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⚠️ PASTORES – Casal é indiciado por crimes sexuais contra seis adolescentes membros da igreja, em Roraima

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A Polícia Civil de Roraima concluiu as investigações sobre um caso que provocou grande repercussão no estado e resultou no indiciamento de um casal que se apresentava como pastor e pastora evangélicos, suspeitos de praticar crimes sexuais contra adolescentes frequentadoras da igreja.

Foram indiciados Wenderson Lima de Souza, de 32 anos, e Arielly Kamyla Moraes de Souza, de 24 anos, por diversos crimes, entre eles estupro de vulnerável, importunação sexual e fraude processual. Uma terceira investigada também foi indiciada por suposta participação na destruição de provas.

🚨 Investigação começou após denúncia de adolescente

O caso começou a ser apurado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) após o registro de um boletim de ocorrência, em abril deste ano, envolvendo uma adolescente de 14 anos.

Ao longo das investigações, outras cinco adolescentes, com idades entre 12 e 17 anos, procuraram a Polícia Civil relatando situações semelhantes.

Segundo a corporação, os investigados teriam utilizado a posição de liderança religiosa para conquistar a confiança das vítimas e de seus familiares, criando um ambiente de influência e dependência emocional.

⛪ Polícia aponta suposta manipulação psicológica e abuso de autoridade religiosa

De acordo com a investigação, os suspeitos teriam recorrido a argumentos de natureza religiosa para manter as adolescentes sob influência.

A Polícia Civil afirma ainda que, em alguns casos, teriam sido oferecidos dinheiro, transferências via Pix e outras vantagens para impedir que os fatos fossem denunciados às autoridades.

Conforme a delegada Kamilla Basto, responsável pelo inquérito, a posição de autoridade exercida pelos investigados teria dificultado que as vítimas revelassem os fatos.

As investigações também apontam que integrantes da instituição religiosa eram desencorajados a questionar os líderes da igreja.

Segundo a polícia, documentos internos da própria instituição previam punições para membros que promovessem atos considerados de “rebeldia” ou “dissidência” contra a liderança, circunstância que, na avaliação dos investigadores, poderia ter contribuído para um ambiente de intimidação.

📱 Polícia apura tentativa de destruição de provas

Além dos supostos crimes sexuais, o inquérito também apurou uma possível tentativa de ocultação de provas.

De acordo com a investigação, uma mulher de 20 anos teria participado da destruição de um telefone celular pertencente ao pastor, contando com o auxílio de uma adolescente e de uma das vítimas.

Ela foi indiciada, em tese, pelos crimes de fraude processual e corrupção de menores.

A Polícia Civil também apura a informação de que uma das vítimas teria sido orientada a registrar um boletim de ocorrência falso, alegando o extravio do aparelho celular.

⚖️ Inquérito foi encaminhado à Justiça e ao Ministério Público

No relatório final, a Polícia Civil sustenta que os fatos investigados teriam ocorrido em um contexto de manipulação psicológica, abuso de autoridade religiosa e coerção, afastando, segundo os investigadores, qualquer hipótese de consentimento livre das vítimas.

Com a conclusão das investigações:

  • Wenderson Lima de Souza foi indiciado, em tese, pelos crimes de estupro de vulnerável, importunação sexual, favorecimento da exploração sexual de criança e adolescente, registro não autorizado de intimidade sexual, fraude processual e falsidade ideológica.
  • Arielly Kamyla Moraes de Souza foi indiciada, em tese, pelos crimes de estupro de vulnerável, importunação sexual e fraude processual.

O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público. A delegada responsável também representou pela prisão preventiva dos dois investigados, pedido que ainda será analisado pela Justiça.

Até eventual condenação definitiva, os investigados são considerados inocentes, conforme prevê o princípio constitucional da presunção de inocência.

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Fonte: Polícia Civil de Roraima.

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