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MANAUS DECLARA SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA POR 180 DIAS À SECA: IMPACTOS E MEDIDAS

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A capital amazonense, Manaus, decretou situação de emergência por 180 dias devido à severa estiagem que afeta a região. A medida, assinada pelo prefeito David Almeida, visa atender às necessidades das comunidades ribeirinhas e garantir que a cidade receba recursos federais para enfrentar a crise hídrica.

O Rio Negro, um dos principais afluentes do Rio Amazonas, tem registrado níveis alarmantes de vazante. Nas últimas 24 horas, o nível do rio baixou 26 centímetros, atingindo a cota de 17,21 metros. Desde o início de setembro, o rio já desceu 2,52 metros, colocando a região em estado crítico.

A seca severa tem causado grandes dificuldades para as comunidades ribeirinhas, que dependem do rio para suas atividades diárias e sustento. Mais de 360 mil pessoas, o equivalente a cerca de 90 mil famílias, já foram afetadas pela estiagem em todo o estado do Amazonas. A falta de água potável e a dificuldade de navegação são alguns dos principais desafios enfrentados pela população local.

Com o decreto de emergência, a prefeitura de Manaus poderá mobilizar recursos e parcerias para minimizar os efeitos sociais, econômicos e ambientais da seca. A medida também permite a implementação de ações emergenciais para garantir o abastecimento de água e o suporte necessário às famílias afetadas.

O prefeito David Almeida destacou a importância da união e do trabalho conjunto para enfrentar este período delicado. “Esse decreto nos ajudará a levar a atenção básica pública para todas as famílias que podem sofrer com a seca. Vamos nos unir e trabalhar ao máximo para minimizar as consequências desse delicado período”, afirmou o prefeito em suas redes sociais.

Especialistas alertam que a estiagem de 2024 pode ser uma das piores da história recente, com impactos duradouros na região. A Defesa Civil do Amazonas continua monitorando a situação e implementando medidas para mitigar os efeitos da seca.

A situação de emergência em Manaus é um lembrete da vulnerabilidade das comunidades amazônicas às mudanças climáticas e da necessidade de ações coordenadas para enfrentar os desafios ambientais.

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