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Economia

🐮 Pecuaristas dos EUA aplaudem tarifaço e querem banir carne do Brasil

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🇺🇸 Trump impõe tarifa de 50% e recebe apoio da agropecuária americana

O ex-presidente Donald Trump, ao anunciar uma tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos, recebeu apoio entusiasmado de um setor específico da economia americana: os pecuaristas. A Associação Nacional de Pecuaristas dos Estados Unidos (NCBA) emitiu um comunicado apoiando fortemente a medida e indo além: pedindo o banimento total da carne bovina brasileira do território norte-americano.

🚫 Entidade quer suspensão completa da carne brasileira

Em nota à CNN, a NCBA — que representa os criadores de gado desde 1898 — afirmou:

“Uma tarifa de 50% é um bom começo, mas precisamos suspender as importações de carne bovina do Brasil para que possamos conduzir uma auditoria completa.”

Segundo a entidade, há anos existe uma defesa clara pela proibição das importações do Brasil. A principal justificativa: falta de responsabilidade sanitária e risco à segurança alimentar.

⚠️ Acusações: vaca louca e febre aftosa

O documento divulgado pela NCBA aponta episódios envolvendo a Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) — a chamada doença da vaca louca — e menciona ainda o histórico do Brasil com a febre aftosa. Os pecuaristas americanos citam que o Brasil não reportou adequadamente casos atípicos da doença, o que comprometeria a confiança no produto nacional.

🇧🇷 Governo brasileiro responde e rebate acusações

O Ministério da Agricultura do Brasil reagiu rapidamente, destacando que o país nunca registrou um “caso clássico” de vaca louca — que ocorre pela ingestão de alimentos contaminados, como farinha de carne e ossos.
Desde 2012, o Brasil possui o status de “risco insignificante” para EEB concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Os casos detectados foram atípicos e espontâneos, sem ligação com negligência sanitária ou prática inadequada no manejo de alimentos.

🔍 Guerra comercial ou protecionismo disfarçado?

A ofensiva dos pecuaristas americanos coincide com o contexto do tarifaço de Trump, que vem sendo interpretado por especialistas como retaliação econômica travestida de discurso nacionalista. A narrativa do risco sanitário pode servir como escudo para protecionismo comercial, favorecendo o mercado interno americano e sufocando as exportações brasileiras.

🌍 Impactos para o Brasil: economia e reputação ameaçadas

Com o setor agroexportador sendo um dos pilares da economia nacional, o ataque americano, se efetivado, pode gerar prejuízos bilionários. A carne bovina é um dos principais itens da pauta de exportações brasileiras para os EUA e outros países podem se sentir pressionados a seguir o exemplo americano, caso a narrativa da insegurança alimentar ganhe força.

🧭 Caminhos possíveis para o Brasil

Diante da escalada de tensões, especialistas apontam a necessidade de o Brasil:

  • Intensificar relações comerciais com Ásia e Oriente Médio

  • Diversificar sua pauta exportadora e reduzir dependência dos EUA

  • Reforçar a diplomacia internacional com transparência e dados técnicos

  • Investir em campanhas globais de reputação sobre a segurança da carne brasileira


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