Brasil
PREFEITOS EXIGEM DO G20 U$ 800 BILHÕES ANUAIS PARA ENFRENTAR A CRISE CLIMÁTICA ATÉ 2030
Em um apelo histórico e urgente, prefeitos de grandes cidades globais se uniram para exigir que os países do G20 destinem **US$ 800 bilhões por ano** para financiar ações climáticas até 2030. O pedido foi feito durante um encontro internacional, destacando a necessidade de um esforço coordenado entre governos locais e nacionais para combater as consequências das mudanças climáticas e acelerar a transição para economias de baixo carbono.
As cidades, que concentram mais da metade da população mundial e são responsáveis por cerca de 70% das emissões globais de gases de efeito estufa, desempenham um papel crucial no combate às mudanças climáticas. Prefeitos argumentam que os recursos solicitados ao G20 serão fundamentais para investir em infraestrutura verde, transporte público sustentável, energia renovável e resiliência a desastres climáticos, como inundações e ondas de calor.
“A crise climática está diretamente ligada às vidas de bilhões de pessoas que vivem em áreas urbanas. Precisamos de investimentos substanciais e constantes para transformar nossas cidades em modelos de sustentabilidade e justiça climática”, afirmou um dos representantes do grupo de prefeitos.
Os prefeitos propuseram um plano detalhado para a aplicação dos recursos, dividido em quatro principais áreas:
1. Transporte sustentável: expansão de redes de transporte público limpo e desenvolvimento de infraestrutura para mobilidade ativa, como ciclovias e calçadas.
2. Energia limpa: instalação de painéis solares, parques eólicos e outras fontes renováveis para suprir as demandas energéticas urbanas.
3. Infraestrutura verde: construção de áreas verdes urbanas e implementação de tecnologias para reduzir enchentes e melhorar a qualidade do ar.
4. Resiliência climática: investimentos em habitação e sistemas urbanos que resistam a eventos extremos, como tempestades e secas prolongadas.
O G20, que reúne as 20 maiores economias do mundo, é responsável por mais de 75% das emissões globais de carbono. O grupo está sendo pressionado a tomar decisões mais ambiciosas em relação ao financiamento climático, especialmente em apoio a nações e cidades em desenvolvimento que enfrentam os maiores impactos da crise climática.
Os prefeitos destacaram que o investimento é não apenas uma questão de justiça climática, mas também uma oportunidade econômica. Segundo estimativas, cada dólar investido em infraestrutura climática pode gerar retorno econômico significativo, criar empregos e estimular a inovação.
O pedido dos prefeitos será levado à próxima cúpula do G20, onde espera-se que os líderes globais apresentem compromissos mais robustos em relação ao financiamento climático. A pressão também coincide com a proximidade da COP29, onde o tema da colaboração entre governos locais e nacionais deve ganhar destaque.
Com um prazo até 2030 para limitar o aquecimento global a 1,5°C, o apelo dos prefeitos ressalta a urgência de ação coordenada e investimentos concretos para garantir um futuro sustentável e equitativo para as gerações futuras.
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