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Política

Como são feitas as pesquisas eleitorais? Entenda de onde vêm os números

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Levantamentos entrevistam apenas uma parcela do eleitorado, seguindo critérios estatísticos para representar diferentes perfis da população

As pesquisas de intenção de voto são feitas a partir de uma amostra do eleitorado e seguem critérios estatísticos para identificar as preferências dos eleitores em determinado momento da disputa. Segundo o Datafolha e a Quaest, o método de amostragem permite analisar uma população inteira a partir de uma parcela representativa dela.

O princípio é semelhante ao de um exame de sangue. Não é necessário retirar todo o sangue do corpo para obter informações sobre a saúde de uma pessoa, basta uma pequena amostra. Da mesma forma, uma pesquisa eleitoral não precisa ouvir todos os eleitores para identificar tendências de voto.

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Mapa utilizado para realizar a pesquisa eleitoral do Datafolha (Foto: Reprodução/EPTV)

Amostra precisa representar o eleitorado

Para que os resultados sejam confiáveis, a amostra precisa reunir diferentes perfis de eleitores. Os institutos estabelecem previamente critérios como gênero e faixa etária e definem quantas pessoas de cada grupo devem participar do levantamento.

No Datafolha, por exemplo, as entrevistas são realizadas em pontos de fluxo, locais de circulação de pessoas. Os pesquisadores recebem as chamadas cotas e precisam preencher o número determinado de entrevistados de cada perfil.

A abordagem deve ser aleatória. O pesquisador não pode selecionar apenas pessoas que se oferecem para participar, já que isso poderia comprometer a composição da amostra.

Já a Quest realiza entrevistas nas residências dos eleitores. Para chegar aos entrevistados, o instituto sorteia ruas e quarteirões onde as entrevistas serão realizadas.

O processo é acompanhado por meio de tablets e sistemas de localização. O GPS permite verificar em tempo real onde estão os pesquisadores e o sistema bloqueia entrevistas realizadas fora da área previamente determinada.

Pesquisa espontânea e estimulada

Os levantamentos também podem apresentar diferentes formas de medir a intenção de voto. Na pesquisa espontânea, o eleitor responde em quem pretende votar sem receber uma lista de candidatos.

Na pesquisa estimulada, os nomes dos candidatos e partidos são apresentados ao entrevistado, que escolhe uma das opções. Para evitar que a posição de um nome influencie a escolha, a ordem dos candidatos é definida de maneira aleatória. Dessa forma, cada entrevistado pode visualizar uma sequência diferente.

Pesquisa eleitoral (Foto: Reprodução/EPTV)

Resultado não é previsão da eleição

Apesar de apontarem tendências, as pesquisas eleitorais não representam uma previsão do resultado das urnas.

Desta forma, o levantamento funciona como uma “fotografia” do momento em que as entrevistas foram realizadas. O eleitor ainda pode mudar de opinião até o dia da votação, alterando o resultado final da eleição.

Por isso, uma pesquisa de intenção de voto mostra o cenário eleitoral no período da coleta e não garante qual candidato será eleito.

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Pesquisas precisam ser registradas no TSE

A legislação eleitoral determina que as pesquisas de intenção de voto sejam registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O registro permite consultar informações sobre o levantamento, como a data em que as entrevistas foram realizadas, o contratante, o valor pago pela pesquisa, o número de pessoas entrevistadas e outros dados relacionados à metodologia.

VIU ESSA? Passageiros reclamam de superlotação e atrasos em ônibus

Linha 700, que liga o Jardim Amanda ao Terminal Metropolitano de Campinas, registrou veículos lotados e espera prolongada na manhã desta sexta-feira (21) (Foto: Neovando Santos Barros)

Passageiros da linha 700, que fazem o transporte intermunicipal entre Hortolândia e Campinas, reclamaram de superlotação e atrasos na manhã desta sexta-feira (21). Vídeos enviados a EPTV mostram usuários aguardando pelos ônibus e a situação dos veículos por dentro.

A linha 700 faz o trajeto entre o Jardim Amanda, em Hortolândia, e o Terminal Metropolitano de Campinas. Segundo os passageiros, os ônibus que circulavam durante a manhã estavam completamente cheios.

Uma das denunciantes relatou que passou a esperar os coletivos na Avenida Brasil para tentar evitar atrasos. De acordo com ela, a situação começou ainda por volta das 5h30 e a fila de passageiros aumentou ao longo da manhã.

A passageira afirmou ainda que também enfrenta problemas com a linha 701, que, segundo ela, estaria circulando lotada e fora dos horários previstos.

Falta de motoristas

Procurado, o Consórcio BUS+, responsável pela operação do transporte metropolitano na região, informou, por meio da Secretaria de Transportes Metropolitanos (Setcamp), que o principal problema enfrentado atualmente pelas linhas intermunicipais é a escassez de motoristas.

Segundo o consórcio, a falta de profissionais qualificados impacta diretamente a operação. Outro fator apontado são os congestionamentos nas rodovias, principalmente nos horários de pico, que prejudicam o cumprimento dos horários programados.

Para tentar reduzir o impacto da falta de mão de obra, o BUS+ informou que está criando um novo programa de formação de motoristas, voltado principalmente ao público feminino.

O que diz a Artesp?

A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) informou que realiza fiscalização contínua da operação e adotou medidas administrativas diante das irregularidades identificadas.

Segundo a agência, o Consórcio BUS+ foi cobrado para corrigir imediatamente as falhas, garantindo o cumprimento dos horários programados e a oferta de veículos em quantidade suficiente para atender à demanda.

A Artesp afirmou ainda que a prestação do serviço em desacordo com os parâmetros previstos em contrato “não é aceitável” e que o consórcio tem a obrigação de assegurar um transporte regular, seguro e compatível com os níveis de qualidade estabelecidos.

A agência informou que continuará adotando as medidas legais cabíveis para garantir o cumprimento das obrigações previstas no contrato.

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