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🔵 Zona Azul em Sumaré: Promessa? Reabertura da licitação reacendem debate sobre coerência e pressão política

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Imagens Pública da Internet

POPULAÇÃO deverá pagar por um problema dos lojistas, causado pelos próprios lojistas e funcionários? 

A Prefeitura de Sumaré decidiu reabrir o processo de licitação para implantação do sistema de estacionamento rotativo pago — a chamada Zona Azul — no Centro da cidade.

A medida reacendeu uma discussão que vai além da organização das vagas: envolve promessa eleitoral, narrativa política e pressão de setores organizados.

Durante a campanha, o discurso foi claro: acabar com a cobrança da Zona Azul. A proposta foi amplamente divulgada e repercutiu junto ao eleitorado. Agora, meses após o encerramento do contrato anterior, o município publica no Diário Oficial a retomada do processo para contratação de nova empresa que explorará o serviço.

A pergunta que ecoa nas ruas e nas redes sociais é direta: o que mudou?


📜 O ponto técnico que poucos comentaram

É importante destacar dois fatos objetivos:

1️⃣ A Zona Azul não foi formalmente “extinta” pela atual gestão.
O contrato anterior simplesmente chegou ao fim e não foi renovado naquele momento.

Ou seja, juridicamente não houve revogação de lei ou política pública — houve o encerramento natural de um contrato administrativo.

Isso permitiu a construção de uma narrativa de “retirada do sistema”, ainda que, tecnicamente, o modelo apenas tenha ficado sem operador.

Agora, com a nova licitação, o serviço retorna à pauta administrativa.


🏪 Pressão dos lojistas?

Nos comentários que circulam nas redes sociais, há forte polarização:

“Ufa! Nós lojistas agradecemos.”
“Não tem vaga para cliente estacionar.”
“Caímos no conto do vigário.”
“Prometeu acabar só para ganhar a eleição.”
“Se cedeu à pressão dos lojistas, quem é maioria: o povo ou os comerciantes?”

O debate revela um dado importante:
parte significativa da reclamação pela volta da Zona Azul vem do próprio setor comercial.

O argumento é conhecido: sem rotatividade, funcionários e comerciantes ocupam as vagas o dia todo, dificultando o estacionamento de clientes.


🤔 Mas existe outra leitura possível

Se o problema é ocupação prolongada por funcionários e lojistas, a pergunta técnica é inevitável:

É necessária a cobrança tarifária para resolver isso?

Ou bastaria organização interna e conscientização do próprio comércio para preservar as vagas frontais aos estabelecimentos para clientes?

Não há razão lógica para que um cliente estacione no Centro sem intenção de consumir ou utilizar algum serviço. A rotatividade, nesse caso, poderia ser estimulada por medidas de organização coletiva — não necessariamente por cobrança pública.


💬 Política é gestão, mas também é palavra

O ponto central da discussão deixou de ser estacionamento.

O tema agora é coerência entre discurso e prática administrativa.

Se a proposta era extinguir definitivamente o modelo, por que reabrir licitação?
Se a intenção sempre foi reformular o sistema, por que isso não foi apresentado de forma transparente durante a campanha?

A confiança pública não se sustenta apenas em atos administrativos — mas na clareza das intenções.


⚖️ Técnica ou narrativa?

Do ponto de vista administrativo, a prefeitura pode justificar a decisão com argumentos clássicos:

  • Organização do fluxo de veículos

  • Aumento da rotatividade

  • Estímulo ao comércio

  • Ordenamento urbano

Do ponto de vista político, porém, a reabertura da licitação abre espaço para questionamentos sobre:

  • Construção de narrativa eleitoral

  • Estratégia de comunicação

  • Pressão de setores organizados

  • Prioridade dada a determinados grupos


📊 Revolta maior que aceitação?

Pelas manifestações populares observadas, a insatisfação parece superar a celebração. Ainda assim, há uma divisão clara entre moradores e comerciantes.

O episódio expõe uma tensão recorrente em políticas públicas locais:
o interesse coletivo difuso versus o interesse econômico organizado.


🔎 A questão final

A Zona Azul pode até ser um instrumento legítimo de gestão urbana.

Mas a discussão atual não é apenas técnica. É política.

E quando promessa e prática não caminham juntas, a cobrança vem.

Naturalmente.


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