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🚨 ANA BEATRYZ FOI BUSCAR A FILHA E NÃO VOLTOU: JOVEM DE 21 ANOS É MORTA E EX-COMPANHEIRO ACABA PRESO POR FEMINICÍDIO

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Mãe de uma menina de apenas 1 ano foi encontrada morta dentro da casa do ex em Ribeirão das Neves; perícia apontou lesões na cabeça compatíveis com socos e chutes. Suspeito se entregou quatro dias depois e está preso preventivamente

Ana Beatryz Gomes dos Santos tinha 21 anos, trabalhava como recepcionista e era mãe de uma menina de apenas 1 ano.

Na segunda-feira, 7 de setembro, ela foi até a residência do ex-companheiro, no bairro Xangri-Lá, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, para buscar a filha.

Ana entrou naquela casa. Não saiu viva.

Horas depois, foi encontrada caída dentro do imóvel, com graves ferimentos. A análise preliminar da perícia apontou lesões principalmente na cabeça, compatíveis com agressões por socos e chutes. A Polícia Civil de Minas Gerais investiga o caso como feminicídio.

O principal suspeito é o ex-companheiro Marco Antônio do Nascimento de Souza, de 24 anos, pai da criança. Ele deixou o local após o crime, permaneceu sem ser localizado durante os dias seguintes e, na sexta-feira (11), apresentou-se à Polícia Civil. Segundo informações atualizadas, há prisão preventiva e ele foi encaminhado ao sistema prisional.

💔 ELA SÓ TINHA IDO BUSCAR A FILHA

Ana Beatryz e o ex mantiveram um relacionamento de aproximadamente quatro anos. Segundo familiares, estavam separados havia alguns meses e existiam conflitos relacionados ao término e à guarda da filha.

Na noite do crime, Ana não foi sozinha até o endereço.

Um funcionário da empresa da família a levou ao local e permaneceu esperando do lado de fora por aproximadamente 20 minutos. Como ela demorava para retornar, entrou em contato com uma tia da jovem. A orientação foi para que ele voltasse ao trabalho e posteriormente um motorista de aplicativo buscaria Ana.

Segundo o relato dessa testemunha, naquele momento não havia sinais externos de uma briga.

Mas dentro da residência a situação teria tomado outro rumo.

⚠️ TESTEMUNHA OUVIU DISCUSSÃO. DEPOIS, VEIO O SILÊNCIO

Um primo do suspeito, que morava próximo, relatou ter ouvido uma discussão.

Segundo o depoimento, como desentendimentos entre o ex-casal já teriam ocorrido anteriormente, ele inicialmente não foi verificar.

Depois, os barulhos cessaram.

Veio o silêncio.

Quando o familiar foi até o imóvel, encontrou Ana Beatryz caída no chão. O ex-companheiro já não estava mais no local.

Polícia e Samu foram acionados, mas a jovem já estava morta.

🚨 PERÍCIA APONTOU SOCOS E CHUTES

A violência empregada contra a jovem é um dos aspectos mais chocantes do caso.

Segundo as informações preliminares divulgadas após a perícia, Ana apresentava diversas lesões, especialmente na cabeça, compatíveis com agressões provocadas por socos e chutes.

Nenhum objeto que pudesse ter sido utilizado como arma nas agressões foi encontrado no imóvel.

A irmã da vítima relatou posteriormente que a família sequer conseguiu realizar uma despedida com o caixão aberto devido à extensão dos ferimentos.

Ana foi sepultada na quarta-feira (9), no Cemitério da Paz, em Belo Horizonte.

🚨 EX JÁ TERIA SIDO FILMADO NA PORTA DA CASA DELA

Outro elemento surgiu após o crime.

A família entregou à imprensa imagens feitas aproximadamente um mês antes nas quais o ex-companheiro aparece durante a madrugada na porta da residência onde Ana morava.

Segundo os familiares, depois da separação havia conflitos e tentativas de reaproximação. O pai da jovem afirmou que nunca confiou no relacionamento da filha com o suspeito.

A família também sustenta que o crime teria sido premeditado.

Essa, entretanto, é uma hipótese apresentada pelos familiares e ainda precisa ser demonstrada pela investigação.

❓ FAMÍLIA LEVANTA SUSPEITA DE QUE HOUVE AJUDA NA FUGA

Depois da morte, parentes de Ana fizeram outra acusação grave: disseram acreditar que familiares do suspeito teriam ajudado na saída dele do local.

Uma tia relatou ter ido à residência procurar a sobrinha e afirmou que precisou arrombar uma porta.

A família também questionou o desaparecimento do celular de Ana, que, segundo um tio, não teria sido localizado.

Até o momento, porém, não há comprovação pública de participação de familiares no feminicídio ou de auxílio à fuga. Essas suspeitas precisam ser investigadas antes de qualquer responsabilização.

👶 E A FILHA DE 1 ANO?

O crime deixou uma segunda história extremamente delicada.

Uma criança de apenas 1 ano perdeu a mãe e tem o pai preso preventivamente como principal suspeito da morte dela.

Nos primeiros dias, familiares maternos afirmaram não possuir informações claras sobre a situação da menina.

Posteriormente, foi confirmado que a criança estava sob os cuidados dos avós paternos. O Conselho Tutelar informou que esteve no endereço e foi comunicado dessa situação.

A família de Ana agora pretende recorrer à Justiça para buscar a guarda da menina. O advogado dos familiares informou que deverá pedir a guarda unilateral para a família materna.

Não há confirmação de que a criança tenha presenciado as agressões contra a mãe.

⚖️ SUSPEITO SE ENTREGA E FICA EM SILÊNCIO

Depois de permanecer sem ser localizado desde segunda-feira, Marco Antônio apresentou-se à Delegacia de Polícia Civil de Ribeirão das Neves por volta das 13h de sexta-feira (11).

A defesa afirmou que a apresentação ocorreu espontaneamente e que ele acompanhará a investigação e exercerá sua defesa pelos meios legais.

Na delegacia, segundo o advogado, o investigado exerceu o direito constitucional de permanecer em silêncio. A prisão preventiva foi cumprida e ele foi encaminhado para uma unidade prisional.

Familiares e amigos de Ana realizaram manifestações pedindo Justiça, inclusive diante da penitenciária para onde o investigado seria levado.

🖤 UMA CRIANÇA SEM A MÃE. UMA FAMÍLIA DESTRUÍDA. UMA JOVEM MORTA AOS 21 ANOS.

O caso de Ana Beatryz não pode ser reduzido a mais uma estatística policial.

Ela tinha apenas 21 anos.

Tinha uma filha pequena.

Estava separada.

E foi até a residência do ex para buscar justamente essa criança.

A Polícia Civil agora terá que reconstruir cada etapa: o que aconteceu dentro daquela casa, quanto tempo duraram as agressões, se o crime foi premeditado, como o suspeito deixou o local, se alguém eventualmente colaborou com sua fuga e o que aconteceu com o celular da vítima.

Também caberá à Justiça definir as responsabilidades após investigação, denúncia e devido processo legal.

Mas existe um fato que nenhuma investigação poderá modificar:

ANA BEATRYZ ENTROU NAQUELA CASA PARA BUSCAR A FILHA.

A FILHA FICOU SEM A MÃE.

E aos 21 anos, uma vida inteira que ainda poderia ser vivida foi interrompida.

Em situações de violência contra a mulher, a Central de Atendimento à Mulher funciona pelo 180. Em situação de emergência ou risco imediato, a Polícia Militar deve ser acionada pelo 190.

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Fonte: Polícia Civil de Minas Gerais; Rádio Itatiaia; O Tempo; Estado de Minas; R7; BHAZ; informações e relatos de familiares e testemunhas divulgados pela imprensa.

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