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😡 “Eu tinha medo de contar”💔- Menina de 6 anos denuncia padrasto após ser espancada com mangueira de chuveiro

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Imagem Clube Notícia - I.A.

Professora percebeu marcas nas costas durante aula de Educação Física; suspeito foi preso em flagrante e alegou que apenas “corrigia” a criança

Mais um caso de violência contra uma criança provoca indignação e revolta. Uma menina de apenas seis anos denunciou o próprio padrasto após, segundo seu relato, sofrer agressões com uma mangueira de chuveiro dentro de casa, em Patos de Minas (MG).

O caso só veio à tona graças à atenção de profissionais da escola. Durante uma aula de Educação Física, uma professora percebeu marcas nas costas da criança e iniciou uma conversa que revelou uma rotina de violência, medo e ameaças.

O homem, de 22 anos, foi preso em flagrante por lesão corporal.


👧 A escola salvou a menina

Segundo a Polícia Militar, a direção da escola e o Conselho Tutelar relataram que a criança vinha faltando às aulas com frequência.

Na data da ocorrência, durante uma atividade física, a professora observou lesões nas costas da aluna.

Ao ser questionada, a menina revelou que havia sido agredida pelo padrasto com uma mangueira de chuveiro porque teria mexido no guarda-roupa da residência.

Ela contou ainda que esse não teria sido um episódio isolado.

Segundo seu relato, as agressões aconteciam sempre que ela era considerada desobediente ou deixava de cumprir tarefas determinadas pelo padrasto.


😢 “Eu tinha medo”

Ainda conforme o relato apresentado às autoridades, a criança afirmou que tinha medo de denunciar as agressões.

Segundo a direção da escola e o Conselho Tutelar, ela disse que o padrasto a ameaçava para que permanecesse em silêncio.

Na presença dos conselheiros tutelares e da equipe escolar, a menina confirmou novamente as agressões aos policiais militares.


🚔 Padrasto foi preso

Os policiais seguiram até a residência da família e localizaram o suspeito.

Durante a abordagem, ele negou ter agredido a enteada, afirmando que apenas a “corrigia” por comportamentos que considerava inadequados.

Entretanto, durante a ocorrência, a mãe da criança confirmou que as agressões realmente aconteceram.

Ela relatou que já havia discutido com o companheiro por causa da maneira como ele tratava sua filha.

Diante dos fatos, o homem recebeu voz de prisão em flagrante pelo crime de lesão corporal e foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil.


⚖️ Castigo físico não é método de educação

A legislação brasileira proíbe o uso de violência física como forma de disciplina contra crianças e adolescentes.

A chamada Lei Menino Bernardo (Lei nº 13.010/2014) estabelece que crianças têm direito de ser educadas e cuidadas sem castigos físicos ou tratamentos cruéis ou degradantes.

A responsabilização criminal dependerá da investigação e do andamento do processo judicial, garantindo-se ao investigado o direito à ampla defesa e ao contraditório.


📝 OLHAR DO PORTAL AUGE1

Há um detalhe nessa história que merece destaque: a menina só conseguiu romper o silêncio porque alguém prestou atenção.

Enquanto muitos enxergariam apenas uma criança quieta ou faltando às aulas, uma professora percebeu sinais que não deveriam estar ali. Essa observação foi determinante para que a suspeita de violência chegasse às autoridades.

Também chama atenção a justificativa apresentada pelo investigado, de que estaria apenas “corrigindo” a enteada. No Brasil, a legislação e a proteção integral à criança não admitem que agressões físicas sejam tratadas como método educativo.

Casos como este costumam provocar forte reação nas redes sociais porque atingem um sentimento comum: a indignação diante da violência contra quem ainda não tem condições de se defender.

Ao mesmo tempo, é importante lembrar que a responsabilização definitiva dependerá da conclusão das investigações e das decisões da Justiça. O que já se sabe, porém, é que a denúncia da criança, as lesões observadas na escola e os demais elementos reunidos pelas autoridades motivaram a prisão em flagrante do suspeito e o início da apuração do caso.

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Fonte: Polícia Militar de Minas Gerais, Conselho Tutelar e informações divulgadas pela escola e autoridades responsáveis pelo atendimento da ocorrência.

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