Cidades
🚔 Polícia Civil fecha fábrica clandestina de bebidas falsificadas em Hortolândia; homem é preso em flagrante
Residência funcionava como linha de produção de bebidas adulteradas. Criança de aproximadamente seis anos vivia no imóvel onde funcionava o esquema criminoso.
Uma operação da Polícia Civil desmantelou, nesta terça-feira (7), uma fábrica clandestina de bebidas alcoólicas falsificadas que funcionava em uma residência na Rua Uirapuru, no bairro Chácara Recreio Alvorada, em Hortolândia. Um homem foi preso em flagrante durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça.
Segundo a investigação, o imóvel havia sido adaptado para funcionar como uma verdadeira linha de produção de bebidas adulteradas de diversas marcas conhecidas no mercado.
Residência escondia estrutura de produção clandestina
Ao chegarem ao endereço, os policiais encontraram o investigado saindo da garagem conduzindo uma Fiat Fiorino. Após cientificá-lo do mandado judicial, a equipe iniciou as buscas na residência.
No imóvel também estavam a companheira do suspeito e o filho do casal, uma criança de aproximadamente seis anos.
Durante a vistoria, os agentes constataram que os seis cômodos da casa eram utilizados para armazenar, preparar e adulterar bebidas alcoólicas, evidenciando uma estrutura organizada para a falsificação dos produtos.
Centenas de embalagens e materiais foram apreendidos
No interior da residência, os policiais localizaram uma grande quantidade de materiais utilizados na produção clandestina, entre eles:
- centenas de garrafas vazias;
- galões contendo líquidos utilizados na fabricação das bebidas;
- rótulos falsificados;
- lacres e selos de diversas marcas;
- materiais empregados na adulteração e envase dos produtos.
Também foram apreendidos três aparelhos celulares e um notebook, que poderão auxiliar nas investigações sobre a origem dos materiais e a possível rede de distribuição das bebidas falsificadas.
Laudo confirma falsificação
A operação contou com o acompanhamento de um representante da Associação Brasileira de Bebidas (ABRABE), que realizou uma análise técnica preliminar dos produtos encontrados.
De acordo com o laudo emitido durante a diligência, as bebidas produzidas no imóvel eram falsificadas, reforçando os indícios de prática criminosa.
Diante da situação, o homem recebeu voz de prisão em flagrante e foi conduzido à Delegacia de Polícia.
Durante o interrogatório, ele exerceu o direito constitucional de permanecer em silêncio.
Companheira negou participação
A mulher do investigado foi ouvida na condição de investigada.
Em depoimento, afirmou residir no imóvel há aproximadamente oito anos com o companheiro e o filho do casal, mas declarou desconhecer qualquer participação na fabricação ou adulteração das bebidas, atribuindo integralmente ao companheiro a responsabilidade pelas atividades ilícitas encontradas na residência.
A eventual participação dela continuará sendo analisada durante o inquérito policial.
Suspeito já havia sido investigado
Segundo a Polícia Civil, consulta aos antecedentes revelou que o homem já havia sido investigado em 2023 por crime semelhante, informação que também integrará as investigações.
Após a análise da ocorrência, a autoridade policial ratificou a prisão em flagrante.
Como o volume de materiais apreendidos era muito grande para armazenamento na unidade policial, parte dos objetos permaneceu sob a guarda de um representante da ABRABE, mediante termo formal de depósito.
O investigado foi encaminhado à cadeia pública e permanece à disposição da Justiça.
Risco à saúde pública
A comercialização de bebidas alcoólicas adulteradas representa um grave risco à saúde dos consumidores. Produtos falsificados podem conter substâncias de origem desconhecida, níveis inadequados de álcool ou compostos tóxicos capazes de provocar intoxicações graves, danos permanentes à saúde e até mortes.
Além dos prejuízos aos consumidores, esse tipo de crime também causa concorrência desleal ao mercado formal e prejuízos econômicos à indústria e à arrecadação tributária.
As investigações prosseguem para identificar a origem dos insumos, o destino das bebidas produzidas e possíveis integrantes da cadeia de distribuição dos produtos falsificados.
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Fonte: Polícia Civil do Estado de São Paulo e Associação Brasileira de Bebidas (ABRABE).
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