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🟠 DC MONTA CHAPA GIGANTE EM SÃO PAULO, MAS PARTE QUASE DO ZERO: DEMOCRACIA CRISTÃ CONSEGUE ELEGER DEPUTADOS EM 2026?

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Imagem Pública Internet

Partido homologou 166 candidatos para federal e estadual, tenta reconstrução sob comando de Cândido Vaccarezza e aposta em nomes regionais; matemática eleitoral mostra que conquistar uma cadeira já representaria um salto gigantesco sobre 2022

O Democracia Cristã (DC) decidiu entrar com força numérica na disputa proporcional de São Paulo em 2026.

A convenção estadual homologou nada menos que 166 candidaturas, sendo 71 para deputado federal e 95 para deputado estadual.

É praticamente uma chapa completa para as duas Casas.

Mas quantidade de candidatos não significa necessariamente quantidade de votos.

E quando o Portal Auge1 mergulha nos números da eleição anterior, aparece o tamanho real do desafio:

o DC precisa praticamente reconstruir sua votação em São Paulo.

Não estamos falando apenas em crescer 20%, 30% ou 50%.

Para efetivamente entrar na disputa por uma cadeira, o partido precisará dar um salto de escala eleitoral.

📉 2022 MOSTRA O TAMANHO DO PROBLEMA

São Paulo teve aproximadamente 23,29 milhões de votos válidos para deputado federal em 2022.

O DC terminou aquela eleição com aproximadamente 6,2 mil votos para deputado federal no Estado, segundo a consolidação dos resultados eleitorais.

Sim:

cerca de 6 mil votos em todo o Estado de São Paulo.

Enquanto partidos grandes trabalham com centenas de milhares ou milhões de votos para transformar sua votação em bancadas, o DC terminou 2022 sem eleger deputado federal paulista.

Portanto, a pergunta central de 2026 não é inicialmente:

“Quem será eleito pelo DC?”

Antes disso existe outra:

“O DC conseguirá produzir votos suficientes para conquistar alguma cadeira?”

Essa é a verdadeira batalha.

🧮 DC NÃO TEM FEDERAÇÃO PARA AJUDAR NA CONTA

Existe outra diferença importante em relação à análise que fizemos anteriormente sobre o Cidadania.

O Cidadania disputa dentro da Federação PSDB-Cidadania.

O DC, não.

Na eleição proporcional, portanto, o Democracia Cristã precisa construir sua própria votação partidária.

São os votos dos 71 candidatos federais, mais os votos de legenda, que formarão a força eleitoral do partido para a Câmara.

E os votos dos 95 candidatos estaduais, somados aos votos de legenda, determinarão sua capacidade eleitoral para a Assembleia Legislativa.

Isso transforma os candidatos pequenos em personagens importantes.

Um candidato com 1 mil votos pode não chegar perto de ser eleito individualmente.

Mas 50 candidatos com mil votos representam 50 mil votos para o partido.

É por isso que uma nominata grande pode fazer diferença.

🏗️ VACCAREZZA COMANDA A RECONSTRUÇÃO

O responsável pela organização paulista é um personagem bastante conhecido da política nacional.

Cândido Vaccarezza aparece oficialmente nos registros da Justiça Eleitoral como presidente estadual do Democracia Cristã em São Paulo.

Vaccarezza já foi deputado estadual e deputado federal e chegou a exercer a liderança do governo Lula na Câmara dos Deputados.

Mas existe um detalhe importante:

Vaccarezza não será candidato.

Em janeiro, ao falar sobre a reorganização do partido, ele declarou que pretende dedicar 2026 justamente à montagem da estrutura partidária:

“Esse ano não serei candidato a deputado federal ou estadual, vou organizar o partido.”

Isso significa que o nome nacionalmente mais conhecido da direção paulista não estará na urna para produzir votos diretamente para a chapa.

🔎 QUEM PODE PUXAR VOTOS PARA DEPUTADO FEDERAL?

Diferentemente de PL, PT, Republicanos, PSD ou MDB, o DC não possui atualmente em São Paulo uma coleção de deputados federais buscando reeleição.

Portanto, a disputa começa muito mais aberta.

Entre os nomes que aparecem no levantamento está Nei Giron, de Araçatuba.

Ex-vereador por três mandatos, Giron foi anunciado pelo partido como candidato à Câmara Federal.

Existe, porém, uma referência eleitoral importante.

Em 2022, concorrendo a deputado estadual pelo PTB, Nei Giron recebeu 1.147 votos.

Para tornar-se competitivo numa eleição federal em 2026, portanto, precisará ampliar essa votação de maneira extraordinária.

Mas existe um fator a seu favor:

regionalização.

O DC vem trabalhando na reorganização dos diretórios dos municípios da região de Araçatuba e pretende transformar Giron numa candidatura regional.

🟠 VADÃO DA FARMÁCIA

Na mesma estratégia regional aparece Vadão da Farmácia, de Birigui.

A direção regional do Democracia Cristã informou que ele integra o projeto para deputado federal.

A lógica parece clara:

em vez de depender exclusivamente da Capital, o partido tenta criar núcleos de votação no interior.

🟠 JULIANA CORRÊA

Outra candidatura confirmada no processo eleitoral é Juliana Corrêa, de Dracena, para deputada federal.

Em 2024, quando disputou uma cadeira de vereadora de Dracena pelo PMB, recebeu 177 votos.

Novamente, é preciso fazer uma ressalva:

votação municipal não deve ser transformada diretamente em projeção estadual.

São eleições completamente diferentes.

Mas serve para mostrar o ponto de partida eleitoral conhecido da candidata.

🟠 MÁRIO ORSOLAN E A TENTATIVA DE ENTRAR NO ABC

Talvez uma das apostas territorialmente mais interessantes seja Mário Orsolan, de São Bernardo do Campo.

Ele lançou sua candidatura federal após ingressar no DC e possui histórico na administração municipal do ABC, tendo ocupado função de secretário adjunto de Serviços Urbanos.

A importância estratégica está no território.

São Bernardo e o Grande ABC concentram centenas de milhares de eleitores.

Se Orsolan conseguir transformar relacionamento político e estrutura regional em votação, pode contribuir significativamente para a chapa.

Mas, neste momento, não encontramos uma votação estadual anterior comparável que permita tratá-lo como puxador comprovado.

💥 NA ALESP APARECE UM NOME COM HISTÓRICO MUITO MAIS FORTE

É na disputa estadual que encontramos talvez o ativo eleitoral individual mais interessante do DC paulista:

Coronel Nishikawa.

E existe um motivo objetivo.

Nishikawa já foi eleito deputado estadual.

Em 2018, conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa com 23.094 votos.

Posteriormente mudou seu caminho eleitoral.

Em 2022, concorreu a deputado federal pelo PL e recebeu 8.166 votos.

Agora aparece no projeto eleitoral do Democracia Cristã para 2026, com lançamento político ligado à chapa estadual.

Isso muda sua posição no nosso ranking.

Não significa que Nishikawa seja favorito a uma cadeira na Alesp.

Mas significa que, entre os nomes estaduais identificados pelo levantamento, ele possui um histórico eleitoral concreto muito superior à base recente do próprio DC.

📊 RANKING PRELIMINAR AUGE1 — DEPUTADO FEDERAL

Considerando exclusivamente informações públicas encontradas, histórico eleitoral, presença regional e estrutura política:

🥇 NEI GIRON

Força dentro do DC: média

Ex-vereador e candidatura regional construída na região de Araçatuba.

Referência 2022: 1.147 votos para estadual.

🥈 MÁRIO ORSOLAN

Força: em construção

Possui experiência administrativa e tenta construir uma candidatura a partir do Grande ABC.

🥉 VADÃO DA FARMÁCIA

Força: em construção

Aposta regional em Birigui e região de Araçatuba.

JULIANA CORRÊA

Força: em construção

Base em Dracena e candidatura federal confirmada no processo eleitoral.

Esse ranking é preliminar. A ausência de histórico eleitoral comparável de vários dos 71 candidatos impede, neste momento, atribuir uma projeção individual precisa a toda a chapa.

🏛️ RANKING PRELIMINAR — DEPUTADO ESTADUAL

Aqui existe uma liderança mais clara:

🥇 CORONEL NISHIKAWA

Histórico:

23.094 votos — estadual em 2018 — eleito

8.166 votos — federal em 2022

É, portanto, o nome identificado no levantamento com uma das referências eleitorais mais relevantes para a chapa estadual.

Depois dele, o cenário fica muito mais pulverizado.

E justamente aí estará a importância dos outros 94 integrantes da nominata.

🧮 QUANTOS VOTOS O DC PRECISARIA?

Aqui chegamos ao coração da análise.

O sistema proporcional brasileiro não simplesmente entrega uma cadeira ao candidato mais votado de cada partido.

Existe a votação coletiva da legenda e a distribuição das vagas conforme as regras do quociente eleitoral, quociente partidário e sobras.

Em 2022, aproximadamente 23,29 milhões de votos válidos foram registrados para deputado federal em São Paulo, para 70 vagas.

Uma divisão simples dá um quociente eleitoral de referência daquela eleição na casa de 332 mil votos por cadeira.

Para estadual foram aproximadamente 23,15 milhões de votos válidos para 94 vagas, produzindo referência próxima de 246 mil votos por cadeira.

Isso não significa que todo partido precise necessariamente alcançar exatamente esses números para conquistar uma vaga, porque existem as regras das sobras.

Mas mostra a ordem de grandeza da disputa.

E é justamente aí que percebemos o enorme desafio do DC.

🚨 O PARTIDO PRECISA DE UMA EXPLOSÃO ELEITORAL

Se a referência federal paulista de 2022 do DC ficou perto de 6 mil votos, não estamos falando de simplesmente dobrar a votação.

Mesmo multiplicar por:

5 vezes = aproximadamente 31 mil;

10 vezes = aproximadamente 62 mil;

20 vezes = aproximadamente 125 mil;

ainda deixaria o partido numa situação extremamente difícil.

É por isso que o preenchimento de 71 candidaturas federais ganha tanta importância.

O DC precisa transformar praticamente cada candidato em produtor efetivo de votos.

📊 PROJEÇÃO AUGE1 — CÂMARA FEDERAL

Nossa projeção neste momento é:

DC-SP: 0 a 1 deputado federal

Cenário central:

0 cadeira

Cenário otimista:

1 cadeira

Para chegar a uma vaga, entretanto, a chapa precisaria apresentar desempenho muito superior ao registrado pelo partido em 2022.

Não basta um candidato aparecer com 20 mil ou 30 mil votos.

Será necessário que a nominata inteira produza votação suficiente para colocar o DC efetivamente dentro da matemática das vagas.

📊 PROJEÇÃO AUGE1 — ALESP

Para deputado estadual:

DC-SP: 0 a 1 cadeira

Cenário central:

0 cadeira

Mas consideramos a possibilidade de uma vaga estadual ligeiramente mais plausível do que a federal caso a nominata consiga reunir alguns candidatos regionais com votações intermediárias e Nishikawa recupere parte de sua capacidade eleitoral anterior.

Mesmo assim, o partido continua como azarão na disputa.

⚠️ A CHAPA CHEIA É A GRANDE APOSTA

E talvez essa seja a estratégia mais inteligente do DC.

Se não existe um candidato com 200 mil, 300 mil ou 500 mil votos projetados, é possível tentar construir votação pela pulverização.

Imagine, apenas como exercício matemático:

95 candidatos estaduais fazendo média de 1.500 votos representariam:

142.500 votos.

Com média de 2 mil:

190 mil.

Com média de 2.500:

237.500.

Aí a conversa eleitoral começa a mudar completamente.

Naturalmente, conseguir uma média dessas em uma chapa de partido pequeno não é tarefa simples.

Mas mostra por que colocar 95 candidatos na rua pode ser parte fundamental da estratégia.

🎯 A ELEIÇÃO DO DC NÃO SERÁ DECIDIDA APENAS PELO “PUXADOR”

Essa talvez seja a principal conclusão do levantamento.

No PL existem candidatos capazes individualmente de produzir centenas de milhares de votos.

No PT também.

Republicanos, PSD e MDB possuem deputados, prefeitos, ex-prefeitos e estruturas regionais consolidadas.

O Democracia Cristã joga outro jogo.

Sua possibilidade de surpreender passa pela soma.

São dezenas de candidatos tentando construir 500, 1 mil, 2 mil, 5 mil ou 10 mil votos em diferentes regiões.

Se essa engrenagem funcionar, o DC pode aproximar-se da disputa por uma cadeira.

Se grande parte da nominata permanecer nas centenas de votos, como ocorreu com muitos candidatos do partido anteriormente, a conta simplesmente não fechará.

🔥 O DC PODE SURPREENDER?

Pode.

Mas seria efetivamente uma surpresa eleitoral.

Hoje, com os dados disponíveis, projetar antecipadamente uma bancada de dois, três ou mais deputados do Democracia Cristã em São Paulo não encontraria sustentação objetiva nos números.

Uma cadeira já seria uma enorme vitória.

Duas representariam uma transformação eleitoral extraordinária da legenda no maior colégio eleitoral brasileiro.

Portanto, nossa fotografia atual é:

Federal: 🔴 difícil

Estadual: 🟠 difícil, mas com algum espaço para crescimento

Grande ativo: nominatas praticamente completas

Nome estadual a observar: Coronel Nishikawa

Nomes federais a acompanhar: Nei Giron, Mário Orsolan, Vadão da Farmácia e Juliana Corrêa

Maior desafio: transformar quantidade de candidatos em votos reais.

E essa será uma das chapas mais interessantes para acompanharmos durante a campanha.

Porque no caso do Democracia Cristã, talvez a pergunta mais interessante de outubro não seja quem conseguiu se eleger.

Será descobrir quanto um partido que começou praticamente do chão conseguiu crescer em apenas quatro anos.

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Fonte: Tribunal Superior Eleitoral (TSE); Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP); Câmara dos Deputados; Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp); Democracia Cristã; resultados eleitorais de 2018, 2022 e 2024; convenção estadual do DC-SP de 2026; O Liberal Regional; RP10; O Imparcial; imprensa regional paulista; levantamento e projeção eleitoral do Portal Auge1.

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