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Rope jump: conheça a modalidade praticada por jovem que morreu ao ser arremessada de ponte

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O rope jump ganhou destaque neste final de semana após a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que praticava o esporte radical na Ponte do Esqueleto, em Limeira. Ela foi arremessada sem corda de uma altura de cerca de 40 metros. Três homens responsáveis pelos equipamentos tiveram a prisão preventiva decretada neste domingo. O advogado deles classificou o caso como uma “triste fatalidade“, destacando que os envolvidos praticam o esporte há anos sem histórico de acidentes (veja mais abaixo).

Mas o que é o Rope Jump?

O rope jump é uma modalidade de esporte radical que consiste em saltar de grandes altura, como pontes, prédios, guindastes ou penhascos, preso a um sistema de cordas de escalada. Diferente do salto convencional, o praticante não utiliza um cabo elástico, mas sim uma corda semi-estática ou rígida ancorada em um ponto fixo no topo da estrutura. Após a queda livre, que compreende cerca de 80% do trajeto, a corda freia o praticante, transformando a energia cinética em um movimento de pêndulo. A complexidade técnica do equipamento, que exige uma montagem minuciosa com parafusos, roldanas e cálculos de tensão, torna a atividade extremamente dependente da competência da equipe de segurança.

Distinções entre o rope jump e o bungee jumping

Embora o rope jump e o bungee jumping sejam frequentemente confundidos por serem esportes de altura, suas técnicas são diferentes. No rope jump, a corda utilizada é semi-estática e rígida, garantindo uma queda livre mais longa e próxima do base jump. O movimento resultante é o de um pêndulo humano, no qual a pessoa voa para a frente após a frenagem. Nesse sistema, a fixação da corda é feita pela cintura e pelo peitoral do praticante.

Já no bungee jumping, a dinâmica é fundamentada no uso de uma corda elástica. Essa característica faz com que o praticante experimente uma queda livre mais curta, geralmente limitada entre 35 e 40 metros, seguida de um retorno elástico para cima. Ao contrário do pêndulo do rope jump, o bungee jumping permite que o corpo “quique” após a queda, e a fixação pode ser feita pelos pés, cintura ou peitoral.

A atividade exige uma montagem complexa, que pode levar meses de planejamento. Qualquer falha humana na ancoragem ou no manuseio das cordas pode ser fatal.

Origem e expansão

Criada nos Estados Unidos e popularizada na Rússia, a prática ganhou adeptos ao redor do mundo. Grupos profissionais, como o Dream Walkers, estabeleceram metas ambiciosas de saltar em 80 pontos icônicos globalmente, incluindo o Grand Canyon e arranha-céus de Las Vegas. Contudo, especialistas reforçam que o esporte oferece altíssimo risco e exige rigoroso acompanhamento técnico para garantir a integridade dos praticantes.

Presos por morte de jovem arremessada de ponte em rump jump têm prisão preventiva decretada

Os três homens presos em flagrante pelamorte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump, em Limeira, tiveram a prisão preventiva decretada. A audiência de custódia deles foi realizada na manhã deste domingo (14), de acordo com o TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo). O advogado dos presos classificou o caso como uma “triste fatalidade“, destacando que os envolvidos praticam o esporte há anos sem histórico de acidentes.

No sábado (13), em depoimento à Polícia Civil, eles não souberam como a jovem foi lançada da Ponte do Esqueleto sem estar presa à corda de segurança. A informação foi divulgada pela delegada plantonista Andréa Dantas, responsável pelo registro da ocorrência.

Segundo ela, os dois homens encarregados de preparar a vítima para o salto afirmaram não se lembrar do que aconteceu momentos antes da queda.

Ainda segundo a delegada, os dois homens encarregados de preparar a vítima para o salto afirmaram não se lembrar do que aconteceu momentos antes da queda.

De acordo com a Polícia Civil, a corda que deveria proteger Maria Eduarda permaneceu enrolada no chão da plataforma.

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Vítima participava de atividade na Ponte do Esqueleto (Foto: Reprodução)

Suspeitos dizem que nunca houve acidente semelhante

Em depoimento, os três presos relataram que trabalham há anos com saltos de rope jumping e que nunca haviam passado por uma situação semelhante.

“Eles estão até desnorteados com a situação porque praticam isso há muito tempo e nunca tinha acontecido nada do tipo”,afirmou a delegada.

Ainda segundo a Polícia Civil, aquele não era o primeiro salto realizado no dia. Conforme os depoimentos, outras pessoas participaram da atividade sem qualquer problema antes do acidente.

Terceiro preso disse que apenas ajudava na atividade

O terceiro homem preso afirmou à polícia que não era responsável por instalar a corda de segurança e que havia sido chamado apenas para auxiliar na execução do salto.

Apesar da alegação, a Polícia Civil entendeu que ele também tinha condições de perceber que o equipamento não havia sido instalado, já que a corda era visível e estava no chão da plataforma.

“O terceiro indivíduo teria sido chamado ali para ajudar. Porém, a corda é muito visível, a corda é grossa, inclusive ela está no chão, então daria para ter visto que não estava colocada”,

explicou Andréa Dantas.

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Prisão por homicídio com dolo eventual

Os três homens que aparecem no vídeo empurrando Maria Eduarda da plataforma foram presos em flagrante por homicídio com dolo eventual, quando se entende que os envolvidos assumiram o risco de provocar a morte, mesmo sem intenção direta.

Para a delegada, a ausência de uma checagem dos equipamentos de segurança foi determinante para o acidente.

Defesa dos presos fala em “triste fatalidade”

O advogado Rafael Gomes dos Santos, que representa os três presos, afirmou que o rope jump não é regulamentado, mas também não é proibido. Segundo ele, eventos semelhantes já foram realizados na Ponte do Esqueleto sem qualquer intervenção do poder público.

O defensor informou ainda que a atividade realizada no sábado reuniu cerca de 100 participantes e classificou o caso como uma “triste fatalidade“, destacando que os envolvidos praticam o esporte há anos sem histórico de acidentes.

O caso segue sob investigação. A Polícia Civil ainda ouvirá outras testemunhas e aguarda os laudos da perícia.

Vídeo registra momento em que a jovem foi lançada sem corda

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Um vídeo que circula nas redes sociais registrou o momento em que testemunhas perceberam que a jovem havia sido lançada sem o equipamento de segurança.

Nas imagens, Maria Eduarda é carregada por três funcionários até a estrutura de salto, localizada na região da Ponte do Esqueleto. Logo após ser impulsionada da plataforma, pessoas que acompanhavam a atividade começaram a gritar em desespero.

“A corda”, gritou uma testemunha. Em seguida, outra pessoa repetiu: “Gente, a corda”.

Os homens que aparecem nas imagens utilizavam camisetas da empresa Entre Cordas.

*Com informações de Jorge Talmon/EPTV Campinas

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