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ATENÇÃO – VEÍCULOS DE IMPRENSA REGIONAL USAM RECURSO DE “PUBLIPOST” E/OU “PUBLIEDITORIAL” PARA GRUPOS POLÍTICOS FAZEREM SUAS MATÉRIAS

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Os veículos de imprensa, sejam rádio, televisão, impressos, portais digitais… tem como recurso de faturamento as chamadas “publieditorial” e/ou “publipost”, as quais transmitem matérias contratadas por EMPRESAS para divulgarem seus serviços e/ou produtos para o público.

Nos últimos anos, a negociação deste recurso com POLÍTICOS tem virado rotina e colocado em risco a credibilidade da imprensa.

Políticos de diversas cidades do Brasil tem usado de mídias locais como um meio de propagar suas narrativas, comprando o espaço de matéria, conforme mencionado acima e propagado narrativas que os beneficiam. O mais preocupante é que ao utilizar deste recurso, o contratante tira do veículo de mídia o direito editorial, devendo ser publicado os títulos e textos exatamente como é enviada a matéria, muitas das vezes, para eliminar questões judiciais, enviadas como “sugestão de pauta”.

Recentemente, em Sumaré, interior de São Paulo, uma matéria foi publicada em três portais digitais de forma idêntica, com título e textos dentro de uma mesma formatação e contexto. Uma situação suspeita de que os espaços foram comprados de acordo com o explicado no início desta matéria.

A matéria em questão, traz narrativas de um grupo político que irá assumir a gestão da Cidade no próximo dia 01 de janeiro, que denigrem o atual gestor com informações sérias e duvidosas. Esses tipo de matéria, partindo para uma análise envolvendo a ética e a técnica jornalística, os três veículos deveriam esperar o relatório da atual gestão, confrontar as informações com o “mencionado” relatório da equipe de transição, e buscar a veracidade das informações, para após análise, redigir uma matéria com seus jornalistas responsáveis. Com certeza, teríamos três matérias publicadas no mesmo contexto mas com texto diferente.

Matérias no contexto em que foi publicada, e de acordo várias outras publicadas nos últimos 30 dias referente Sumaré, deixa a entender que a intenção do próximo gestor e seu grupo é de criar um cenário de caos, onde depois de alguns meses de governo,  se este se destinar ao fracasso, usar esse cenário como referência de justificativa para o mesmo. Seria isso?

Essa prática é corriqueira e nosso portal Auge1.com recebe em nossos e-mail diversas sugestões de pautas. Mas como sempre, já esclarecidos aos políticos, não publicamos sugestão de pauta política sem análise de fatos e podermos redigir a matéria com nossos profissionais.

Fica o alerta a população em geral. Temas políticos favorecendo algum setor e criticando opositor, desconfie…

 

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