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Entenda como os álbuns de figurinhas da Copa do Mundo surgiram no Brasil e viraram febre nacional

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Muito antes de os álbuns de figurinhas virarem símbolo das Copas do Mundo para milhões de brasileiros, o hábito de colecionar cromos de futebol já fazia parte da cultura popular no país.

Os primeiros álbuns ligados ao Mundial surgiram no Brasil em 1950, no embalo da primeira edição da Copa do Mundo FIFA de 1950 realizada em território brasileiro.

Na época, o produto era desenvolvido pela indústria de doces “A Americana”, que já comercializava álbuns de futebol desde 1938. Apesar da ligação com o torneio, o foco principal ainda eram os clubes brasileiros.

Antes mesmo da criação dos álbuns, a empresa já distribuía figurinhas de jogadores nas embalagens das chamadas “Balas Futebol”.

As crianças colecionavam os cromos soltos, mas faltava um espaço para guardar e organizar as imagens. Foi daí que nasceram os primeiros álbuns para colagem, transformando a brincadeira em coleção.

Panini chegou ao Brasil só em 1990

A atual responsável pelos álbuns da Copa no Brasil entrou no mercado nacional apenas no Mundial de 1990.

No exterior, porém, a Panini já produzia os álbuns oficiais da FIFA desde a Copa do Mundo de 1970, disputada no México e marcada pelo tricampeonato brasileiro.

No entanto, nas décadas que antecederam a Panini no Brasil, as figurinhas já eram febres. Não à toa, há registros de ábuns de Copa do Mundo desde 1958 no país.

Brasil se tornou o maior mercado do mundo

Décadas depois, o costume atravessou gerações e colocou o Brasil como o maior consumidor mundial de álbuns e figurinhas da Copa.

Em entrevista à revista Sports Illustrated, o executivo Mark Warsop confirmou que o país lidera as vendas globais do segmento.

Além do Brasil, países da América Latina, Inglaterra, Estados Unidos e Suíça aparecem entre os principais mercados consumidores.

O mercado de colecionismo também movimenta valores elevados. Em 2017, uma edição do álbum da Copa do Mundo FIFA de 1970 autografada duas vezes por Pelé foi leiloada por 12.038 euros — cerca de R$ 40 mil na cotação da época.

Álbum oficial da Copa terá nova empresa responsável

A FIFA anunciou recentemente uma nova parceria para produção dos itens colecionáveis das competições da entidade a partir de 2031.

Com a mudança, a tradicional fabricante responsável pelos álbuns desde 1970 deixará o projeto após mais de seis décadas de parceria.

A nova responsável será a Fanatics Collectibles, por meio da marca Topps, que também ficará encarregada dos formatos digitais.

Missão Álbum: acidade on lança projeto de troca de figurinhas da Copa do Mundo

O acidade on Campinas entrou na febre das figurinhas da Copa do Mundo de 2026 e lança nesta quarta-feira (13) o projeto “Missão Álbum 2026”.

A proposta reúne as equipes de Campinas e Ribeirão Preto em uma disputa para descobrir qual redação consegue chegar mais perto de completar o álbum oficial do Mundial ao longo de um mês. O projeto terá participações da CBN Campinas e CBN Ribeirão Preto.

O projeto contará com vídeos publicados nas redes sociais do portal, além de textos sobre o universo das figurinhas até o fim da Copa do Mundo.

Figurinhas tiradas pelo acidade On Campinas (Foto: Reprodução / acidadeon)

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Álbum da Copa 2026 é o maior da história

Lançado pela Panini no Brasil no dia 30 de abril, o álbum oficial da Copa começou a ser vendido pouco mais de um mês antes do início do torneio, marcado para 11 de junho.

A seleção brasileira estreia no Mundial em 13 de junho, contra o Marrocos. A edição de 2026 é considerada a maior já produzida pela Panini. O álbum conta com:

112 páginas;

980 cromos;

68 cromos especiais.

São quase 300 figurinhas a mais em relação à edição anterior, acompanhando o novo formato da Copa do Mundo, que passa de 32 para 48 seleções.

Cada pacote com sete figurinhas custa R$ 7, o equivalente a R$ 1 por unidade.

Em um cenário sem repetidas, o custo mínimo para completar o álbum seria de aproximadamente R$ 980. Porém, especialistas apontam que isso é praticamente impossível.

Simulações indicam que quem tenta completar a coleção apenas comprando pacotes pode gastar entre R$ 6 mil e R$ 7 mil, devido ao alto número de figurinhas repetidas.

Por isso, as tradicionais trocas seguem como principal alternativa para reduzir custos. Em grupos organizados, estimativas apontam que o gasto pode cair para cerca de R$ 1,5 mil, usando as repetidas como moeda de troca entre colecionadores.

Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Campinas e região por meio do WhatsApp do acidade on Campinas: (19) 97159-8294.

LEIA MAIS: Álbum da Copa terá nova marca; veja quem substituirá a Panini

Com mais seleções na disputa, álbum da Copa do Mundo 2026 terá quase mil figurinhas e já está disponível em pré-venda. (Foto: Divulgação/Panini)
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