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Tebet, Marina e Derrite cumprem agendas na região e movimentam disputa pelo Senado

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A região de Campinas recebeu, nesta sexta-feira (15), a visita de três pré-candidatos ao Senado por São Paulo: as ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) estiveram em Limeira, no 3º Fórum Mulheres na Política. Guilherme Derrite (PP) lançou sua pré-candidatura em Campinas no final da tarde. Nas eleições de outubro, dois senadores serão eleitos pelo estado. O terceiro ocupante de uma cadeira do Senado por São Paulo é o Astronauta Marcos Pontes (PL), que tem mandato até 2030.

Candidata ou não?

A ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou que ainda não está definido o nome que disputará a segunda vaga ao Senado por São Paulo nas eleições de 2026 pela chapa que deve ter o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), como candidato ao Governo do Estado de São Paulo. Segundo Marina, a indicação está em processo interno e é disputada entre ela e o ex-governador Márcio França (PSB). A declaração foi feita no 3º Fórum Mulheres na Política, em Limeira.

De acordo com Marina, a composição da chapa majoritária já tem definições parciais. “Ainda estamos no processo decisório. Já temos a pré-candidatura de Fernando Haddad para o governo do Estado de São Paulo, a ministra Simone Tebet, e a segunda vaga está sendo debatida entre mim e o meu ex-colega de governo, Márcio França”, disse.

A ex-ministra destacou ainda que a federação Rede-PSOL pretende contribuir para fortalecer a candidatura ao governo estadual. “É legítimo que todos se coloquem na cena política, e entendemos que temos uma grande contribuição a dar nessa chapa”, afirmou.

Sub-representação feminina no Senado e na Câmara

Durante o evento, Marina Silva também abordou a baixa presença de mulheres no Congresso Nacional. Segundo ela, apesar de representarem a maioria da população, as mulheres ocupam apenas cerca de 18% das cadeiras tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado.

Ela defendeu que a maior participação feminina na política é essencial para garantir a defesa direta de seus direitos. “Ter mulheres no Congresso é garantir que nossos direitos sejam representados por nós mesmas”, disse.

A ex-ministra também associou a desigualdade de gênero a impactos sociais mais amplos, como a sobrecarga de trabalho e os efeitos de crises ambientais. Segundo ela, mulheres são frequentemente as mais afetadas em situações como enchentes, secas e incêndios.

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Simone Tebet defende fim da taxação de compras internacionais de até US$ 50

Também presente no evento em Limeira, a ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet, afirmou que o fim da taxação sobre compras internacionais de até US$ 50 foi uma medida adequada após um período de ajuste fiscal.

A cobrança de 20% sobre esse tipo de operação havia sido adotada para combater a evasão fiscal e regularizar a atuação de empresas estrangeiras no comércio eletrônico.

“Foi necessário organizar a casa. Passado esse tempo, não se justifica mais a taxa para compras até 50 dólares”, afirmou.

Segundo Tebet, a medida também teve como objetivo proteger a indústria nacional e garantir maior controle de qualidade dos produtos importados, com fiscalização de órgãos como Anvisa e Inmetro.

Ela ainda criticou o que classificou como desigualdade tributária. “Não faz sentido tributar quem compra até 50 dólares enquanto há isenções para compras pessoais de valores muito superiores feitas no exterior”, disse.

Sul-Mato-Grossense concorrendo ao Senado por São Paulo

Nascida em Três Lagoas (MS), Simone Tebet tem sua trajetória política ligada ao seu estado natal, mas disputará a vaga no Senado, nestas eleições, por São Paulo.

“Minhas filhas moram há mais de 10 anos aqui, meu marido é de São Paulo, eu fiz mestrado na PUC-SP, eu tenho apartamento em São Paulo há mais de 10 anos e eu nasci na barranca do Rio Paraná, eu faço divisa. São Paulo é terra de todos nós, é a terra dos imigrantes, minha família veio do Líbano e foi acolhida no estado”, afirmou Tebet.

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Derrite defende Flávio Bolsonaro e minimiza impacto de doação de Vorcaro

O deputado federal Guilherme Derrite afirmou que a revelação sobre um pedido de recursos feito pelo senador Flávio Bolsonaro ao empresário Daniel Vorcaro não teria impacto eleitoral relevante.

A declaração foi feita antes do lançamento de sua pré-candidatura ao Senado, em Campinas (SP), também nesta sexta-feira.

“Impactaria se tivesse ocorrido agora. Como foi em 2024, não havia conhecimento sobre eventuais irregularidades envolvendo o Banco Master”, afirmou.

“Quando o senador Flávio Bolsonaro estabeleceu uma relação privada, isso é muito importante, sem nenhum tipo de benefício, sem nenhum tipo de contrapartida, sem nenhum desvio, escândalo de corrupção. Naquela época não se sabia, era uma relação privada, relação privada com o privado, sem nenhuma relação com o exercício do seu mandato como senador da República”, completou.

Derrite sustentou que se tratou de uma relação privada, sem ligação com o exercício do mandato parlamentar. Ele também classificou o episódio como parte de ataques políticos no contexto eleitoral.

“Eu continuo defendendo o senador. Tenho certeza que esse é só um de vários ataques que vamos sofrer durante a campanha porque o lado de lá não faz política com proposta, não querer discutir as visões de mundo e o que é melhor para o Brasil, querem atacar pessoalmente a imagem do senador Flávio Bolsonaro”, declarou Derrite.

“O filme do Luiz Inácio Lula da Silva foi financiado por várias empreiteiras envolvidas em escândalos de corrupção do passado”, completou.

Nesta semana, o Intercept Brasil revelou áudios e mensagens em que Flávio Bolsonaro solicita recursos a Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a publicação, o empresário teria repassado cerca de R$ 61 milhões. A Polícia Federal investiga se os recursos foram utilizados para custear despesas do deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

Crime organizado

O ex-secretário de Segurança Pública também falou sobre o combate ao crime organizado no interior do estado.

“O que faltava no Brasil era um arcabouço legislativo capaz de punir adequadamente os criminosos que pertencem ao crime organizado. Foi justamente isso que nós fizemos na lei anti-facções, a lei mais dura da história, que começa com penas de no mínimo 20 anos de prisão, podendo chegar a 80 anos de prisão. O detalhe principal, com mínimo de cumprimento de pena em regime fechado de 70%, podendo chegar a 85% e os líderes das organizações criminosas diretamente no sistema prisional federal, sem direito à visita íntima, auxílio reclusão. Punição adequada e severa para quem pertence ao crime organizado”, completou Derrite.

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