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⚠️ Sumaré entra em alerta para dengue; Área Cura e Picerno/João Paulo concentram maior risco

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Foto de Divulgação

Avaliação realizada em mais de 7 mil imóveis aponta Índice de Breteau de 1,9; Área Cura chega a 3,80 e Picerno/João Paulo a 3,49, enquanto mais de 3 mil imóveis fechados dificultaram trabalho dos agentes

Sumaré permanece em estado de alerta para a proliferação do mosquito Aedes aegypti. A quarta Avaliação de Densidade Larvária (ADL) de 2026, realizada em julho pela Secretaria Municipal de Saúde, registrou Índice de Breteau (IB) de 1,9 no município.

O levantamento acende um alerta principalmente para duas regiões: Área Cura, com índice de 3,80, e Picerno/João Paulo, com 3,49, os maiores resultados encontrados nesta etapa da avaliação.

Os números indicam maior presença de recipientes positivos para larvas do mosquito nessas localidades e reforçam a necessidade de intensificação das medidas preventivas.

O Aedes aegypti é responsável pela transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya.

🚨 Área Cura registra índice duas vezes maior que média municipal

A diferença entre a média de Sumaré e o resultado encontrado na Área Cura chama atenção.

Enquanto o município apresentou IB de 1,9, a Área Cura chegou a 3,80, praticamente o dobro do índice geral. Picerno/João Paulo também ficou significativamente acima da média, alcançando 3,49.

O Índice de Breteau corresponde à quantidade de recipientes positivos para larvas encontrada a cada 100 imóveis pesquisados e é utilizado pelas autoridades sanitárias para avaliar a infestação do mosquito e orientar as ações de controle.

Os resultados permitem identificar os locais que precisam receber maior atenção das equipes de combate às arboviroses.

🏠 Mais de 3 mil imóveis estavam fechados

Outro número merece destaque.

Durante a avaliação, as equipes do Controle de Arboviroses visitaram 7.084 imóveis, mas encontraram 3.045 fechados.

Isso representa aproximadamente 43% dos imóveis incluídos no trabalho, dificultando a inspeção dos possíveis criadouros existentes dentro dessas propriedades.

Na prática, quase metade dos imóveis abrangidos pela operação não pôde ser integralmente verificada.

O dado reforça a importância da colaboração dos moradores, principalmente porque grande parte dos focos do Aedes aegypti pode estar justamente dentro das residências.

🪴 Vasos de plantas aparecem entre os principais focos

Entre os recipientes onde foram encontradas larvas, os vasos de plantas com água acumulada apareceram como principal foco identificado.

O problema demonstra que criadouros aparentemente pequenos continuam sendo suficientes para permitir a reprodução do mosquito.

Pratinhos de vasos, recipientes abandonados, calhas, ralos, pneus, garrafas, caixas-d’água descobertas e qualquer objeto capaz de acumular água precisam ser verificados regularmente.

A recomendação é que os moradores façam uma inspeção periódica dentro e fora das residências.

🏘️ Ações são intensificadas nos bairros

Os agentes de endemias seguem realizando visitas domiciliares para identificação e eliminação dos criadouros, além de orientar moradores e desenvolver busca ativa relacionada aos casos suspeitos e confirmados.

Nesta semana, as equipes intensificaram as atividades na região do Campo Belo, Jardim São Domingos e no trecho entre o início de Nova Veneza e o Virgílio Viel.

Em João Paulo e Picerno, onde o índice também ficou elevado, as equipes concentraram esforços nos chamados Pontos Estratégicos (PEs), locais considerados de maior potencial para reprodução do mosquito.

As ações podem incluir aplicação de larvicida e nebulização quando houver indicação técnica, além do monitoramento permanente dos pontos considerados mais vulneráveis.

📊 Sumaré tem 1.225 notificações em 2026

Os números epidemiológicos mostram que o município já contabiliza 1.225 notificações de dengue em 2026.

Até o momento, são 103 casos confirmados, sem registro de mortes pela doença neste ano.

Embora a ausência de óbitos seja positiva, os índices de infestação encontrados na avaliação mostram que a prevenção precisa continuar mesmo fora dos períodos tradicionalmente associados às grandes epidemias.

A dengue não desaparece simplesmente com a chegada dos meses mais secos.

🗣️ Saúde pede colaboração dos moradores

A secretária adjunta de Saúde, Denise Barja, destacou que o trabalho realizado pelo município precisa necessariamente ser acompanhado pela participação da população.

“O combate à dengue depende do trabalho permanente das equipes de saúde, mas principalmente da colaboração da população. A maior parte dos criadouros está dentro das residências.”

A orientação é reservar alguns minutos semanalmente para verificar quintais, vasos, calhas, ralos e outros locais que possam acumular água.

🔎 OLHAR DO PORTAL AUGE1

O levantamento traz dois alertas que não podem passar despercebidos.

O primeiro está na Área Cura e em Picerno/João Paulo, que apresentaram índices muito superiores à média municipal.

O segundo talvez seja ainda mais preocupante:

3.045 imóveis estavam fechados durante a avaliação.

Dos 7.084 imóveis visitados, aproximadamente 43% não puderam ser integralmente inspecionados.

Isso significa que o retrato obtido pela avaliação possui uma limitação importante: existem milhares de imóveis nos quais os agentes não conseguiram verificar a existência de possíveis focos.

Por isso, combater a dengue não pode ser responsabilidade exclusiva da Prefeitura.

O poder público precisa fiscalizar, orientar, eliminar focos em áreas públicas e executar corretamente as ações sanitárias. Mas dentro das residências, a participação do morador é indispensável.

E os próprios resultados mostram isso: vasos de plantas com água acumulada continuam aparecendo entre os principais criadouros.

São focos pequenos capazes de gerar um problema enorme.

Com 1.225 notificações e 103 casos já confirmados em 2026, Sumaré recebeu um novo aviso antes de uma eventual escalada da doença.

A oportunidade agora é agir antes que os números cresçam.

Especialmente nas regiões que aparecem em vermelho no mapa da infestação.

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Fonte: Prefeitura de Sumaré – Secretaria Municipal de Saúde / Controle de Arboviroses.

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