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🚰 Crise hídrica em Americana: DAE anuncia caminhões-pipa e decreto de emergência

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O município de Americana enfrenta uma das piores crises de abastecimento dos últimos anos. A situação se agravou neste fim de semana, quando milhares de moradores relataram falta d’água em diferentes bairros da cidade. Diante do cenário, o prefeito Chico Sardelli decretou emergência hídrica, medida que permitirá a adoção imediata de ações paliativas.

Caminhões-pipa e manejo de abastecimento

De acordo com o superintendente do DAE (Departamento de Água e Esgoto), Marcos Morelli, a autarquia está contratando caminhões-pipa para atender as regiões mais afetadas e fará o manejo do abastecimento. Isso significa que os bairros com maior tempo sem água receberão prioridade no envio de água, ainda que em quantidade limitada pelas adutoras.

Atualmente, o DAE dispõe de três caminhões, mas o reforço será buscado em cidades vizinhas para atender pontos emergenciais.

Situação das ETAs e queda na captação

Nesta segunda (29), o DAE apresentou aos vereadores e à imprensa a situação nas ETAs (Estações de Tratamento de Água) da Vila Cordenonsi. O volume de água captado do Rio Piracicaba continua sendo suficiente, mas chega muito sujo e com odor forte, tornando o tratamento lento e caro.

Sem a crise, em junho, a captação era de 1.371 litros por segundo, com uso de 2,8 milhões de litros para limpeza dos decantadores. Hoje, a captação caiu para 1.161 litros por segundo, e o gasto de água na higienização subiu para 6,6 milhões de litros.

Reclamações se multiplicam

O Grupo Auge recebeu inúmeras denúncias de falta d’água em bairros como Residencial Jaguari, Jardim Guanabara, Jardim Bertoni, Vale das Nogueiras, Jardim dos Lírios, São Vito, Jardim Progresso, Cidade Jardim, Vila Amorim, Jardim Boer, Jardim Esperança, Parque Nova Carioba, Parque Universitário, Jardim Helena, Parque da Liberdade e Jardim Ipiranga.

As queixas revelam situações dramáticas, como falta constante de água, falta de pressão de água queimando máquinas de lavar, idosos acamados, pessoas recém-operadas, sem condições de fazer as higienizações periódicas necessárias do pós cirurgia. Pessoas chegam tarde de seus trabalhos e sem água para um banho. São inúmeras as reclamações, geradas por essa crise hídrica, contestada por parte de moradores devido o excesso de problemas de vazamentos por toda cidade.

Fatec suspende aulas presenciais

A crise também impactou a Fatec de Americana, localizada na Vila Amorim. A instituição informou que as aulas presenciais foram suspensas e transferidas para o formato online até que o abastecimento seja normalizado.

Solução depende da chuva

Segundo o superintendente do DAE, não há solução imediata para o problema. “É preciso chover”, afirmou Morelli, destacando que a estiagem prolongada comprometeu a qualidade da água do rio, reduzindo em 20% a capacidade de captação e tratamento.

O decreto de emergência permitirá ampliar equipes de reparos de vazamentos, intensificar campanhas de uso consciente da água e reforçar o atendimento emergencial. Ainda assim, a expectativa é de que apenas a chegada das chuvas normalize a situação de forma definitiva.

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📌 Fontes: Prefeitura de Americana, DAE Americana, Câmara Municipal e relatos de moradores

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