Connect with us
   

Mundo

💻REDE DIGITAL INCENTIVAVA AUTOMUTILAÇÃO, ATAQUES A ESCOLAS E SUICÍCIOS; BRASILEIRO DE 16 ANOS É IDENTIFICADO NA FRANÇA

Publicado

on

Imagem Metrópolis

Investigação revela um dos lados mais sombrios da internet e acende alerta para pais, escolas e autoridades sobre a vulnerabilidade de crianças e adolescentes no ambiente digital.

Uma investigação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo revelou a existência de uma perigosa comunidade virtual voltada ao incentivo de crimes contra crianças e adolescentes, incluindo automutilação, suicídio, maus-tratos a animais e até ataques contra escolas e creches.

Entre os investigados está um adolescente brasileiro de apenas 16 anos, localizado na França e apontado pelas autoridades como um dos integrantes da rede.

O caso está sendo investigado pelo Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), unidade especializada em crimes cibernéticos da Polícia Civil paulista.

🌎 Investigação ultrapassou fronteiras

Segundo a delegada Lisandréa Salvariego Colabuono, coordenadora do núcleo, a investigação teve início no começo de 2025 após a identificação de um servidor utilizado para transmitir conteúdos criminosos e incentivar práticas extremamente violentas.

Durante as apurações, os investigadores conseguiram identificar diversos integrantes da comunidade virtual.

O grande desafio, segundo a delegada, foi descobrir a verdadeira identidade dos envolvidos.

“Eles utilizam apelidos, perfis falsos e diversos mecanismos para ocultar quem realmente são”, explicou.

Após a identificação do adolescente brasileiro vivendo na França, a Polícia Civil acionou mecanismos de cooperação internacional por meio da Polícia Federal e da Interpol.

Desde então, o jovem deixou de ser identificado nas plataformas monitoradas.

As autoridades francesas, entretanto, ainda não informaram oficialmente quais medidas foram adotadas.

⚠️ O perfil dos investigados chama atenção

De acordo com o levantamento realizado pelo Noad, cerca de 90% dos investigados são adolescentes, geralmente com idades entre 12 e 20 anos.

A constatação acende um importante alerta social.

Segundo a delegada, muitos desses jovens chegam às comunidades virtuais em busca de algo que parece simples:

✔️ acolhimento;

✔️ amizade;

✔️ pertencimento;

✔️ reconhecimento.

Entretanto, acabam sendo inseridos em ambientes extremamente tóxicos e criminosos.

“Eles encontram pertencimento online. São acolhidos e recebem um discurso de validação. Infelizmente, esse reconhecimento acontece da pior forma possível, que é praticando crimes”, afirmou a delegada.

🚨 As principais vítimas são meninas entre 6 e 14 anos

Outro dado alarmante revelado pela investigação é o perfil predominante das vítimas.

Segundo a Polícia Civil, a maioria das crianças e adolescentes aliciadas são:

👧 meninas entre 6 e 14 anos.

A aproximação costuma ocorrer de maneira aparentemente inofensiva.

Os criminosos frequentemente utilizam:

🎮 jogos online;

📱 aplicativos de mensagens;

💬 redes sociais;

🎥 plataformas de transmissão ao vivo.

Inicialmente, oferecem amizade, atenção e acolhimento emocional.

Somente depois de conquistar a confiança da vítima começam as manipulações psicológicas e os pedidos de conteúdos íntimos.

“A violência não começa pela violência. Ela começa pelo acolhimento”, resume a delegada.

🏫 Ataques a escolas e creches também eram incentivados

As investigações apontam ainda que alguns integrantes dessas comunidades virtuais compartilhavam conteúdos relacionados a:

  • ataques contra escolas;
  • violência extrema;
  • crueldade contra animais;
  • estímulo à automutilação;
  • incentivo ao suicídio.

Embora nem todos os participantes cheguem a praticar crimes físicos, o simples incentivo e a organização desses conteúdos já são considerados extremamente graves pelas autoridades.

⚖️ Crimes podem gerar severas punições

Dependendo das condutas praticadas, os envolvidos podem responder por crimes previstos no:

📜 Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA);

📜 Código Penal;

📜 Lei nº 14.811/2024, que fortaleceu a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital;

📜 Lei nº 13.968/2019, que criminaliza o induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio e à automutilação.

Em casos envolvendo organização criminosa, compartilhamento de material ilegal e exploração sexual de crianças e adolescentes, as penas podem ser ainda mais severas.

🛡️ Pais e responsáveis precisam redobrar a atenção

Especialistas alertam que o ambiente digital exige vigilância constante.

Entre os sinais que podem indicar que uma criança ou adolescente está sendo vítima de aliciamento online estão:

⚠️ isolamento repentino;

⚠️ mudanças bruscas de comportamento;

⚠️ excesso de segredo sobre atividades na internet;

⚠️ uso intenso de aplicativos desconhecidos;

⚠️ sintomas de ansiedade ou depressão;

⚠️ automutilação ou discursos relacionados à morte.

📢 Proteção começa dentro de casa

O caso reforça uma realidade cada vez mais preocupante:

A internet, ao mesmo tempo em que aproxima pessoas, também pode servir de ambiente para a atuação de grupos extremamente perigosos.

Por isso, especialistas defendem:

✔️ diálogo constante com crianças e adolescentes;

✔️ acompanhamento das atividades online;

✔️ educação digital nas escolas;

✔️ fortalecimento das políticas públicas de proteção à infância.

Porque muitas vezes o perigo não está nas ruas.

Ele pode estar dentro de um celular, de um jogo online ou de uma conversa aparentemente inocente.

E, como alerta a própria Polícia Civil:

A violência digital quase nunca começa com ameaças. Ela começa com acolhimento, amizade e manipulação emocional.

#ProteçãoInfantil #InternetSegura #PolíciaCivil #Noad #CrimesVirtuais #Infância #ECA #SegurançaDigital #Auge1

Fonte: Polícia Civil do Estado de São Paulo, Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad) e informações divulgadas ao portal Metrópoles.

Deixe o seu Comentário

Publicidade
Publicidade

Mais Visto da Semana