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🇧🇷➡️🇺🇸 Brasil precisa de “frieza” diante do tarifaço de Trump, alerta especialista

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📉 Setor agro pode perder até US$ 5,8 bilhões com sobretaxa norte-americana

Em menos de dez dias, completa-se um mês desde que o presidente norte-americano Donald Trump oficializou, por decreto, o tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros. Entre os mais afetados estão café, carnes e sucos de frutas. A laranja, por sua vez, escapou da alíquota maior e passou a ter encargo de apenas 10%, favorecendo importadores dos Estados Unidos.

Segundo dados do setor, quase metade dos 3 milhões de litros de suco de laranja consumidos nos EUA tem origem no Brasil.


☕ Voz do campo: medo de instabilidade

Produtores de culturas que não foram beneficiadas pela redução da tarifa estão preocupados.

O cafeicultor André Dominiquine, de Conceição da Aparecida (MG), explica:

“O principal medo do produtor em relação à tarifa imposta pelo EUA é a perspectiva de preços instáveis, tanto no valor do produto quanto no custo de insumos.”

Ele acredita que a sobretaxa não atinge apenas o café destinado ao mercado norte-americano, mas toda a cadeia produtiva, elevando custos e pressionando margens de lucro.


📊 Perdas bilionárias no agro

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima que o agro brasileiro pode perder US$ 5,8 bilhões com a medida.

Mesmo assim, a CNA mantém projeções de crescimento:

  • 💰 PIB do agro em 2024: R$ 2,72 trilhões;

  • 📈 Projeção para 1º trimestre de 2025: crescimento de 6,49%.


⚖️ “Frieza e estratégia”, defende especialista

Para o professor da FGV e advogado especializado em agronegócio André Passos, o Brasil deve agir com calma e assertividade:

“O Brasil precisa de frieza para jogadas defensivas e assertivas no campo da taxação de Trump.”

O especialista avalia que a medida norte-americana é política e injustificada, colocando o Brasil no mesmo patamar de países como Irã e Coreia do Norte em termos de retaliação comercial:

“Não podemos crer que os EUA estejam preocupados com a lisura de julgamentos internos do STF contra qualquer cidadão brasileiro. A justificativa é estapafúrdia.”


🌎 Impacto diplomático e novas negociações

As relações diplomáticas entre Brasil e EUA, que completaram mais de 200 anos de parceria, vivem um momento de tensão. Até agora, não houve acordo nem reunião bilateral para discutir saídas.

Na análise de Passos, apesar da pressão, o Brasil não deve abandonar o diálogo:

“É certo que o Brasil não deve deixar a mesa de negociações – se há algum canal. É preciso se mostrar disposto a negociar para minimizar impactos e não aceitar imposições unilaterais.”

O advogado acredita que novas isenções a produtos brasileiros, como o café, ainda podem ser conquistadas.


🛡️ Caminhos possíveis para o Brasil

Entre as medidas discutidas estão:

  • Questionamento da sobretaxa na Organização Mundial do Comércio (OMC);

  • Uso de jurisprudência da Suprema Corte dos EUA;

  • Alinhamento com importadores norte-americanos, também prejudicados pelo tarifaço;

  • Utilização de ferramentas financeiras de proteção contra riscos, especialmente para produtores rurais.


🚜 O desafio para o produtor

Enquanto o governo federal busca alternativas diplomáticas e jurídicas, agricultores como Dominiquine tentam se proteger no dia a dia.

“Este cenário demonstra a importância de nos prepararmos para a instabilidade com ferramentas financeiras para otimização do risco”, conclui o cafeicultor mineiro.


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Fontes

Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA); Fundação Getúlio Vargas (FGV); Passos e Sticca Advogados Associados; depoimentos de produtores rurais.

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