Connect with us
   

Brasil

🛡️ QUANDO O OLHAR ATENTO SALVA VIDAS: COMO O PROTOCOLO L.A.R.A. TRANSFORMA O TERRITÓRIO EM ESCUDO DE PROTEÇÃO

Publicado

on

Imagem Auge1 - I.A.

Caso de menina de 12 anos atacada por mais de 100 abelhas em Ibirité inspira reflexão de Lucilene Marques sobre uma questão maior: a proteção das crianças não pode terminar no portão da escola

Por Lucilene Marques — autora do Protocolo L.A.R.A. e do Sistema P.R.O.T.E.J.A. Digital

“Muita gente passou e ninguém ajudou.”

A frase que abre esta história ecoa como um alerta incômodo.

A cena registrada em Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, chamou a atenção do país. Safira Emanuele, de 12 anos, viveu momentos de pavor ao ser atacada por um enxame e sofrer mais de 100 picadas de abelhas, nas proximidades da escola onde estuda.

Enquanto o desespero tomava conta do local, o motociclista Vinícius Martins, que seguia para o trabalho, decidiu parar.

Com coragem e improviso, utilizou um desodorante em spray para tentar afastar os insetos e retirar a menina do local. Ele próprio acabou sofrendo cerca de 40 picadas durante o resgate. Safira precisou ser internada e passou pelo CTI pediátrico. Nesta segunda-feira (21), recebeu alta e afirmou estar bem.

A história teve um desfecho de esperança.

Mas a cena deixa uma indagação urgente para toda a sociedade:

O que acontece quando uma criança enfrenta o perigo no trajeto entre a casa e a escola e o socorro depende do acaso?

🏫 A PROTEÇÃO NÃO TERMINA NO PORTÃO DA ESCOLA

É justamente sobre esses espaços que o Protocolo L.A.R.A. — território, integrante do Sistema P.R.O.T.E.J.A. Digital, desenvolvido por Lucilene Marques, propõe ampliar o olhar.

Historicamente, as políticas públicas tendem a concentrar grande parte da proteção dentro da unidade escolar.

No entanto, riscos à integridade física e psicológica das crianças também podem surgir nos chamados “pontos cegos” do percurso urbano: o trajeto de ida e volta da escola, as praças, os pontos de ônibus e as ruas do bairro.

O Protocolo L.A.R.A. parte do princípio de que o território inteiro precisa ser um ambiente protetivo.

A proposta integra uma metodologia apresentada por Lucilene Marques na obra P.R.O.T.E.J.A. Digital: Arquitetura Sistêmica de Proteção Integral da Infância, publicada em 2026. O modelo articula Educação, Assistência Social, Saúde, Segurança Pública e Sistema de Justiça em uma rede territorial de proteção.

🛡️ TRÊS FRENTES DE PROTEÇÃO

Na concepção apresentada por Lucilene, a proteção territorial é organizada em três frentes integradas.

  • Rotas Escolares Seguras e Comércio Amigo da Criança, formando uma rede comunitária na qual comerciantes, moradores e trabalhadores possam ser sensibilizados e orientados a reconhecer situações de risco — acidentes, ataques de animais, abordagens suspeitas ou intimidações — e funcionar como pontos de apoio e acolhimento.
  • Georreferenciamento e Mapeamento de Riscos, identificando previamente pontos vulneráveis próximos às escolas, como iluminação deficiente, terrenos baldios, focos de vetores ou insetos perigosos e locais que demandem atenção da segurança pública. Essas informações poderiam orientar ações preventivas de zeladoria urbana, Defesa Civil e patrulhamento.
  • Resposta rápida e Articulação Intersetorial, buscando estabelecer canais de acionamento entre escola, comunidade e serviços de Saúde, Segurança e Assistência Social.

O objetivo é substituir o improviso por fluxos previamente organizados.

🤝 DO HEROÍSMO INDIVIDUAL À RESPONSABILIDADE COLETIVA

Atitudes como a de Vinícius demonstram a força da solidariedade humana.

Mas a proteção das infâncias não pode depender exclusivamente do surgimento de um herói ocasional no momento certo.

A própria Constituição Federal estabelece, em seu artigo 227, que é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, direitos fundamentais e protegê-los contra diferentes formas de violência e negligência.

É nesse princípio que se sustenta a reflexão apresentada pelo Protocolo L.A.R.A.: transformar o olhar de quem está no território em uma rede comunitária de cuidado, conectada aos serviços públicos responsáveis pela proteção.

A escola deixa de ser enxergada como uma ilha.

O caminho até ela também passa a fazer parte da proteção.

❤️ “NENHUMA CRIANÇA DEVE CAMINHAR SOZINHA”

O caso de Safira demonstra como poucos segundos podem fazer diferença em uma emergência.

Naquele dia, Vinícius estava passando.

Ele percebeu.

Parou.

E decidiu ajudar.

A proposta defendida por Lucilene Marques é que situações envolvendo crianças não precisem depender exclusivamente dessa coincidência.

“Proteger é um dever constitucional compartilhado entre Estado, família e sociedade. O Protocolo L.A.R.A. transforma o olhar omisso de quem ‘passa e não vê’ em um pacto comunitário de cuidado. Ao conectar a escola ao seu entorno, o sistema busca garantir que, onde quer que uma criança esteja, exista uma rede atenta e preparada para agir.”

Porque, como resume a autora:

“Cada segundo conta e nenhuma criança deve caminhar sozinha.”

#ProteçãoInfantil #ProtocoloLARA #ProtejaDigital #LucileneMarques #Infância #Crianças #Escola #RedeDeProteção #SegurançaEscolar #RotasSeguras #DireitosDaCriança #ECA #Educação #Safira #Ibirité #PortalAuge1 #Auge1

Fonte: Texto e concepção de Lucilene Marques; P.R.O.T.E.J.A. Digital: Arquitetura Sistêmica de Proteção Integral da Infância; Constituição Federal; informações sobre o caso de Safira Emanuele publicadas pela Itatiaia e Record/R7

Deixe o seu Comentário

Publicidade

Carregando dados do Brasileirão...

Publicidade

Mais Visto da Semana