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🇧🇷 HISTÓRICO DE ANDRÉ DO PRADO COLOCA RICARDO SALLES COMO OPÇÃO AO SENADO PARA O ELEITOR CONSERVADOR
André está hoje na chapa apoiada pelo campo bolsonarista, mas sua trajetória inclui apoios a Dilma, Mercadante e Márcio França e proximidade política com diferentes governos. Salles, ex-ministro de Bolsonaro, disputa justamente o voto de quem não aceita que a legenda PL, sozinha, seja suficiente para definir quem representa a direita
O eleitor conservador de São Paulo terá duas escolhas para o Senado em outubro.
E é justamente a segunda escolha que começa a provocar uma discussão dentro da própria direita:
SER CANDIDATO PELO PL É SUFICIENTE PARA SER CONSIDERADO CANDIDATO DA DIREITA?
André do Prado está hoje no centro da articulação eleitoral do PL paulista e divide palanques com nomes importantes do bolsonarismo.
Isso é fato.
Mas existe outro fato que também não pode ser apagado:
A HISTÓRIA POLÍTICA DE ANDRÉ DO PRADO NÃO COMEÇOU COM BOLSONARO.
E quando o eleitor olha para trás, encontra uma trajetória muito diferente daquela construída por Ricardo Salles (Novo).
ANDRÉ DO PRADO: O PASSADO NÃO PODE SER APAGADO PELA CAMPANHA DE 2026
André construiu sua carreira no antigo PR, partido que posteriormente voltou a utilizar o nome PL. Em 2011, a própria Assembleia Legislativa registrava André como líder do PR na Casa.
Sua trajetória atravessou diferentes composições políticas.
O próprio Ricardo Salles colocou esse histórico no centro da disputa ao afirmar publicamente que André apoiou Dilma Rousseff, Aloizio Mercadante, Márcio França e esteve politicamente alinhado ao governo João Doria.
Parte desse histórico é documental.
Em 2018, quando Jair Bolsonaro disputava e venceria a Presidência, André do Prado fazia campanha pela reeleição de Márcio França ao Governo de São Paulo. Fotografias e publicações daquela campanha permanecem registradas e foram recuperadas pela imprensa neste ano.
Portanto, o eleitor conservador pode fazer uma pergunta absolutamente legítima:
ANDRÉ DO PRADO SE TORNOU IDEOLOGICAMENTE DE DIREITA OU APENAS SE ADAPTOU À NOVA POSIÇÃO POLÍTICA DO PL?
Uma coisa não necessariamente significa a outra.
Partidos mudam. Alianças mudam.
Políticos também podem mudar suas convicções.
Mas quem mudou precisa explicar quando mudou, por que mudou e quais posições abandonou.
O NÚMERO 22999 CONTA PARTE DESSA HISTÓRIA
Há registros antigos de campanha de André do Prado utilizando o número 22999.
Isso é especialmente simbólico.
O número 22 hoje está completamente associado ao bolsonarismo.
Naquele período, porém, representava o então PR, em outro contexto político.
Portanto, usar uma fotografia antiga simplesmente para dizer que “André já era 22” pode induzir o eleitor contemporâneo a uma interpretação completamente diferente daquela realidade histórica.
O 22 EXISTIA. O BOLSONARISMO COMO O CONHECEMOS HOJE, NÃO.
E é justamente por isso que o eleitor precisa analisar trajetória, não apenas número partidário.
SALLES APERTA ONDE A BIOGRAFIA POLÍTICA DE ANDRÉ INCOMODA
Ricardo Salles percebeu essa vulnerabilidade e decidiu explorar exatamente esse terreno.
O ex-ministro afirmou que André seria um representante típico do Centrão e chegou a dizer que ele estaria apenas tentando capturar o eleitorado conservador.
É uma declaração de adversário eleitoral e precisa ser apresentada como tal.
Mas existe uma diferença entre opinião e histórico.
A OPINIÃO É DE SALLES.
OS APOIOS PASSADOS PODEM SER CONFERIDOS PELO ELEITOR.
E essa distinção é fundamental.
SALLES APRESENTA UMA TRAJETÓRIA IDEOLÓGICA MAIS LINEAR
Quando a comparação é exclusivamente sobre identidade conservadora e alinhamento histórico ao bolsonarismo, Ricardo Salles possui uma trajetória recente muito mais linear.
Foi ministro do Meio Ambiente de Jair Bolsonaro.
Construiu parte expressiva de sua projeção nacional dentro daquele governo.
Continuou defendendo publicamente pautas identificadas com a direita.
Hoje está no Novo e mantém discurso de oposição ao PT e de crítica ao Centrão.
Salles afirma que, em São Paulo, ele e Guilherme Derrite seriam os dois candidatos efetivamente representativos da direita.
Naturalmente, isso também é discurso eleitoral.
Mas o eleitor pode comparar os históricos e chegar à própria conclusão.
ENTRE SALLES E ANDRÉ, QUEM MUDOU MENOS DE LADO AO LONGO DOS ÚLTIMOS ANOS?
Essa é uma pergunta muito mais relevante do que simplesmente observar a sigla atual de cada candidato.
EDUARDO BOLSONARO: AQUI É PRECISO CORRIGIR UMA INFORMAÇÃO
Existe uma narrativa circulando de que Eduardo Bolsonaro teria desistido de ser suplente de André por rejeição ao candidato.
NÃO FOI ISSO QUE AS REPORTAGENS CONSULTADAS APONTARAM.
Eduardo efetivamente desistiu da suplência.
Mas a razão noticiada foi o alto risco de impugnação de sua candidatura em razão de sua inelegibilidade.
Há inclusive um fato que vai na direção contrária à tese de rompimento: Eduardo participou anteriormente da construção da candidatura de André e, ao desistir, indicou um nome para ocupar a outra suplência.
Portanto, seria incorreto utilizar a desistência como prova de que Eduardo rejeitou André.
E JAIR BOLSONARO?
Aqui também é preciso separar informação de afirmação eleitoral.
Ricardo Salles declarou publicamente que André poderia ser candidato dos filhos de Bolsonaro, mas não de Jair Bolsonaro.
Segundo Salles, reportagens sobre a escolha teriam mostrado insatisfação do ex-presidente.
Mas isso é uma afirmação de Ricardo Salles, adversário direto de André.
Sem uma manifestação inequívoca de Jair Bolsonaro rejeitando a candidatura, não seria correto o Auge1 transformar essa versão em fato consumado.
E existe uma realidade política atual que também precisa aparecer:
ANDRÉ ESTÁ INTEGRADO AO PALANQUE BOLSONARISTA DE 2026.
Neste próprio 7 de Setembro, André esteve em agenda com Flávio Bolsonaro, Tarcísio e outros nomes desse campo político.
Essa é a fotografia de hoje.
A discussão proposta pela matéria é justamente se a fotografia de hoje combina com o álbum político de ontem.
SUPLENTE DE ANDRÉ TEM HISTÓRICO QUE TAMBÉM MERECE ATENÇÃO
Com a saída de Eduardo, Fernando Fiori de Godoy, ex-prefeito de Holambra, passou à primeira suplência de André.
Aqui também precisamos corrigir a formulação “réu por corrupção em licitações” antes de publicar sem ressalvas.
Há documentação judicial relacionada à Operação Prato Feito e investigações envolvendo licitações de merenda em Holambra, além de decisões do Tribunal de Contas sobre contratos celebrados durante a gestão de Godoy. O TCESP, por exemplo, manteve decisões de irregularidade em contratos de alimentação escolar e aplicou multa em um dos processos.
Mas irregularidade perante o Tribunal de Contas não equivale automaticamente a condenação criminal por corrupção.
E A FOTO COM ALEXANDRE DE MORAES?
Uma fotografia de André do Prado com Alexandre de Moraes, por si só, não demonstra alinhamento político, cumplicidade ou concordância com decisões do ministro.
André é presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo. Moraes é ministro do STF.
Autoridades se encontram institucionalmente.
Portanto, seria frágil usar simplesmente uma fotografia como prova ideológica.
O contexto político, porém, permite outro questionamento.
Hoje setores importantes da direita fazem da atuação de Moraes um dos temas centrais da eleição para o Senado. No ato deste 7 de Setembro, inclusive, Moraes foi alvo de fortes críticas, enquanto candidatos defenderam a eleição de um Senado disposto a exercer suas prerrogativas constitucionais.
Nesse cenário, o eleitor conservador pode perguntar a todos os candidatos:
QUAL SERÁ SUA POSIÇÃO CONCRETA DIANTE DO STF QUANDO ESTIVER NO SENADO?
Isso vale para André.
Vale para Derrite.
Vale para Salles.
E vale para qualquer candidato que peça votos da direita utilizando esse discurso.
DERRITE PARECE CONSOLIDADO. A DISPUTA É PELO SEGUNDO VOTO
É aqui que a eleição paulista fica especialmente interessante.
Em 2026, São Paulo elegerá dois senadores.
Para parte do eleitorado conservador, Guilherme Derrite aparece como uma escolha natural.
A grande disputa ocorre no segundo voto.
De um lado:
ANDRÉ DO PRADO — PL
Presidente da Alesp, forte articulação partidária, integrado atualmente ao grupo de Tarcísio e ao palanque bolsonarista, mas carregando uma trajetória política marcada por alianças bastante mais amplas do que a direita atual.
Do outro:
RICARDO SALLES — NOVO
Ex-ministro de Jair Bolsonaro, oposição declarada ao PT, crítico do Centrão e com uma identidade política recente muito mais continuamente associada à direita conservadora.
Por isso, quando o critério é especificamente coerência ideológica conservadora, existe fundamento histórico para afirmar:
RICARDO SALLES APRESENTA HOJE UMA TRAJETÓRIA MAIS LINEAR À DIREITA DO QUE ANDRÉ DO PRADO.
Isso não significa dizer ao eleitor em quem votar.
Significa apresentar aquilo que propaganda eleitoral normalmente prefere esquecer:
O PASSADO.
A SIGLA É PL. MAS A BIOGRAFIA TAMBÉM É?
André pode argumentar que sua posição política mudou.
Pode defender que hoje integra legitimamente a direita.
Pode apontar sua relação com Tarcísio e com a família Bolsonaro.
E pode apresentar suas atuais posições conservadoras.
É legítimo.
Mas o eleitor também tem direito de perguntar:
ONDE ESTAVA CADA CANDIDATO QUANDO A DIREITA AINDA NÃO ERA ELEITORALMENTE CONVENIENTE?
Essa talvez seja a comparação mais interessante.
Porque partido pode mudar de posição.
Aliança pode mudar.
Número eleitoral pode permanecer o mesmo enquanto seu significado político muda completamente.
BIOGRAFIA, PORÉM, NÃO SE REESCREVE A CADA ELEIÇÃO.
E para o eleitor que se define como bolsonarista raiz, conservador e de direita, a escolha do segundo senador paulista pode acabar não sendo determinada por quem hoje aparece mais perto do palanque.
Pode ser determinada por uma pergunta muito mais simples:
QUEM TEM A TRAJETÓRIA MAIS COERENTE COM AQUILO QUE DIZ DEFENDER HOJE?
Nesse confronto histórico, Ricardo Salles tem argumentos relevantes para reivindicar uma posição mais claramente conservadora e à direita do que André do Prado.
Agora cabe ao eleitor conferir os fatos — e aos candidatos explicar suas próprias histórias.
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Fonte: Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e reportagens da Folha de S.Paulo, UOL, CNN Brasil e Metrópoles consultadas pelo Portal Auge1.
Nota editorial: a classificação de um candidato como “mais conservador”, “mais à direita” ou “mais próximo do Centrão” envolve necessariamente avaliação política. Nesta matéria, a comparação é feita a partir de trajetória partidária, apoios eleitorais anteriores, participação em governos e posicionamentos públicos, deixando ao eleitor a conclusão sobre qual candidatura melhor representa suas convicções.
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