Esportes
Técnico da Ponte Preta cobra liberação de reforços: “A gente precisa desses jogadores”
O técnico Márcio Zanardi valorizou o empate por 1 a 1 da Ponte Preta diante do Athletic, na noite desta terça-feira (28), no estádio Moisés Lucarelli, pela Série B do Campeonato Brasileiro. Após a partida, o treinador afirmou que o resultado representa uma evolução da equipe e voltou a cobrar a regularização dos reforços que seguem impedidos de atuar por causa dos transfer bans.
Para Zanardi, o ponto conquistado tem peso importante diante do momento vivido pela Macaca.
“Eu não acho que foi um ponto ruim. Acho que é uma evolução. A gente vem de tantas derrotas e pontuar jogando da forma que jogou, com todas as nossas dificuldades… Eu só tenho que enaltecer os jogadores. Eles estão evoluindo”, afirmou.
Sem poder contar com os atletas contratados, o treinador precisou recorrer às categorias de base para completar o banco de reservas. Dos oito jogadores relacionados como opção, sete eram formados no clube.
Zanardi disse esperar que a diretoria consiga resolver as pendências financeiras para liberar os reforços, que seguem sem condições de jogo em razão das punições impostas à Ponte Preta.
“Essa expectativa já passou de quatro jogos. A direção está trabalhando e tem que fazer a parte dela. Os jogadores estão aí. Claro que a gente poderia ter uma oxigenada melhor na equipe, mas já passaram quatro jogos e a gente precisa desses jogadores também para pontuar, ter opções e melhorar o nosso nível”, declarou.
A Ponte Preta volta a campo no dia 7 de agosto, quando enfrenta o Ceará, às 20h30, na Arena Castelão, pela próxima rodada da Série B.
Viu essa? Ponte Preta empata com o Athletic em Campinas e segue com jejum de vitórias na Série B
A Ponte Preta ficou no empate por 1 a 1 com o Athletic na noite desta terça-feira (28), no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, pela 20ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, a primeira do segundo turno.
A Macaca abriu o placar ainda no primeiro tempo com Léo Gomes, mas viu a equipe mineira buscar a igualdade na etapa final. Ian Luccas converteu um pênalti e definiu o resultado.
Ponte sai na frente
Empurrada pela torcida, a Ponte Preta começou melhor e criou as principais oportunidades da primeira etapa. Kevyson e Elvis levaram perigo em finalizações de média distância, exigindo boas defesas do goleiro Luan Polli.
O gol saiu aos 20 minutos. Após cruzamento de Elvis, Léo Gomes apareceu na área e cabeceou firme para vencer o goleiro adversário e colocar a Macaca em vantagem.
Athletic reage e empata
Na volta do intervalo, o Athletic passou a controlar mais as ações ofensivas. O técnico Alex Souza promoveu mudanças na equipe e aumentou o poder de ataque com a entrada de Willi Aponzá.
Aos 21 minutos, o árbitro marcou pênalti para os visitantes após Sergio Palacios cometer falta dentro da área. Ian Luccas cobrou com firmeza e deixou tudo igual.
Nos minutos finais, o Athletic ainda ficou com um jogador a menos, mas conseguiu segurar a pressão da Ponte Preta e garantir o empate fora de casa.
Com o resultado, a Ponte aumentou o jejum para 14 jogos sem vencer – são 12 derrotas e dois empates neste período. A equipe ocupa o último lugar da Série B, com apenas nove pontos. A diferença para o primeiro time fora do Z-4 é de 13 pontos. Já o Athletic segue no 11º lugar, com 28 pontos.
Na próxima rodada, a Ponte visita o Ceará. O jogo está marcado para o dia 7 de agosto, uma sexta-feira, às 20h30, no Castelão. Já o Athletic joga no dia 9, um domingo, às 11h, em casa, contra o Criciúma.
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Você viu? Ponte Preta sofre novo transfer ban da Fifa por dívida com ex-zagueiro e chega a três punições
A Ponte Preta recebeu um novo transfer ban da Fifa nesta segunda-feira (27) e passou a acumular três punições que impedem o registro de novos jogadores. A sanção mais recente foi aplicada por causa de uma dívida com o zagueiro boliviano Luis Haquin, que defendeu o clube em 2024.
Segundo documento encaminhado pela Fifa à CBF (Confederação Brasileira de Futebol), a entidade determinou o bloqueio para inscrições nacionais e internacionais após a Ponte deixar de cumprir uma decisão da Câmara Disciplinar. A punição permanecerá em vigor até que o débito seja quitado integralmente.
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Em janeiro deste ano, a Macaca foi condenada a pagar R$ 227.777,75 a Haquin por pendências financeiras referentes ao período em que o defensor atuou pelo clube.
Haquin em passagem pela Ponte — Foto: Leonardo Dias/Pontepress
A Ponte tinha 45 dias para cumprir a decisão, mas negociou o pagamento em duas parcelas. A primeira foi quitada em março, enquanto a segunda não foi paga, o que resultou na aplicação do transfer ban.
Atualmente no Al-Tai, da Arábia Saudita, e capitão da seleção boliviana, Luis Haquin disputou 13 partidas pela Ponte Preta em 2024. Nos últimos meses de contrato, deixou de ser aproveitado pela comissão técnica comandada por Nelsinho Baptista.
Macaca foi derrotada por 2 a 1 no Moisés Lucarelli, segue na vice-lanterna com oito pontos e amplia sequência sem vitórias na competição (Foto: Marcos Ribolli)
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O novo processo se soma a outras duas punições que já impedem a Ponte de registrar atletas.
Desde o início de maio, o clube está bloqueado por decisão da CNRD (Câmara Nacional de Resolução de Disputas) da CBF, após deixar de pagar parcelas de um acordo coletivo firmado em 2024 para quitar cerca de R$ 18 milhões em dívidas com jogadores, treinadores, intermediários e clubes.
Além disso, a Macaca também responde a outro transfer ban imposto pela Fifa, relacionado ao pagamento do mecanismo de solidariedade ao clube paraguaio Iguazú Nippon.
A Ponte já havia convivido com punições simultâneas da CNRD e da Fifa entre julho de 2025 e janeiro de 2026. Na ocasião, só conseguiu regularizar a situação às vésperas do Campeonato Paulista e precisou disputar as três primeiras rodadas da competição com elenco reduzido, já que os reforços só puderam ser inscritos posteriormente.
Crise financeira da Ponte
A nova punição ocorre em meio à grave crise financeira enfrentada pela Ponte Preta.
Desde meados de 2025, o clube acumula atrasos no pagamento de salários de jogadores e funcionários, além de dificuldades para cumprir acordos firmados com credores e responder a ações judiciais.
O cenário fora de campo tem sido acompanhado pelo desempenho esportivo. Rebaixada no Campeonato Paulista, a Ponte encerrou o primeiro turno da Série B na última colocação, com apenas oito pontos conquistados.
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