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Brasil

🔴 Desmatamento na Amazônia Legal dispara 27% em seis meses: Inpe acende sinal de alerta

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Dados do Inpe revelam piora no ritmo de devastação da floresta em 2025, enquanto Cerrado registra queda de quase 10% no mesmo período


🌱 Alta inédita do desmatamento no governo Lula

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), por meio do sistema de monitoramento Deter, divulgou nesta sexta-feira (11/07/2025) que os alertas de desmatamento na Amazônia Legal cresceram 27% nos primeiros seis meses do ano, totalizando 2.090,38 km², ante 1.645,94 km² registrados no mesmo período de 2024. Essa é a primeira vez no atual governo que se observa crescimento semestral na perda da floresta.


🔥 Incêndios de 2024 têm papel central

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o aumento no número de alertas está diretamente relacionado aos incêndios intensos ocorridos entre agosto e outubro de 2024, associados ainda à seca prolongada na região . As áreas classificadas como “desmatamento com vegetação”—indicativo de locais afetados por fogo—cresceram 266% neste intervalo.


📉 Contradição: Cerrado em queda

Enquanto a Amazônia acumula perdas, o Cerrado apresentou redução de 9,8% na área sob alertas no primeiro semestre, caindo de 3.724,3 km² para 3.358,3 km². A queda reflete iniciativas federais e acordos regionais de controle ambiental nos estados que compõem o bioma.


🌍 Mato Grosso lidera índice de devastação

Entre os estados da Amazônia Legal, o Mato Grosso concentrou quase metade do desmatamento registrado, com 1.097 km², alta de 141% em relação ao primeiro semestre de 2024. Outros estados como Pará e Amazonas também constam entre os mais atingidos, somando juntos cerca de 400 km².


🧭 O que os dados representam?

O Deter (Detecção em Tempo Real) é um sistema do Inpe que emite alertas para orientar ações de fiscalização, mas os números não têm precisão final. Dados consolidados são divulgados anualmente pelo Prodes, também do Inpe. O alerta serve como vetor preditivo, mas a cobertura de nuvens pode influenciar registros, comprimindo áreas detectadas.


🕵️ Contexto e riscos emergentes

Analistas do Greenpeace e do IPAM alertam que a expectativa de retrocesso em políticas ambientais, especialmente se o PL 2159/2021 (o chamado “PL da Devastação”) for aprovado, pode agravar ainda mais o problema. Além disso, o desequilíbrio climático e a seca histórica têm tornado o bioma mais vulnerável ao fogo e à degradação.


✅ Medidas em curso

O governo federal informou que mantém ativa a 5ª fase do PPCDAm (Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal), que vai até 2027 e visa desmatamento zero em 2030 por meio de monitoramento, ordenamento territorial e bioeconomia. Operações como a Guardiões do Bioma, com envolvimento de IBAMA, PF e Forças Armadas, reforçam a ação coordenada contra crimes ambientais.


📌 Panorama geral

  • Amazônia Legal: aumento de 27% nos alertas em 2025 vs. 2024;

  • Cerrado: queda de 9,8% no mesmo período;

  • Mato Grosso: responsável por quase metade do desmatamento detectado;

  • Incêndios e seca de 2024 explicam parte do aumento na Amazônia.


🔍 Conclusão

O crescimento nos alertas de desmatamento representa um sinal de alerta ambiental e político: mostra que, mesmo em cenários de fiscalização intensificada, a Amazônia continua vulnerável a fatores climáticos e à pressão por exploração territorial. É hora de reforçar a atuação fiscalizatória, modernizar a governança ambiental e garantir maior transparência nas políticas públicas.


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