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🛡 Defesa de Bolsonaro rebate acusações no STF: “foi dragado para 8/1”, critica delação e nega plano de assassinato

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Sustentação oral no STF levanta polêmica sobre provas, delação e crimes imputados ao ex-presidente

Nesta quarta-feira (3/9), no segundo dia do julgamento da trama golpista na Primeira Turma do STF, a defesa de Jair Bolsonaro, representada por Celso Vilardi e Paulo Cunha Bueno, fez uma sustentação oral tensa e repleta de críticas à denúncia da PGR. O foco foi desentranhar o ex-presidente das acusações de liderar um golpe, assaltar a democracia e até assassinar autoridades — crimes graves, que exigem provas contundentes.


1. “Foi dragado para o 8 de janeiro”

De acordo com Vilardi, Bolsonaro não conspirou nem agiu, mas foi “dragado” para os acontecimentos que culminaram nos ataques ao STF em 8 de janeiro de 2023. “Não há uma única prova que o vincule ao Plano Punhal Verde e Amarelo, à Operação Luneta ou aos fatos de 8 de janeiro”.

A defesa também acusou a PGR de deixar “pontas soltas” e de não explicar claramente o momento em que o golpe teria sido abandonado ou retomado na sequência de dezembro de 2022.


2. Contestação à delação de Mauro Cid

Vilardi disse que a delação de Mauro Cid é “infiável” e que as omissões e contradições do delator anulam sua credibilidade. A defesa pediu a anulação do acordo de delação premiada, argumentando que ele suspendeu o compromisso ao romper sigilo e dar entrevistas sem autorização.

A defesa sugeriu ainda que Cid foi induzido a mentir e que “não é confiável em nenhuma parte”.


3. Crimes severos sem execução — só preparatórios

Os advogados argumentaram que discutir planos não é crime: não houve violência ou ameaça, elementos exigidos pelo Código Penal para tipificar crimes como tentativa de golpe. A defesa afirma que Bolsonaro defendeu uma transição pacífica, representando “apoio constitucional não criminoso”.

Vilardi criticou duramente a pena potencial de até 30 anos, considerada excessiva, e que se baseia em atos preparatórios — atos que não chegaram a ser executados.


4. Direitos de defesa cerceados

A defesa sustentou também que Bolsonaro teve seu direito à ampla defesa prejudicado: que houve falta de acesso integral às provas, em um processo acelerado e com vasta documentação — mais de 45 mil páginas imensas para analisar.


Sem assinatura, mas citado 516 vezes

A reportagem da Veja destacou o contraste entre o discurso de defesa e as evidências da PF, que citeiam Bolsonaro 516 vezes nos autos, relatando atos, ordens e documents apontando sua participação direta nos planos denunciados.


5. Estratégia final: da turba ao tribunal

Paulo Cunha Bueno evocou o caso Dreyfus para advertir que o julgamento não se transforme em injustiça histórica. A defesa busca que o erro de fato e julgamento precipitado não condenem o ex-presidente sem provas reais.


Conclusão

A defesa de Bolsonaro apresentou uma estrutura densa de argumentos jurídicos, políticos e processuais: falta de provas, credibilidade da delação, distinção entre planejamento e execução, e cerceamento de defesa. Agora, cabe ao STF avaliar se os indícios apresentados pela PGR são suficientes para condenar o ex-presidente por crimes com potencial pena de décadas. O julgamento segue até 12 de setembro.


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** Fontes consultadas:**

AP News, Reuters, Infomoney, Correio Braziliense, Metropoles, Veja

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