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🚰 SEDE NA ESCOLA? ALUNOS DA PALIOTO RELATAM FALTA DE ÁGUA PARA BEBER E MÃES COBRAM PROVIDÊNCIA URGENTE EM SUMARÉ
Famílias afirmam que bebedouro está quebrado desde terça-feira e estudantes estão levando água de casa; relatos apontam crianças bebendo até em torneiras de lavatórios. Direção diz que unidade possui outro bebedouro, mas alunos contestam: “nunca funcionou adequadamente”
Uma situação aparentemente simples de manutenção virou motivo de preocupação para mães de alunos da EMEF Antônio Palioto, em Sumaré.
Segundo denúncias encaminhadas à equipe do Auge1, estudantes estariam enfrentando dificuldades para conseguir água potável para beber dentro da escola desde terça-feira, após problema em um dos bebedouros da unidade.
As famílias relatam que as crianças passaram a levar garrafas com água de casa.
O problema é que a água acaba.
E os alunos permanecem durante horas na escola.
De acordo com os relatos recebidos, diante da sede e sem alternativa adequada, alguns estudantes teriam recorrido nesta semana à água de outro equipamento e até mesmo às torneiras dos lavatórios dos banheiros.
A pergunta é simples: onde essas crianças devem beber água quando a garrafinha trazida de casa acaba?
DIREÇÃO DIZ QUE EXISTEM DOIS BEBEDOUROS
Mães procuraram a direção da unidade para questionar a situação.
Segundo elas, a resposta recebida foi de que a escola possui dois bebedouros.
Um deles estaria apresentando problema e em manutenção, enquanto o segundo permaneceria disponível aos estudantes.
Se esse segundo equipamento está efetivamente funcionando e fornecendo água potável em quantidade suficiente para atender os alunos, o problema estaria parcialmente contornado durante o período de manutenção.
Mas essa versão é contestada justamente por quem utiliza diariamente os equipamentos:
os próprios estudantes.
“ESSE OUTRO BEBEDOURO NUNCA FUNCIONOU”
Segundo relatos repassados pelos alunos às mães, o segundo equipamento apontado como alternativa pela direção não seria utilizado normalmente para consumo de água.
Os estudantes afirmam que ele apresentaria água quente, sem filtragem adequada e de qualidade considerada ruim por eles.
Ainda segundo os relatos recebidos pelo Auge1, esse equipamento seria utilizado principalmente para lavar as mãos, e não como fonte habitual de água para beber.
Com o bebedouro utilizado normalmente fora de funcionamento, entretanto, alguns alunos teriam recorrido a essa água por falta de opção.
Outros, conforme as denúncias, teriam bebido diretamente das torneiras existentes nos lavatórios dos banheiros.
Essas informações precisam ser verificadas urgentemente pela Secretaria Municipal de Educação.
NÃO BASTA DIZER QUE EXISTE OUTRO BEBEDOURO
A questão não é simplesmente contabilizar quantos equipamentos existem fisicamente dentro da escola.
A pergunta é:
EXISTE ÁGUA POTÁVEL, FILTRADA, EM TEMPERATURA E CONDIÇÕES ADEQUADAS E EM QUANTIDADE SUFICIENTE PARA OS ALUNOS?
Se existe, a Prefeitura pode demonstrar isso imediatamente.
Se não existe, a solução precisa ser igualmente imediata.
A própria Prefeitura de Sumaré relaciona oficialmente a Antônio Palioto como escola municipal que atende estudantes do 2º ao 9º ano do Ensino Fundamental.
Estamos falando, portanto, inclusive de crianças pequenas permanecendo horas dentro de uma unidade escolar municipal.
À TARDE, PROBLEMA PREOCUPA AINDA MAIS AS MÃES
As famílias chamam atenção especialmente para o período da tarde.
Com temperaturas mais elevadas, a necessidade de hidratação aumenta.
Uma garrafa levada de casa pode não ser suficiente para todo o período escolar.
E não deveria ser responsabilidade exclusiva de cada família garantir toda a água que uma criança consumirá durante as horas em que permanece sob responsabilidade da rede municipal de ensino.
Levar uma garrafinha é uma coisa.
Depender obrigatoriamente dela porque o equipamento da escola não funciona é outra completamente diferente.
ÁGUA POTÁVEL NÃO É LUXO
Estamos falando de uma necessidade humana básica.
A escola precisa possuir condições adequadas de higiene, saúde e permanência dos estudantes.
Não deveria ser necessário esperar dias por uma solução quando o problema envolve justamente acesso à água para crianças e adolescentes.
Se um equipamento essencial que atende centenas de estudantes quebra, a Administração precisa possuir alguma alternativa emergencial enquanto o reparo não é concluído.
Galões.
Bebedouros provisórios.
Equipamento substituto.
Manutenção emergencial.
Ou qualquer solução tecnicamente adequada que assegure água própria para consumo.
O que não pode ser considerado solução é simplesmente orientar implicitamente cada criança a depender da quantidade de água que conseguiu trazer de casa.
E A QUALIDADE DA ÁGUA DO SEGUNDO BEBEDOURO?
Diante das versões divergentes, uma verificação técnica pode esclarecer rapidamente a situação.
O Auge1 questiona:
O segundo bebedouro está funcionando?
Possui sistema de filtragem?
O filtro está instalado e dentro do prazo de manutenção?
Quando ocorreu a última troca?
A água disponibilizada nesse equipamento é considerada própria para consumo?
Existe registro de higienização e manutenção dos dois bebedouros?
Quantos pontos de fornecimento de água potável existem atualmente na escola?
Quantos estão funcionando nesta sexta-feira?
Quando a direção comunicou oficialmente o defeito à Secretaria de Educação?
Foi aberta ordem de serviço?
Qual é a previsão para o reparo?
Qual solução emergencial foi disponibilizada enquanto o equipamento permanece parado?
E, principalmente:
A SECRETARIA GARANTE QUE NENHUM ALUNO DA PALIOTO PRECISA BEBER ÁGUA DE TORNEIRA DE BANHEIRO POR FALTA DE OUTRA OPÇÃO?
Essa é uma resposta que pode ser dada objetivamente.
ESCOLA ACABA DE SER DESTACADA PELA PRÓPRIA PREFEITURA
A situação chama ainda mais atenção porque a EMEF Antônio Palioto apareceu recentemente em divulgação oficial da própria Prefeitura sobre os resultados educacionais da rede.
A Administração destacou a unidade entre as escolas municipais com desempenho de 6,9 no IDEB.
O resultado pedagógico merece reconhecimento.
Mas qualidade na educação não termina na sala de aula.
Também envolve estrutura física adequada para que estudantes permaneçam na escola com segurança, higiene e dignidade.
Uma escola pode ter excelente indicador educacional e, ainda assim, precisar resolver imediatamente um bebedouro quebrado.
Uma coisa não anula a outra.
NÃO É PRECISO TRANSFORMAR BEBEDOURO EM CRISE
Talvez seja justamente esse o aspecto mais incompreensível da denúncia.
Estamos falando de um problema que deveria ter solução administrativa relativamente simples.
O equipamento apresentou defeito?
Conserte.
O reparo vai demorar?
Disponibilize imediatamente uma alternativa.
O outro bebedouro funciona?
Verifique tecnicamente, assegure a filtragem e informe claramente aos alunos que aquela água é própria para consumo.
Não funciona adequadamente?
Repare os dois.
O que não parece razoável é permitir que uma discussão sobre água para crianças beberem atravesse vários dias letivos.
PREFEITURA PRECISA AGIR AGORA
A situação pode ser esclarecida rapidamente.
Basta verificar os equipamentos, abrir as torneiras, conferir os filtros, analisar as condições da água, e principalmente. ouvir os estudantes e funcionários.
Garantir que exista água potável suficiente durante todo o período escolar.
Se os relatos das famílias não corresponderem às condições encontradas, a Prefeitura terá espaço para apresentar os esclarecimentos e demonstrar a situação.
Se corresponderem, entretanto, não existe justificativa para prolongar o problema.
CRIANÇA COM SEDE NÃO PODE ESPERAR BUROCRACIA.
Água potável dentro de uma escola não é benefício.
Não é favor.
Não é luxo.
É condição básica para que centenas de estudantes possam permanecer durante horas em ambiente escolar.
E se alunos realmente chegaram ao ponto de beber água de torneiras de lavatórios de banheiro porque estavam com sede e não encontraram outra opção adequada, o problema já passou da hora de ser resolvido.
#Sumaré #Educação #EMEFAntônioPalioto #EscolaPública #ÁguaPotável #SecretariaDeEducação #DireitosDasCrianças #Fiscalização #Auge1
Fontes: denúncias e relatos de mães e estudantes encaminhados à equipe Auge1; informações prestadas pela direção às famílias; dados públicos da Prefeitura Municipal de Sumaré.
O Auge1 mantém espaço aberto à Prefeitura de Sumaré, à Secretaria Municipal de Educação e à direção da EMEF Antônio Palioto para esclarecimentos e atualização sobre as providências adotadas.
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