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🛑 “Vamos soltar pipa”: como criminosos usam a confiança das crianças para cometer violência

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Imagem Reprodução de Vídeo

Caso investigado pela Polícia Civil reforça um alerta importante: a maioria dos abusadores utiliza vínculos de confiança para se aproximar das vítimas. Especialistas defendem vigilância constante e orientação desde a infância.

Uma frase dita durante uma investigação da Polícia Civil resume uma realidade que precisa ser enfrentada por toda a sociedade.

“Eles eram vizinhos e as crianças tinham confiança neles. Chamaram para soltar pipa. Eles foram atraídos para esse imóvel porque falaram: ‘vamos soltar pipa, aqui tem uma linha’.”

O relato da delegada Janaína da Silva Dziadowczyk evidencia uma característica comum em muitos casos de violência contra crianças: o agressor quase sempre conquista primeiro a confiança da vítima.

Brincadeiras, presentes, convites para jogar bola, andar de bicicleta, tomar sorvete ou soltar pipa podem ser utilizados por criminosos como estratégia para atrair crianças e afastá-las da proteção de seus responsáveis.

A maioria dos abusos não é praticada por desconhecidos

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, grande parte das ocorrências de violência sexual infantil envolve pessoas conhecidas da família ou da comunidade.

Podem ser vizinhos, conhecidos, amigos, familiares ou pessoas que conquistaram a confiança da criança ao longo do tempo.

Essa relação de proximidade faz com que muitas vítimas não percebam imediatamente o perigo ou tenham medo de relatar o ocorrido.

Três alertas que podem salvar vidas

Especialistas em proteção à infância reforçam orientações simples, mas fundamentais:

  • Criança não deve sair sozinha sem a supervisão de um adulto responsável.
  • Crianças pequenas não devem ficar sob a responsabilidade exclusiva de outras crianças ou adolescentes.
  • Pais e responsáveis precisam saber onde a criança está, com quem está e para onde vai.

A prevenção começa com diálogo, acompanhamento e presença constante da família.

O silêncio favorece o agressor

No caso investigado, a denúncia só ocorreu depois que uma irmã de uma das vítimas reconheceu imagens que estavam circulando na internet.

Esse detalhe chama atenção para outro aspecto recorrente: muitas crianças permanecem em silêncio por medo, vergonha, culpa ou por terem sido ameaçadas.

Por isso, especialistas orientam que pais e responsáveis conversem frequentemente com seus filhos, criem um ambiente de confiança e estejam atentos a mudanças de comportamento, isolamento, medo repentino de determinadas pessoas ou alterações emocionais.

Proteger é responsabilidade de todos

A proteção da infância não depende apenas da família.

Escolas, vizinhos, profissionais de saúde, comerciantes, líderes religiosos e toda a sociedade têm papel fundamental na identificação de sinais de violência e na comunicação às autoridades.

Diante de qualquer suspeita de abuso ou exploração sexual contra crianças e adolescentes, a orientação é denunciar imediatamente.

📞 Polícia Militar: 190

📞 Disque Direitos Humanos: 100

O silêncio protege o agressor.

A denúncia protege a criança.

#MaioLaranja #ProtejaAsCrianças #CombateAoAbusoInfantil #ConselhoTutelar #Disque100 #InfânciaSegura #Auge1

Fonte: Polícia Civil, orientações de proteção à infância e Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

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