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🚧 CAMPINAS TIRA “PISCINÕES” DO PAPEL E INVESTE R$ 559 MILHÕES CONTRA ENCHENTES

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Imagem Pública Internet

Enquanto cidades da região ainda convivem com alagamentos recorrentes, Campinas avança na construção de grandes reservatórios; Proença e Serafim terão capacidade conjunta para 200 milhões de litros

Campinas está transformando em obras uma solução de macrodrenagem que voltou ao centro do debate na Região Metropolitana após os últimos temporais: reservatórios para amortecimento de cheias, os chamados piscinões.

Segundo a Prefeitura, a primeira etapa do programa prevê R$ 559,6 milhões em investimentos, sendo aproximadamente R$ 503 milhões financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e R$ 55,9 milhões de contrapartida municipal.

Considerando as demais etapas planejadas, os investimentos poderão chegar a aproximadamente R$ 1 bilhão.

💧 200 MILHÕES DE LITROS PARA SEGURAR A ÁGUA DA CHUVA

Duas das principais obras são os reservatórios Proença (RP-1) e Serafim (RS-1).

Juntos, terão capacidade para armazenar temporariamente cerca de 200 milhões de litros de água.

O princípio é justamente impedir que todo o volume das chuvas intensas chegue ao mesmo tempo aos pontos críticos da drenagem, reduzindo os picos de vazão.

O Reservatório Proença recebe investimento de aproximadamente R$ 220 milhões e terá capacidade para 120 milhões de litros. As obras incluem grandes escavações, estruturas subterrâneas e paredes de concreto armado, além de intervenções na Avenida Princesa D’Oeste.

Já o Reservatório Serafim, com investimento de R$ 125,5 milhões, terá capacidade para aproximadamente 80 milhões de litros e auxiliará no controle das cheias da bacia do Córrego Serafim. A previsão informada para conclusão é março de 2028.

🚨 CAMPINAS MOSTRA QUE MACRODRENAGEM EXIGE DINHEIRO — MAS TAMBÉM PROJETO

O exemplo de Campinas chama atenção justamente no momento em que Sumaré volta a enfrentar enchentes relacionadas ao Ribeirão Quilombo.

E a comparação é inevitável.

Como o Portal Auge1 mostrou, estudos de macrodrenagem realizados há mais de duas décadas já previam cinco reservatórios de amortecimento de cheias para Sumaré.

O próprio planejamento municipal posteriormente reconheceu que essas estruturas não haviam sido implantadas.

Campinas mostra também uma questão fundamental: uma prefeitura não necessariamente precisa possuir centenas de milhões de reais disponíveis em caixa para iniciar uma obra dessa dimensão.

Existem caminhos de financiamento.

No caso campineiro, a maior parcela da primeira etapa vem do BNDES, enquanto o Município participa com contrapartida.

📢 E SUMARÉ? QUAL PROJETO ESTÁ SENDO PREPARADO?

Essa passa a ser uma das principais perguntas depois das novas enchentes.

Se Sumaré possui estudos históricos indicando reservatórios, por que essas propostas não foram atualizadas e transformadas em projetos capazes de buscar financiamento estadual ou federal?

Os cinco reservatórios originalmente previstos continuam tecnicamente viáveis?

Precisam ser redimensionados?

As áreas continuam disponíveis?

Quanto custariam atualmente?

Existem projetos executivos?

O Município já procurou BNDES, Governo Federal, Governo do Estado, SP Águas ou outros programas de financiamento para executar essas estruturas?

A comparação com Campinas não significa que os mesmos projetos, valores ou soluções possam simplesmente ser copiados para Sumaré. Cada bacia possui características hidráulicas, territoriais e ambientais próprias.

Mas Campinas derruba um argumento importante:

PISCINÃO NÃO É APENAS UMA IDEIA NO PAPEL. É OBRA DE INFRAESTRUTURA QUE ESTÁ SENDO EXECUTADA A POUCOS QUILÔMETROS DE SUMARÉ.

Enquanto Campinas escava reservatórios para armazenar 200 milhões de litros de água, Sumaré precisa explicar por que os reservatórios previstos há mais de duas décadas para a Bacia do Ribeirão Quilombo ainda não avançaram.

Depois de mais uma enchente, a pergunta já não deveria ser apenas quanto custa construir.

É preciso calcular também quanto custa continuar alagando.

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Fonte: Prefeitura de Campinas; BNDES; informações sobre as obras de macrodrenagem divulgadas pelo Município; estudos do Plano Diretor de Macrodrenagem da Bacia do Ribeirão Quilombo e apurações anteriormente publicadas pelo Portal Auge1.

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