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🚨 “O CENTRO TEA ESTÁ SENDO SABOTADO?” VÍDEO DE MÃE ATÍPICA REPERCUTE E NOVAS FAMÍLIAS RELATAM PROBLEMAS EM SUMARÉ

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Imagem Reprodução de Vídeo

Após denúncia sobre mudanças no atendimento, mães procuraram o Portal Auge1 relatando consultas canceladas, falta de profissionais e pacientes que estariam aguardando atendimento após transferência de equipes para a Casa do Autista

Um vídeo publicado pela mãe atípica Amanda Coimbra levantou um questionamento que rapidamente provocou reação de outras famílias de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em Sumaré:

“O Centro TEA está sendo sabotado?”

A pergunta surgiu diante de relatos de mudanças nos atendimentos que anteriormente eram realizados pelo Centro do Transtorno do Espectro Autista (CTEA), enquanto profissionais teriam sido direcionados para a recém-inaugurada Casa do Autista.

Depois da publicação e da repercussão do vídeo, outras mães procuraram o Portal Auge1 pedindo ajuda e relatando situações semelhantes.

🧩 “MINHA FILHA TEVE CONSULTA CANCELADA E ESTÁ SEM RECEITA”

Entre as manifestações recebidas, uma mãe afirmou:

“Super verdade. Minha filha também teve consulta cancelada, está sem receita.”

Outra questionou a lógica da reorganização:

“Não faz nem sentido mudar os funcionários que já estão trabalhando, parece algum tipo de malandragem.”

Também houve cobranças para que as próprias famílias acompanhem mais de perto as mudanças realizadas na rede.

“As famílias atípicas precisam despertar, buscar mais explicações e cobrar mais. Infelizmente a inclusão em Sumaré está crítica, na educação e na saúde está sendo deixada em segundo plano. Precisamos nos unir e cobrar mais.”

São relatos das famílias e não constituem, isoladamente, prova de irregularidade. Mas a repetição das reclamações coloca uma questão objetiva para a administração municipal:

o que aconteceu com os atendimentos e profissionais que já estavam vinculados ao CTEA?

🏥 PROFISSIONAIS FORAM OU NÃO TRANSFERIDOS?

Uma manifestação feita na própria publicação aumentou os questionamentos.

Uma servidora escreveu:

“Procure se informar, não houve briga política no CTEA e nem retirou funcionários, os profissionais estão atendendo na Casa do Autista.”

A afirmação chama atenção justamente porque, ao tentar negar a retirada de funcionários, informa que os profissionais estão atendendo em outra unidade.

Se profissionais que anteriormente atendiam no CTEA passaram a prestar atendimento na Casa do Autista, a Prefeitura precisa esclarecer quais profissionais foram transferidos, quando ocorreu o remanejamento e quem assumiu os pacientes que já eram acompanhados por eles.

A discussão não é meramente sobre onde o servidor está trabalhando.

É sobre continuidade do atendimento da criança.

📞 “ME DISSERAM QUE O MÉDICO DELA FOI TRANSFERIDO”

Amanda respondeu publicamente à manifestação da servidora e afirmou possuir uma gravação de ligação feita ao CTEA.

Segundo ela, durante o contato teria sido informada de que o médico responsável pelo atendimento da filha havia sido transferido para a Casa do Autista.

A mãe afirma ainda que perguntou quando novos profissionais seriam contratados e teria recebido como resposta que não havia previsão.

Amanda escreveu:

“Eu tenho a ligação gravada que fiz semana passada no Centro TEA, que me afirmam que os profissionais foram transferidos, que não tem previsão de contratação e que tem que esperar.”

A existência da gravação, caso seu conteúdo confirme integralmente o relato, torna especialmente importante que a Secretaria Municipal de Saúde esclareça qual reorganização foi realizada na equipe.

❓ SE TODOS ESTÃO ATENDENDO, POR QUE EXISTEM CRIANÇAS ESPERANDO?

Esse é o ponto central da reclamação.

Não basta responder que os profissionais continuam trabalhando na rede municipal.

A pergunta das famílias é outra:

quem atendia essas crianças antes e quem está atendendo agora?

Se determinado médico, terapeuta ou outro profissional foi transferido do CTEA para a Casa do Autista, houve reposição na unidade de origem?

Caso não tenha ocorrido, o atendimento desses pacientes foi automaticamente transferido?

Eles receberam nova data?

Precisaram retornar para fila de espera?

Quantas crianças foram afetadas?

🚨 REPERCUSSÃO E, LOGO DEPOIS, CONSULTA MARCADA

Outro episódio chamou atenção.

Amanda afirma que, depois da publicação do vídeo e da repercussão das reclamações, a consulta que aguardava para a filha foi agendada.

O fato de o agendamento ter ocorrido posteriormente à publicação não permite concluir que exista relação de causa e efeito.

Mas provoca uma pergunta legítima.

Se anteriormente a informação recebida pela mãe era de transferência do profissional, ausência de previsão para contratação e necessidade de esperar, o que mudou para que o atendimento pudesse ser marcado logo depois?

E existe uma pergunta ainda mais importante:

E AS OUTRAS CRIANÇAS?

Se outras mães relatam situação semelhante, quantas permanecem esperando?

📊 FALTA DE PROFISSIONAIS OU APENAS MUDANÇA DE ENDEREÇO?

A Prefeitura anunciou oficialmente a Casa do Autista como uma unidade com equipe multiprofissional envolvendo fonoaudiologia, terapia ocupacional, fisioterapia, psicologia, psiquiatria, neuropediatria e outras especialidades, com capacidade estimada em aproximadamente 4 mil atendimentos mensais.

Por isso, o Município precisa esclarecer uma informação básica:

quantos desses profissionais foram efetivamente acrescentados à rede e quantos já trabalhavam nos CTEAs e apenas foram remanejados para a Casa do Autista?

Transferir um profissional de um prédio para outro não significa necessariamente aumentar a capacidade da rede.

🧩 FAMÍLIAS NÃO QUEREM DISPUTA POLÍTICA. QUEREM ATENDIMENTO

Para uma criança que depende de consulta médica, acompanhamento terapêutico ou receita, pouco importa qual unidade ficará com determinado profissional.

Importa não perder o atendimento.

E é exatamente por isso que a repercussão do vídeo merece respostas.

A própria Prefeitura, quando inaugurou a Casa do Autista, afirmou que o objetivo inicial seria ampliar o acesso de crianças que ainda aguardavam atendimento especializado.

Poucas semanas depois, em 12 de agosto, a Secretaria de Saúde reuniu Casa do Autista, CTEAs, Atenção Primária, Saúde Mental, APAE e Pestalozzi para discutir fluxos, protocolos e responsabilidades da rede de atendimento às pessoas com TEA.

Agora, diante dos relatos das famílias, uma resposta objetiva precisa ser apresentada:

QUANTAS CRIANÇAS QUE JÁ ERAM ATENDIDAS PELO CTEA TIVERAM CONSULTAS OU TERAPIAS INTERROMPIDAS APÓS A TRANSFERÊNCIA DE PROFISSIONAIS PARA A CASA DO AUTISTA?

Se nenhuma perdeu atendimento, os registros da Secretaria poderão demonstrar.

Se houve interrupções, é necessário explicar por que aconteceram, quantas crianças foram afetadas e quando o atendimento será normalizado.

Porque ampliar uma política pública para crianças autistas deveria significar atender mais crianças — e não fazer quem já estava sendo atendido voltar a esperar.

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Fonte: Relatos e manifestações públicas de mães e familiares; Prefeitura de Sumaré; Secretaria Municipal de Saúde; apuração do Portal Auge1.

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