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🚨 PF DESMONTA REDE ACUSADA DE TORTURAR BEBÊS E ANIMAIS; PASTOR, SUPLENTE DO ‘PL’ EM BAGÉ (RS) ESTÁ ENTRE OS 9 PRESOS

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Imagem Pública Internet

Investigação teve início após perícia em celular apreendido em outra operação; Polícia Federal aponta produção e venda de vídeos de violência extrema contra crianças e animais

Uma investigação da Polícia Federal revelou um dos casos mais chocantes já descobertos no Rio Grande do Sul. A Operação Contra Barbariem, deflagrada na quinta-feira (2), resultou na prisão temporária de nove investigados, suspeitos de integrar uma organização criminosa voltada à produção, compartilhamento e comercialização de vídeos contendo cenas de violência extrema contra crianças, incluindo bebês, e animais.

Entre os presos está Tiago Ximendes de Oliveira, pastor evangélico e quarto suplente de vereador pelo PL nas eleições municipais de 2024 em Bagé (RS).

Segundo a Polícia Federal, a investigação ainda está em andamento e todos os investigados têm assegurados os direitos ao contraditório e à ampla defesa.

Celular apreendido em outra investigação revelou o caso

A origem da operação ocorreu de forma inesperada.

Segundo a Polícia Federal, o celular de Tiago Ximendes havia sido apreendido em agosto de 2025 durante a Operação Free Fuel, que investigava um suposto esquema de desvio de recursos públicos destinados ao abastecimento de veículos da Secretaria Municipal de Saúde de Bagé.

Na época, Tiago exercia a função de coordenador do Posto de Atendimento Médico (PAM-I).

Durante a perícia realizada no aparelho, os investigadores localizaram arquivos contendo vídeos de extrema violência contra crianças e animais.

A descoberta deu origem a um novo inquérito policial, completamente independente da investigação sobre os supostos desvios de recursos públicos.

PF: vídeos mostravam tortura deliberada

De acordo com o delegado da Polícia Federal Ronaldo Reis, os vídeos encontrados registravam atos de violência extrema.

Segundo o delegado, o material apresentava cenas de:

  • asfixia;
  • sufocamento;
  • tortura deliberada;
  • maus-tratos contra animais.

Ainda conforme a autoridade policial, não foram encontrados elementos que caracterizassem conotação sexual nas imagens apreendidas, diferentemente do que passou a circular em algumas publicações nas redes sociais.

Material seria produzido e vendido pela internet

As investigações apontam que a maior parte dos vídeos teria sido produzida entre abril e agosto de 2025, principalmente na cidade de Bagé.

Segundo a Polícia Federal, o conteúdo era compartilhado e comercializado por meio de plataformas digitais, entre elas Telegram e Bigo.

Agora, os investigadores buscam identificar:

  • compradores do material;
  • outras possíveis vítimas;
  • eventuais participantes ainda não identificados;
  • possíveis conexões com grupos criminosos em outros estados e até no exterior.

Crianças e animais estavam entre as vítimas

A investigação aponta que as vítimas eram pessoas em absoluta condição de vulnerabilidade, principalmente crianças pequenas, além de cães e gatos.

Conforme a Polícia Federal, em pelo menos um dos casos investigados, um dos suspeitos possuía vínculo familiar com uma das crianças submetidas às agressões.

Os investigados poderão responder, em tese, pelos crimes de:

  • tortura qualificada contra crianças e adolescentes;
  • associação criminosa;
  • maus-tratos a animais.

Defesa pede cautela

A defesa de Tiago Ximendes informou que teve acesso ao processo recentemente e afirmou que a investigação reúne grande quantidade de documentos, vídeos, áudios e demais provas.

Por esse motivo, declarou que não fará comentários sobre o mérito das acusações neste momento.

Em nota, o advogado afirmou que seu cliente tem colaborado com as autoridades e que confia no esclarecimento dos fatos durante o processo judicial, observados o contraditório, a ampla defesa e o devido processo legal.

Caso provoca forte repercussão

A operação provocou grande repercussão devido ao perfil de um dos investigados.

Tiago Ximendes atuava como pastor evangélico e foi candidato a vereador nas eleições municipais de 2024 pelo Partido Liberal (PL), obtendo 701 votos e ficando como quarto suplente da legenda em Bagé.

A Polícia Federal ressalta, entretanto, que a investigação não possui relação com sua atuação política ou religiosa, concentrando-se exclusivamente nos fatos apurados no inquérito criminal.

Investigação continua

A Operação Contra Barbariem cumpriu:

  • 9 mandados de prisão temporária;
  • 12 mandados de busca e apreensão nas cidades de Bagé, Candiota e Canoas.

Segundo a Polícia Federal, esta é apenas uma etapa das investigações, que prosseguem para identificar toda a extensão da rede criminosa e eventuais novos envolvidos.

Até o julgamento definitivo, os investigados são considerados inocentes, conforme o princípio constitucional da presunção de inocência.

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Fonte: Polícia Federal, GZH e informações constantes da investigação divulgadas oficialmente.

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