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🚨 Ex-secretário de Educação de Sumaré é preso em nova fase da Operação Coffee Break da Polícia Federal

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Foto de Divulgação

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (12) a quarta fase da operação que investiga um suposto esquema milionário de fraudes em licitações na área da educação. Entre os alvos está o ex-secretário de Educação de Sumaré, José Aparecido Ribeiro Marin, que foi preso por determinação da Justiça.

A investigação também atingiu a secretária de Finanças de Itu, Monis Marcia Soares, que passou a usar tornozeleira eletrônica e deve ser exonerada do cargo.

A operação autorizada pela Justiça incluiu ainda 10 mandados de busca e apreensão, um mandado de prisão preventiva, medidas cautelares e bloqueio de bens dos investigados, além do afastamento de servidores públicos.


📚 Investigação mira contratos da Educação entre 2021 e 2025

Segundo a Polícia Federal, esta fase da investigação foca em contratos e licitações realizados pela Secretaria de Educação de Sumaré entre 2021 e 2025.

As apurações apontam suspeitas de crimes como:

  • corrupção

  • fraude em licitações

  • desvio de dinheiro público

  • lavagem de dinheiro

Somadas, as penas podem chegar a até 60 anos de prisão, dependendo da participação de cada investigado.

A defesa de Marin, representada pelo advogado Daniel Campagnollo, informou que ainda não teve acesso completo aos autos e deverá se manifestar após análise do processo.


☕ “Café” era suposto código para pagamento de propina

O nome da operação — Operação Coffee Break — faz referência a uma expressão que, segundo os investigadores, era utilizada pelos envolvidos como código para pagamentos de propina.

De acordo com a Polícia Federal, a palavra “café” era utilizada para se referir a valores em dinheiro destinados ao pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.


💰 Empresa teria recebido R$ 128 milhões de prefeituras

A investigação aponta que o esquema teria sido articulado a partir da empresa Life Tecnologia Educacional, ligada ao empresário André Mariano.

Segundo a PF, o modelo de fraude funcionaria da seguinte forma:

  • secretários e servidores eram contatados pela empresa

  • editais de licitação seriam elaborados de forma direcionada

  • concorrentes eram desclassificados

  • os produtos da empresa acabavam vencendo os certames

A investigação aponta ainda que os produtos poderiam ser vendidos por até 35 vezes o valor de compra.

De acordo com os investigadores, a empresa registrou R$ 128 milhões em transferências financeiras, em mais de 305 operações, sendo a maioria proveniente de contratos com prefeituras.


🏙️ Operação atinge várias cidades da região

Além de Sumaré e Itu, os mandados desta fase foram cumpridos em outras cidades do interior paulista, como:

  • Campinas

  • Jundiaí

  • Americana

A investigação aponta que o esquema envolveria agentes públicos, lobistas e operadores financeiros clandestinos, conhecidos como “doleiros”.


⚠️ Operação já havia atingido vice-prefeito da região

Na primeira fase da operação, realizada em novembro do ano passado, a Polícia Federal cumpriu 50 mandados de busca e apreensão e seis prisões preventivas em diferentes estados.

Na ocasião, foram presos o vice-prefeito de Hortolândia, Cafu César, e o então secretário de Educação do município, Fernando Moraes.

Posteriormente, a prisão preventiva de Cafu César foi revogada pela 11ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, que determinou a aplicação de medidas cautelares.


🔎 Escândalo levanta debate sobre fiscalização de contratos públicos

Com novos desdobramentos e prisões, a operação da Polícia Federal reacende um debate importante na região: como contratos milionários da área da educação podem passar anos sem fiscalização efetiva?

A revelação de que uma única empresa teria movimentado mais de R$ 128 milhões provenientes de contratos com prefeituras levanta questionamentos sobre os mecanismos de controle interno, auditoria e transparência na administração pública.

Enquanto a investigação avança, a expectativa agora é saber quantos outros nomes da administração pública podem aparecer nas próximas fases da operação.


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Fontes: Polícia Federal; Tribunal Regional Federal da 3ª Região; apuração jornalística com base em informações divulgadas à imprensa.

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