A situação da saúde pública em Campinas ganhou novos capítulos de tensão nesta terça-feira (7), com a realização da 3ª Marcha em Defesa do SUS. O ato reúne dezenas de entidades e movimentos sociais em um protesto que promete pressionar diretamente o poder público municipal.
A concentração acontece no Largo da Catedral, com caminhada até a Prefeitura, em um movimento que escancara o nível de insatisfação com a gestão da saúde na cidade.
⚠️ Mais de 60 entidades denunciam colapso no sistema
Organizada pelo Movimento Popular de Saúde de Campinas, a mobilização reúne mais de 60 organizações, entre conselhos de saúde e entidades da sociedade civil.
Segundo os organizadores, a rede pública enfrenta um cenário crítico, marcado por:
- Falta de profissionais
- Superlotação em unidades de saúde
- Filas que podem ultrapassar um ano para cirurgias
- Fechamento de leitos
- Precarização dos serviços
O discurso é direto e contundente: o sistema estaria à beira do colapso.
🗣️ “Saúde não é mercadoria”, dizem manifestantes
Um dos principais pontos levantados durante o ato é a crítica ao avanço da terceirização na saúde pública.
De acordo com lideranças do movimento:
“Não vamos aceitar que a saúde vire mercadoria.”
A frase resume o tom político da manifestação, que questiona o modelo de gestão adotado e cobra mais investimento direto no SUS.
🏛️ Gestão é alvo de críticas e “duplo comando” entra no debate
Outro foco de críticas é o chamado “duplo comando” na saúde de Campinas, que divide a gestão entre a Rede Mário Gatti e a Secretaria Municipal de Saúde.
Para os organizadores, esse modelo gera:
- Falta de integração
- Dificuldade na tomada de decisões
- Ineficiência no atendimento à população
Além disso, há denúncias de ausência de diálogo com conselhos locais e decisões tomadas sem participação popular.
📄 Documento já foi entregue à Prefeitura
As entidades informam que um ofício com diagnóstico detalhado da situação foi protocolado no dia 24 de março junto à Prefeitura de Campinas.
O documento inclui uma série de reivindicações consideradas urgentes.
📌 Principais exigências do movimento
Entre os principais pontos cobrados estão:
- Realização de concursos públicos para contratação de profissionais
- Ampliação das equipes de Saúde da Família
- Fortalecimento da saúde mental
- Criação de novas unidades de CAPS e CECOS
- Maior participação popular na gestão da saúde
🔥 Pressão nas ruas e desgaste político
A marcha ocorre em um momento sensível e aumenta a pressão sobre a administração municipal, colocando a saúde no centro do debate público.
Especialistas avaliam que mobilizações desse porte podem gerar:
- Repercussão política significativa
- Cobrança por respostas rápidas do poder público
- Ampliação do debate sobre o futuro do SUS na cidade
⚖️ Entre a denúncia e a gestão: debate segue aberto
Enquanto os manifestantes denunciam precarização e abandono, a gestão pública enfrenta o desafio de equilibrar orçamento, demanda crescente e estrutura limitada.
O cenário evidencia um impasse: de um lado, a população cobrando atendimento digno; do outro, um sistema que enfrenta limitações estruturais históricas.

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📰 Fontes
Movimento Popular de Saúde de Campinas / Entidades da sociedade civil / Documento protocolado na Prefeitura de Campinas
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