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Estado SP

📦 COMPRAVA ELETRÔNICO E RECEBIA PEDRA: DUPLA É PRESA POR GOLPE DE MAIS DE R$ 100 MIL EM CAMPINAS

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Imagem Metrópolis

🚨 Investigados anunciavam equipamentos de informática de alto valor, mas compradores recebiam caixas com panos, pedras e objetos sem valor; fraude ainda fazia plataforma devolver dinheiro às vítimas e assumir o prejuízo

Um esquema que transformava a compra de equipamentos de informática pela internet em caixas com panos, pedras e objetos sem valor terminou com dois homens presos em Campinas.

A Polícia Civil investiga a dupla por participação em uma série de fraudes praticadas dentro de plataformas de comércio eletrônico.

O prejuízo já identificado pelos investigadores ultrapassa R$ 100 mil, mas a apuração continua e poderá revelar novos casos.

A ação foi realizada na segunda-feira (21) por policiais da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Campinas.

💻 ANÚNCIOS OFERECIAM EQUIPAMENTOS DE INFORMÁTICA DE ALTO VALOR

Segundo a investigação, os suspeitos criavam anúncios de equipamentos de informática de alto valor em plataformas de comércio eletrônico.

Para o comprador, aparentemente tratava-se de uma negociação normal.

O cliente escolhia o produto, realizava o pagamento dentro da plataforma e aguardava a entrega.

O problema aparecia quando a encomenda finalmente chegava.

🪨 NO LUGAR DO PRODUTO, PEDRAS E PANOS

De acordo com a Polícia Civil, em vez do equipamento comprado, eram enviados objetos praticamente sem valor comercial.

Entre os itens encontrados nas encomendas estavam panos e pedras.

Assim, a movimentação do sistema indicava que uma mercadoria havia sido despachada, mas o conteúdo recebido pelo comprador não correspondia ao produto anunciado e pago.

A fraude, porém, não terminava aí.

🏷️ ETIQUETAS TAMBÉM ERAM ADULTERADAS

A investigação aponta que os suspeitos utilizavam outro mecanismo para dificultar a descoberta do esquema.

No momento da postagem das encomendas, as etiquetas das caixas eram adulteradas.

A manipulação ajudaria a dificultar a identificação da fraude pela própria plataforma de comércio eletrônico.

Os investigadores agora procuram dimensionar quantas operações teriam sido realizadas utilizando esse método.

💳 COMPRADOR ERA REEMBOLSADO, MAS PLATAFORMA FICAVA COM O PREJUÍZO

Um dos pontos mais importantes da investigação é entender quem efetivamente perdia o dinheiro.

Quando o comprador recebia a caixa e descobria que havia sido enganado, acionava os mecanismos de proteção da plataforma.

O cliente conseguia então receber o reembolso.

Quando a empresa tentava recuperar o dinheiro da conta vinculada aos vendedores, entretanto, o valor já não estava mais disponível.

Segundo a Polícia Civil, os suspeitos retiravam e movimentavam rapidamente os recursos.

Com isso, embora o comprador pudesse recuperar o dinheiro pago, o prejuízo financeiro acabava sendo absorvido pela plataforma.

💸 DINHEIRO ERA MOVIMENTADO RAPIDAMENTE

A velocidade na retirada dos valores seria parte fundamental do esquema.

Depois que uma venda era concluída e o dinheiro ficava disponível, os investigados teriam movimentado os recursos rapidamente.

Quando a reclamação do comprador chegava e a plataforma constatava a fraude, já não encontrava saldo suficiente para realizar a recuperação do dinheiro junto aos vendedores.

Esse mecanismo teria permitido a repetição das operações.

📅 POLÍCIA DIZ QUE FRAUDE ERA PRATICADA DIARIAMENTE

Durante o avanço da investigação, a Polícia Civil constatou que o esquema não seria formado por ocorrências isoladas.

Segundo os investigadores, as fraudes eram praticadas diariamente.

A repetição das operações e os valores envolvidos fizeram o prejuízo identificado ultrapassar a marca de R$ 100 mil.

O montante ainda é parcial.

Isso significa que novas vítimas ou operações fraudulentas eventualmente identificadas poderão aumentar o valor atribuído ao esquema.

👤 TERCEIRO SUSPEITO ESTARIA EM MINAS GERAIS

A investigação também revelou que os dois homens presos em Campinas não atuariam sozinhos.

Um terceiro suspeito, localizado em Minas Gerais, teria participação no esquema.

A Polícia Civil ainda investiga a função atribuída a esse terceiro integrante e a extensão de sua participação nas operações.

Com isso, a apuração ultrapassa Campinas e poderá resultar em novos desdobramentos.

🚔 POLÍCIA FOI ATÉ A CIDADE UNIVERSITÁRIA

O avanço da investigação levou a Polícia Civil até um endereço na Cidade Universitária, em Campinas.

Os policiais cumpriram mandado de busca e apreensão na residência de um dos investigados.

Durante a ação, foram encontrados e apreendidos equipamentos e itens de informática.

O material deverá ser analisado pelos investigadores.

A apuração poderá verificar se os equipamentos possuem relação com os anúncios realizados nas plataformas, com outras negociações ou com a estrutura utilizada para executar as fraudes.

👮 DIG DA DEIC INVESTIGA O ESQUEMA

A investigação é conduzida pela 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), vinculada à Deic de Campinas.

A unidade é responsável pela investigação de crimes de maior complexidade e passou a apurar as operações realizadas pelos suspeitos dentro das plataformas de comércio eletrônico.

O material apreendido poderá permitir o cruzamento de informações sobre contas utilizadas, anúncios, movimentações e eventuais outras vítimas.

⚖️ DUPLA FOI PRESA EM FLAGRANTE

Durante o cumprimento do mandado, os dois suspeitos acabaram presos em flagrante.

Eles foram autuados pela Polícia Civil.

Posteriormente, segundo as informações divulgadas sobre a operação, a prisão foi convertida em preventiva.

Com isso, os investigados permanecem presos enquanto a investigação avança, conforme determinação judicial.

A prisão preventiva não representa condenação. Os suspeitos terão direito à defesa e ao contraditório durante o processo.

🔎 PREJUÍZO PODE SER MAIOR

Os mais de R$ 100 mil representam o prejuízo que a Polícia Civil conseguiu identificar até esta etapa da investigação.

Como a própria apuração aponta que as fraudes seriam praticadas diariamente, a análise dos dispositivos, contas, movimentações e transações poderá revelar outras operações.

Um dos objetivos agora será reconstruir a extensão do esquema.

A investigação também poderá verificar há quanto tempo as fraudes eram praticadas, quantas vendas foram realizadas e qual foi o valor total movimentado.

📲 GOLPE EXPLORAVA O PRÓPRIO SISTEMA DE PROTEÇÃO AO COMPRADOR

O esquema investigado apresenta uma característica peculiar.

Normalmente, os mecanismos de proteção das grandes plataformas de comércio eletrônico existem justamente para reduzir o risco de prejuízo do consumidor.

Neste caso, segundo a investigação, os suspeitos teriam explorado justamente o intervalo existente entre o pagamento, a postagem da encomenda, a liberação ou movimentação do dinheiro e a reclamação posterior do comprador.

O consumidor percebia o golpe somente depois de receber e abrir a caixa.

Até que a contestação fosse feita e analisada, o dinheiro já teria sido retirado ou movimentado pelos vendedores.

A plataforma devolvia o valor ao comprador, mas não conseguia recuperá-lo junto aos investigados.

⚠️ CASO SERVE DE ALERTA PARA COMPRAS PELA INTERNET

A investigação também reforça a importância de o consumidor preservar provas quando recebe uma encomenda diferente daquela adquirida.

Em compras de produtos de alto valor, registros da embalagem, etiqueta, condição em que o pacote chegou e do momento da abertura podem auxiliar uma eventual contestação.

Também é importante que reclamações sejam realizadas pelos canais oficiais da plataforma e que o consumidor preserve comprovantes, conversas e dados da negociação.

No caso investigado em Campinas, foi justamente o conjunto das operações que permitiu à Polícia Civil chegar ao esquema que agora é atribuído aos suspeitos.

🚨 PEDRAS E PANOS NO LUGAR DE EQUIPAMENTOS CAROS

O que aparentemente poderia começar como uma reclamação comum de comércio eletrônico revelou, segundo a Polícia Civil, uma estrutura organizada e repetitiva.

Produtos de informática de alto valor eram anunciados.

O dinheiro era pago.

Uma caixa era postada.

Mas, no lugar do equipamento esperado, o comprador poderia encontrar pedras, panos ou outros objetos sem valor.

Quando percebia a fraude, conseguia recuperar o dinheiro junto à plataforma.

Enquanto isso, segundo os investigadores, os recursos recebidos pelos vendedores já haviam sido movimentados.

Agora, com dois suspeitos presos, um terceiro investigado em Minas Gerais e prejuízo superior a R$ 100 mil, a Polícia Civil tenta descobrir qual é a verdadeira dimensão do esquema.

A investigação continua.

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FONTE: Polícia Civil do Estado de São Paulo / 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da Deic de Campinas / Todo Dia / Metrópoles

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