mantinha abaixo da média, o Brasil registrou 56,8% de cesáreas entre 2016 e 2023. Em 2024, o índice nacional subiu para 60,6%, de acordo com o Ministério da Saúde. Para Guida, a diferença se deve à política de incentivo ao parto normal adotada em Sumaré.
🩺 Segurança e riscos: o que dizem os especialistas
Segundo Guida, o parto normal é mais fisiológico e seguro a longo prazo. Apesar disso, a cultura da cesárea no Brasil ganhou força, especialmente a partir da década de 1980, tornando-se quase um “elemento de consumo”.
O médico reforça que a cirurgia deve ser feita apenas em situações necessárias, já que envolve riscos como infecções, hemorragias e complicações em gestações futuras.
🏥 Realidade em cidades vizinhas
Em Americana, a taxa de cesáreas na rede municipal chegou a 76,3% em 2024, com 1,7 mil cesarianas contra apenas 528 partos normais. No período de 2020 até hoje, 73,5% dos partos foram cesáreas.
Já em Santa Bárbara d’Oeste, o índice foi de 65% no último ano, dentro de uma média de 61% entre 2020 e 2023.
🌍 OMS recomenda índices bem menores
A Organização Mundial da Saúde (OMS) orienta que o índice ideal de cesáreas deve ficar entre 15% e 25%. Para Guida, os números registrados no Brasil estão muito acima da média recomendada, reforçando a necessidade de políticas públicas de incentivo ao parto normal.
🔎 Conclusão
O histórico do Hospital Estadual Sumaré mostra que é possível manter taxas equilibradas entre parto normal e cesárea quando há incentivo e orientação adequada. Entretanto, o aumento das cirurgias em 2024 acende um alerta e reforça a importância da conscientização sobre riscos, benefícios e escolhas seguras para mães e bebês.
Fontes: Unicamp, Ministério da Saúde, Prefeituras de Americana e Santa Bárbara d’Oeste
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