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🚨 AMEAÇAS APÓS O FIM DO NAMORO TERMINAM EM FEMINICÍDIO: JOVEM DE 26 ANOS É MORTA A TIROS PELO EX EM SP

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Imagem Auge1 - I.A.

Familiares relataram à polícia que Yasmin vinha sendo ameaçada pelo ex-namorado havia meses; irmão adolescente presenciou os momentos imediatamente anteriores aos disparos. Autor também morreu após atirar contra si mesmo

O término de um relacionamento de aproximadamente um ano terminou de forma trágica na noite desta quinta-feira (17), no Jardim Cachoeira, Zona Norte de São Paulo.

Uma jovem de 26 anos, identificada em registros e reportagens como Yasmin de Souza Macedo — algumas publicações inicialmente divulgaram o sobrenome Cruz —, foi baleada dentro de um carro. O ex-namorado, Wesley dos Santos Gomes, também de 26 anos, é apontado pela Polícia Civil como autor do disparo contra ela. Na sequência, ele atirou contra si mesmo. Ambos morreram.

O caso foi registrado na 4ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) Norte como feminicídio, além de outras ocorrências relacionadas à arma e ao segundo disparo.

⚠️ FAMÍLIA RELATA MESES DE AMEAÇAS

Um dos aspectos mais graves revelados pela investigação é o histórico relatado pelos familiares.

Segundo depoimentos prestados à polícia, Wesley vinha fazendo ameaças após o relacionamento entrar em crise e diante da possibilidade de Yasmin não permanecer com ele.

Um dos irmãos relatou que o comportamento ocorria havia cerca de seis meses e que o homem ameaçava tanto a jovem quanto a própria vida como forma de pressioná-la a continuar o relacionamento.

Essas informações fazem parte dos depoimentos familiares e serão consideradas na investigação do histórico de violência que antecedeu o feminicídio.

🚗 IRMÃO ADOLESCENTE PRESENCIOU O CRIME

Por volta das 23h, um irmão adolescente de Yasmin percebeu o carro de Wesley estacionado na rua e se aproximou.

De acordo com o boletim de ocorrência, ele ouviu um disparo e viu a irmã ferida no banco do passageiro. Logo depois, escutou outro tiro e encontrou Wesley também ferido.

A mãe levou Yasmin ao Hospital Geral de Vila Nova Cachoeirinha. Wesley também recebeu atendimento de emergência e posteriormente foi encaminhado ao Hospital Mandaqui.

A morte encefálica da jovem foi constatada enquanto familiares ainda eram ouvidos na delegacia. Wesley também não resistiu aos ferimentos.

🔫 PISTOLA E MUNIÇÕES FORAM APREENDIDAS

A perícia apreendeu no local uma pistola e 14 munições. Imagens de câmeras de segurança também foram recolhidas para auxiliar na reconstrução dos acontecimentos.

A investigação deverá esclarecer, entre outros pontos, a procedência da arma e todas as circunstâncias que antecederam os disparos.

🛑 AMEAÇA NÃO PODE SER TRATADA COMO “BRIGA DE CASAL”

O caso chama atenção para um ponto que precisa ser levado a sério: ameaças após o término de um relacionamento podem representar um sinal concreto de risco.

Frases envolvendo morte, perseguição, controle ou pressão para que uma mulher retome ou permaneça em um relacionamento não devem ser romantizadas como ciúme ou demonstração de amor.

No caso de Yasmin, familiares relataram à polícia justamente a existência de ameaças anteriores. A investigação agora deverá reconstruir esse histórico e verificar se existiram episódios anteriores registrados ou pedidos de ajuda.

O feminicídio não começa necessariamente no disparo.

Muitas vezes, antes dele existem ameaças, controle, intimidação, perseguição e escalada de violência.

🖤 MAIS UMA JOVEM MORTA AOS 26 ANOS

Yasmin tinha apenas 26 anos.

O relacionamento havia terminado, mas, segundo os relatos familiares, as ameaças continuaram.

O que deveria ser um direito básico — decidir terminar uma relação e seguir a própria vida — terminou em feminicídio.

E esse talvez seja o ponto mais importante que permanece depois da tragédia:

NINGUÉM É PROPRIEDADE DE NINGUÉM.

O fim de um relacionamento não autoriza perseguição.

Não autoriza ameaça.

Não autoriza violência.

E jamais autoriza alguém a decidir se outra pessoa continuará viva.

Mulheres em situação de violência ou ameaça podem procurar ajuda pelo Ligue 180. Em situações de emergência ou risco imediato, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190.

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Fonte: Polícia Civil de São Paulo; boletim de ocorrência; UOL; Folha de S.Paulo; Metrópoles.

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