Connect with us
   

Notícias

🚌 CASA DO AUTISTA: MUDANÇA DE ENDEREÇO PODE TER CRIADO NOVA BARREIRA PARA FAMÍLIAS QUE DEPENDEM DE ÔNIBUS EM SUMARÉ

Publicado

on

Imagem Pública Internet

Famílias questionam logística para chegar à unidade no Horto Florestal; pacientes de regiões como Matão, Área Cura, Maria Antônia, Nova Veneza e Picerno podem depender de integração para continuar tratamento

A transferência de atendimentos relacionados ao Transtorno do Espectro Autista (TEA) para a Casa do Autista levanta uma questão que vai muito além da estrutura física da nova unidade:

como as famílias conseguirão chegar até lá?

A Casa do Autista foi instalada na Estrada Municipal Teodor Condiev, nº 1.211, Jardim Marchissoli, região do Horto Florestal, e funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h.

Para quem possui automóvel, uma mudança de endereço pode representar apenas alguns quilômetros a mais.

Para mães que dependem exclusivamente de transporte coletivo — muitas delas acompanhadas de crianças autistas — a realidade pode ser completamente diferente.

🚍 DO AMBULATÓRIO PARA A ESTRADA QUE LIGA SUMARÉ A HORTOLÂNDIA

O antigo atendimento do CTEA no Ambulatório estava inserido em uma região atendida pela malha urbana utilizada diariamente por moradores de diferentes bairros.

Já a Casa do Autista foi instalada na Estrada Teodor Condiev, justamente no eixo de ligação entre Sumaré e Hortolândia, na região do Horto Florestal. A própria documentação municipal caracteriza a via dessa maneira.

Famílias que procuraram o Portal Auge1 relatam preocupação especialmente para quem vem de regiões como Matão, Área Cura, Maria Antônia, Nova Veneza e Picerno.

Segundo elas, alguns deslocamentos podem exigir que a mãe primeiro chegue à região central ou ao Terminal Rodoviário e, depois, utilize outra linha em direção ao Horto.

🚌 LINHAS QUE PASSAM PELO HORTO REFORÇAM A DEPENDÊNCIA DO TERMINAL

A consulta aos itinerários atuais confirma que existem linhas metropolitanas circulando pela Estrada Teodor Condiev.

Entre elas está a linha 653, que sai do Terminal Rodoviário de Sumaré com destino à Unicamp, via Hortolândia, e percorre a Teodor Condiev.

A linha 668, entre o Terminal Rodoviário de Sumaré e o Rosolem, em Hortolândia, também passa pela Teodor Condiev.

Levantamento atualizado do transporte público da região ainda aponta as linhas 653, 654, 666 e 668 nas proximidades do Horto Florestal.

Portanto, não seria correto afirmar que existe apenas uma única linha atendendo a região.

Mas isso não elimina o problema levantado pelas mães.

A questão é outra:

EXISTE LIGAÇÃO DIRETA ENTRE AS PRINCIPAIS REGIÕES DE SUMARÉ E A CASA DO AUTISTA?

Para quem mora perto do trajeto dessas linhas, o acesso pode ser relativamente simples.

Para quem mora no outro extremo da cidade, pode significar um ônibus para chegar ao Centro ou outro ponto de integração e outro para chegar à Casa do Autista — repetindo todo o percurso na volta.

🧩 PARA UMA CRIANÇA AUTISTA, NÃO É “SÓ PEGAR OUTRO ÔNIBUS”

Esse aspecto precisa entrar no planejamento de uma política pública destinada especificamente ao TEA.

Uma baldeação adicional pode significar mais tempo esperando em ponto ou terminal, maior exposição a ruídos, movimento intenso de pessoas, alterações de rotina e viagens mais longas.

Cada pessoa autista possui necessidades diferentes, portanto não se pode generalizar que todo paciente terá dificuldade com transporte coletivo.

Mas justamente por isso acessibilidade e deslocamento deveriam fazer parte do planejamento individual e coletivo do serviço.

A localização de uma unidade especializada não pode ser analisada somente pela qualidade do prédio.

É necessário avaliar também quem consegue chegar até ele.

❓ HOUVE ESTUDO DE MOBILIDADE ANTES DA MUDANÇA?

Essa é a pergunta que o Município precisa responder.

Antes de concentrar ou transferir atendimentos para a Casa do Autista, a Secretaria Municipal de Saúde realizou levantamento sobre a origem dos pacientes?

Quantas famílias dependem exclusivamente de ônibus?

Quantas possuem linha direta?

Quantas precisam fazer integração?

Qual será o aumento médio do tempo de deslocamento?

Foi discutida alguma solução com a área responsável pelo transporte?

Esses dados são importantes principalmente porque a Casa do Autista foi anunciada como uma política de ampliação do acesso.

Não basta aumentar a capacidade de atendimento se, ao mesmo tempo, parte das famílias encontra maior dificuldade para chegar ao serviço.

🚨 UMA CRIANÇA PODE PRECISAR DE VÁRIOS ATENDIMENTOS

Existe ainda outro componente.

A Casa do Autista foi anunciada com atendimento multiprofissional, incluindo fonoaudiologia, terapia ocupacional, nutrição, educação física, fisioterapia, psicologia, odontologia, psiquiatria e neuropediatria, entre outros serviços.

Dependendo do plano terapêutico, uma família pode precisar realizar deslocamentos frequentes.

Se cada atendimento exigir dois ônibus para ir e outros dois para voltar, o impacto não é apenas de tempo.

Pode existir também impacto financeiro e de organização familiar, além da própria dificuldade de deslocamento da criança.

📍 A LOCALIZAÇÃO PRECISA FAZER PARTE DA POLÍTICA DE INCLUSÃO

A discussão não é se a Casa do Autista possui estrutura adequada.

A discussão é se a estrutura adequada foi instalada em um local acessível para quem efetivamente precisa utilizá-la.

E existe uma diferença importante entre criar um serviço novo para pacientes que ainda não possuíam atendimento e transferir para esse endereço crianças que já tinham uma rotina estabelecida em outro equipamento público.

Quando se muda o local de tratamento de um paciente, muda-se também sua logística familiar.

🚌 E QUEM MORA NO MATÃO, ÁREA CURA, MARIA ANTÔNIA, NOVA VENEZA OU PICERNO?

O Portal Auge1 entende que essa resposta precisa ser apresentada de forma objetiva.

A Prefeitura pode informar qual itinerário de transporte público recomenda para cada uma dessas regiões chegar à Casa do Autista.

Se houver linhas diretas, que sejam divulgadas.

Se for necessária integração, que seja explicado onde ocorre, qual o tempo estimado e quais alternativas são oferecidas às famílias.

E, principalmente:

A SECRETARIA DE SAÚDE CONSIDEROU ESSA LOGÍSTICA ANTES DE TRANSFERIR ATENDIMENTOS?

Porque não adianta oferecer tratamento especializado a uma criança se chegar ao tratamento passa a ser um novo obstáculo.

⚠️ AMPLIAR O ATENDIMENTO TAMBÉM SIGNIFICA GARANTIR ACESSO

A Prefeitura apresentou a Casa do Autista como um equipamento destinado a fortalecer a rede municipal e tornar o atendimento especializado mais acessível.

Agora é necessário verificar se essa acessibilidade também existe fora dos portões da unidade.

Para uma mãe que depende de transporte coletivo, a distância entre sua casa e o tratamento não é medida apenas em quilômetros.

É medida em ônibus, baldeações, espera, tempo e condições para transportar uma criança que necessita de atendimento especializado.

A Casa do Autista pode possuir salas modernas, equipe multidisciplinar e capacidade para milhares de atendimentos.

Mas existe uma pergunta anterior a todas essas:

AS CRIANÇAS CONSEGUEM CHEGAR ATÉ LÁ?

#Sumaré #Autismo #TEA #CasaDoAutista #CTEA #MãesAtípicas #FamíliasAtípicas #TransportePúblico #Mobilidade #Acessibilidade #Inclusão #PCD #SaúdePública #SUS #DireitoÀSaúde #Matão #ÁreaCura #MariaAntônia #NovaVeneza #Picerno #HortoFlorestal #PortalAuge1 #Auge1

Fonte: Prefeitura de Sumaré, EMTU, informações públicas sobre o transporte coletivo e relatos de famílias encaminhados ao Portal Auge1.

Deixe o seu Comentário

Publicidade

Carregando dados do Brasileirão...

Publicidade

Mais Visto da Semana