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💔 ATÉ QUANDO? PEDRINHO ESPERA. AS FAMÍLIAS CHORAM. E CAMPINAS SEGUE FALHANDO COM QUEM MAIS PRECISA.
Mais uma vez, criança cadeirante fica para trás. Mais uma vez surgem justificativas. Mais uma vez o prejuízo fica com as famílias atípicas.
Até quando? – Até quando as famílias atípicas de Campinas terão que implorar pelo mínimo?
Até quando uma criança com deficiência terá que esperar horas por um transporte que nunca chega de forma adequada?
Até quando a inclusão será apenas um discurso bonito em campanhas institucionais, enquanto mães e pais enfrentam diariamente a humilhação, a incerteza e o abandono?
Mais uma vez, o nome de Pedrinho volta a simbolizar uma realidade cruel vivida silenciosamente por dezenas de famílias que dependem do transporte adaptado Pai Serviços, ofertado pelo município.
Mais uma vez, houve espera.
Mais uma vez, houve atraso.
Mais uma vez, veio a justificativa de que a van teria comparecido ao local.
Mas ninguém chamou.
Ninguém procurou.
Ninguém entrou em contato.
Segundo testemunhas, o veículo passou pelo local combinado, mas não parou, não desceu ninguém e não houve qualquer tentativa efetiva de localizar a criança e sua família.
E é justamente aí que está o centro dessa discussão.
Porque isso não se trata de um simples desencontro.
Não foi um desencontro. Foi uma falha do sistema.
Quando falamos de uma criança cadeirante, estamos falando de uma logística que exige responsabilidade absoluta.
Não basta passar pela rua.
Não basta anotar que “o aluno não estava”.
Não basta apresentar relatórios burocráticos.
É preciso comunicação. É preciso empatia. É preciso compromisso.
Uma simples ligação telefônica poderia evitar horas de angústia. Uma mensagem poderia impedir uma frustração.
Descer do veículo e procurar pela família poderia resolver o problema.
Mas, segundo os relatos, nada disso aconteceu. E quando nada disso acontece repetidas vezes, deixa de ser erro pontual.
Passa a ser falha estrutural.
O caso Pedrinho não é isolado
A Auge TV acompanha há meses a situação enfrentada pelas famílias atendidas pelo sistema.
O caso de Pedrinho já foi tema de diversas reportagens do Portal Auge1.
A advogada e ativista Dra. Cláudia Camargo esteve na sede da Emdec acompanhada por mães e crianças, cobrando providências.
As denúncias se repetem.
Atrasos.
Faltas sem aviso.
Mudanças sem comunicação.
Esquecimentos.
Falta de informação.
Falta de acolhimento.
Enquanto isso, a resposta institucional parece sempre a mesma.
A Emdec culpa as empresas.
As empresas não se manifestam.
A Prefeitura não recebe as famílias.
O prefeito não responde.
O vice-prefeito permanece em silêncio.
E quem fica no meio desse jogo de empurra são justamente as crianças.
“Até quando?”
A indignação expressada pela Dra. Cláudia Camargo traduz o sentimento de centenas de famílias.
“Eu não entendo como podem falar tanto em inclusão e, na prática, ter esta omissão. Crianças e adolescentes são prioridade absoluta só no papel, proteção integral idem. Até quando? E se fosse seu filho?”
A pergunta é simples e devastadora.
E se fosse seu filho?
Se fosse seu neto?
Seu sobrinho?
Você aceitaria que ele esperasse horas sem qualquer explicação?
Aceitaria ouvir depois que “a van passou”?
Aceitaria que ninguém sequer tivesse descido para procurá-lo?
A Constituição não trata isso como favor
O direito dessas crianças não depende da boa vontade do gestor público.
Ele está garantido em lei.
O artigo 227 da Constituição Federal estabelece:
“É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária.”
A expressão “absoluta prioridade” não é decorativa.
Ela obriga o poder público a agir.
A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência
Incorporada ao ordenamento jurídico brasileiro com força constitucional, a Convenção determina:
“Os Estados Partes tomarão medidas apropriadas para assegurar às pessoas com deficiência o acesso, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, ao transporte.”
Ou seja:
acesso inadequado também é violação de direitos.
Estatuto da Pessoa com Deficiência
A Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) estabelece:
“É dever do Estado assegurar à pessoa com deficiência, com prioridade, a efetivação dos direitos referentes à saúde, à educação, ao transporte, à acessibilidade e à dignidade.”
Não é um benefício.
Não é gentileza.
Não é favor.
É obrigação legal.
Estatuto da Criança e do Adolescente
O ECA também é categórico.
O artigo 4º determina:
“É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à educação, ao esporte, ao lazer, à dignidade e ao respeito.”
Mais uma vez: absoluta prioridade.
Não prioridade quando sobra tempo. Não prioridade quando não gera desgaste político.
Prioridade absoluta.
A falta de empatia também adoece
Há outro aspecto que precisa ser discutido: O fator humano.
Motoristas e equipes operacionais lidam diariamente com crianças que enfrentam limitações físicas, cognitivas e emocionais.
Muitas delas possuem dificuldade com mudanças inesperadas. Dependem de rotina. Precisam de previsibilidade.
Uma simples demonstração de empatia poderia evitar parte significativa desses conflitos. Descer da van, bater no portão, ligar para os responsáveis, esperar alguns minutos.
Perguntar, demonstrar preocupação. Esses pequenos gestos custam pouco, mas significam muito para quem já vive diariamente uma rotina exaustiva de terapias, consultas, deslocamentos e batalhas burocráticas.
O prejuízo é invisível para quem não vive isso
Quando a van falha, a família perde muito mais do que tempo.
Perde consultas.
Perde sessões terapêuticas.
Perde dias de trabalho.
Perde compromissos.
Perde estabilidade emocional.
Acumula ansiedade.
Desenvolve medo.
Passa a viver em estado permanente de alerta.
E o pior: começam a naturalizar o absurdo.
Até quando?
Até quando a Emdec continuará transferindo responsabilidades?
Até quando as empresas permanecerão em silêncio?
Até quando a Prefeitura de Campinas ignorará os pedidos de diálogo das famílias?
Até quando mães precisarão ir à imprensa para serem ouvidas?
Até quando crianças com deficiência terão que implorar pelo que a lei já lhes garante?
Pedrinho voltou a esperar. Sua família voltou a sofrer e Campinas voltou a falhar.
A verdadeira inclusão não acontece nos discursos, ela acontece quando o transporte chega.
Quando a criança é chamada pelo nome.
Quando alguém desce da van para procurá-la.
Quando o sistema funciona.
Quando o poder público entende que dignidade não pode depender da insistência das famílias.
Porque nenhuma criança deveria implorar pelo direito de ser tratada com respeito.
E nenhuma mãe deveria ter que perguntar, todos os dias:
Até quando?
#Pedrinho #Campinas #PAIServiços #Emdec #DárioSaadi #VicePrefeito #DraCláudiaCamargo #Inclusão #PCD #DireitosDaPessoaComDeficiência #FamíliasAtípicas #Acessibilidade #EstatutoDaPessoaComDeficiência #ECA #ConstituiçãoFederal #TransporteAdaptado #Respeito #Dignidade #AtéQuando #Auge1 #AugeTV
Fonte: Relatos da família, declarações da Dra. Cláudia Camargo, reportagens anteriores do Portal Auge1 e Auge TV, Constituição Federal, Estatuto da Criança e do Adolescente e Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência.
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