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🟠 NOVO MONTA CHAPA CHEIA EM SP E TENTA MULTIPLICAR BANCADA: ADRIANA VENTURA, LEO SIQUEIRA E MARINA HELENA FORMAM TRIO DE PESO PARA A CÂMARA
Partido lança 71 candidatos a deputado federal e 95 a estadual, enquanto Ricardo Salles disputa o Senado; projeção do Auge1 aponta possibilidade real de crescimento na Câmara, mas saída de Leo Siqueira deixa enorme incógnita na disputa pela Alesp
O Partido NOVO chega às eleições de 2026 em São Paulo muito diferente daquele que disputou as urnas quatro anos atrás.
Em 2022, a legenda conseguiu eleger apenas uma deputada federal e um deputado estadual por São Paulo.
Agora, decidiu fazer uma aposta muito maior.
A convenção estadual homologou 166 candidaturas proporcionais, sendo 71 para deputado federal e 95 para deputado estadual, além da candidatura do atual deputado federal Ricardo Salles ao Senado.
É praticamente uma chapa completa.
Mas quantidade não significa necessariamente eleição.
A questão decisiva será saber quanto voto essa enorme nominata conseguirá produzir.
E, principalmente, quanto três nomes poderão puxar a votação federal do partido:
Adriana Ventura.
Leo Siqueira.
Marina Helena.
🔥 ADRIANA VENTURA É A REFERÊNCIA MAIS SEGURA
Se a análise for feita exclusivamente sobre resultados eleitorais anteriores comparáveis, Adriana Ventura começa na frente.
Em 2022, recebeu 109.474 votos e conquistou a reeleição para deputada federal por São Paulo.
Ela exerce atualmente seu segundo mandato consecutivo na Câmara e continua filiada ao NOVO.
Isso importa muito.
Adriana possui algo que praticamente nenhum estreante consegue comprar durante uma campanha: uma base eleitoral já testada duas vezes em eleições federais.
Por isso, dentro da metodologia do Auge1, ela começa entre os nomes de força muito alta da nominata.
💥 LEO SIQUEIRA FAZ UMA APOSTA MAIOR
A grande movimentação interna do NOVO paulista, entretanto, pode estar em Leo Siqueira.
Ele foi eleito deputado estadual em 2022 com 90.688 votos, terminando na 51ª colocação geral entre os candidatos à Alesp.
Só que agora existe uma mudança fundamental:
Leo disputa deputado federal em 2026.
Essa movimentação pode ser extremamente importante para a matemática do partido.
Em vez de Adriana Ventura carregar praticamente sozinha a votação de ponta da chapa federal, o NOVO passa a ter dois parlamentares com votação anterior próxima ou superior a 90 mil votos.
Mas há uma ressalva:
90 mil votos para deputado estadual não equivalem automaticamente a 90 mil votos para federal.
O eleitor escolhe cargos diferentes, existem concorrências diferentes e o território político muda.
Ainda assim, Leo começa com vantagem sobre grande parte dos candidatos: já possui mandato, exposição estadual, estrutura política e eleitorado conhecido.
🚨 E TEM MARINA HELENA
Aqui aparece a maior incógnita da chapa.
Marina Helena é candidata a deputada federal pelo NOVO em São Paulo.
Ela nunca disputou uma eleição para a Câmara dos Deputados.
Portanto, não existe votação federal anterior que possa ser utilizada diretamente.
Mas existe uma referência eleitoral recente.
Em 2024, Marina disputou a Prefeitura de São Paulo e recebeu 84.212 votos.
É pouco diante dos mais de seis milhões de votos válidos daquela eleição municipal.
Mas existe outra maneira de interpretar o dado.
São 84 mil pessoas que efetivamente apertaram o número de Marina Helena numa urna apenas dois anos antes da eleição de 2026.
E agora ela não estará limitada ao município de São Paulo.
Poderá buscar votos em todo o Estado.
⚠️ 84 MIL PARA PREFEITA NÃO SIGNIFICAM 84 MIL PARA DEPUTADA
Essa diferença precisa ficar muito clara.
Não seria tecnicamente correto pegar os 84.212 votos conquistados por Marina em 2024 e simplesmente transferi-los para uma projeção federal.
São eleições completamente diferentes.
Na eleição para prefeito existe apenas um voto majoritário.
Para deputado federal, Marina enfrentará centenas de candidatos disputando simultaneamente a atenção do eleitor.
Por outro lado, uma candidatura proporcional permite uma campanha estadualizada.
Portanto, Marina pode receber menos que os 84 mil de 2024.
Pode repetir algo próximo.
Ou pode ultrapassar bastante essa votação.
É justamente por isso que ela aparece como uma das candidaturas mais difíceis de projetar matematicamente dentro do NOVO.
🧮 O TRIO PODE MUDAR A MATEMÁTICA DO PARTIDO
Imagine, apenas como exercício — e não como previsão:
Adriana Ventura repetindo aproximadamente 100 mil votos.
Leo Siqueira chegando próximo dessa faixa.
Marina Helena também produzindo uma votação elevada.
Só esses três poderiam colocar centenas de milhares de votos dentro da chapa.
Depois existem outros 68 candidatos federais ajudando a formar a votação total da legenda. O NOVO anunciou 71 candidaturas para a Câmara em São Paulo.
É exatamente aí que aparece a possibilidade de crescimento.
📊 PROJEÇÃO AUGE1: 1 A 3 DEPUTADOS FEDERAIS
A primeira faixa analítica do Portal Auge1 para o NOVO-SP é de 1 a 3 deputados federais.
Neste momento, duas cadeiras aparecem como cenário central plausível, mas ainda dependem muito do desempenho conjunto da nominata.
Uma cadeira representaria basicamente a manutenção da presença atual.
Duas significariam dobrar a representação conquistada diretamente em 2022.
Três seriam um resultado excelente e dependeriam provavelmente de desempenho muito forte do trio principal e contribuição significativa dos demais candidatos.
O NOVO não possui a mesma quantidade de parlamentares com 100 mil ou 200 mil votos anteriores encontrada nas superchapas de partidos maiores.
Por isso, sua margem de erro é menor.
🏛️ MAS EXISTE UM PROBLEMA NA ALESP
Se a situação federal melhorou com a chegada de Leo Siqueira, aconteceu exatamente o contrário na chapa estadual.
Porque Leo foi o único deputado estadual eleito pelo NOVO em São Paulo em 2022.
Foram 90.688 votos.
Agora esses votos potenciais estarão trabalhando para a chapa federal.
Isso deixa uma pergunta enorme:
quem ocupará o espaço eleitoral deixado por Leo Siqueira?
Essa talvez seja a principal dificuldade proporcional do NOVO-SP nesta eleição.
🟠 FREDERICO D’AVILA APARECE COMO NOME CONHECIDO
Um personagem que merece atenção é Frederico D’Avila.
Seu nome aparece entre os candidatos estaduais divulgados para 2026.
Frederico já foi deputado estadual.
Em 2018, recebeu 24.470 votos e conquistou mandato na Alesp. Posteriormente tentou migrar para a Câmara Federal e, em 2022, concorrendo pelo PL, recebeu 46.974 votos, mas não conseguiu se eleger.
Agora retorna ao NOVO e à disputa estadual.
É uma candidatura interessante porque possui experiência parlamentar, eleitorado ligado especialmente ao agronegócio e exposição política anterior.
Mas novamente existe um cuidado metodológico:
46.974 votos para deputado federal pelo PL em 2022 não podem ser simplesmente transformados em projeção estadual pelo NOVO em 2026.
Servem como indicador de existência de eleitorado.
Não como previsão.
🗺️ NOVO ESPALHA CANDIDATOS PELO ESTADO
A estratégia territorial também chama atenção.
Na lista pública consultada aparecem candidaturas em Americana, Araçatuba, Assis, Barueri, Boituva, Botucatu, Campinas, Guarulhos, Jaguariúna, Mogi das Cruzes, Monte Mor, Osasco, Ribeirão Preto, Santos, São José dos Campos, São José do Rio Preto, Santo André, Taubaté, Valinhos e dezenas de outras localidades.
Campinas, por exemplo, aparece com nomes como Carlo Cauti, Cláudia Rodrigues e Veterano Gimenes.
Ribeirão Preto apresenta Celina Ramalho, Igor Sanches e Luizão do Portal dos Condomínios.
São José dos Campos possui Andre Lorenzetti, Pedro Lima e Thiago Prado.
E a capital concentra uma grande quantidade de candidatos.
Isso demonstra a tentativa de não depender apenas da cidade de São Paulo.
🧮 É O “FUNDO DA CHAPA” QUE PODE DECIDIR
Esse aspecto será fundamental.
Se o NOVO tiver apenas dois ou três candidatos fortes e os outros produzirem votações muito pequenas, poderá encontrar dificuldade para transformar votos em várias cadeiras.
Mas imagine 50 candidatos estaduais fazendo alguns milhares de votos cada.
A soma começa a crescer.
É por isso que eleição proporcional não pode ser analisada apenas olhando quem aparece no topo.
Quem não consegue se eleger também ajuda a eleger.
Cada voto válido dado a um candidato integra a votação utilizada pela legenda no sistema proporcional, observadas as regras eleitorais aplicáveis.
📉 PROJEÇÃO ESTADUAL É MAIS DIFÍCIL
Por isso, a projeção Auge1 para a Alesp é mais cautelosa:
0 a 2 cadeiras.
O cenário central neste momento é uma cadeira.
Duas representariam excelente desempenho da chapa.
E zero não pode ser descartado.
Isso acontece porque o partido perdeu da chapa estadual justamente seu principal ativo eleitoral anterior: Leo Siqueira.
A nominata é numerosa, mas precisará revelar um novo candidato capaz de concentrar votos.
💣 RICARDO SALLES PODE AJUDAR A MARCA NOVO
Existe ainda um personagem fora das duas chapas proporcionais que pode influenciar o desempenho partidário.
Ricardo Salles disputa o Senado pelo NOVO.
E sua candidatura possui competitividade.
Na pesquisa Ideia/ACSP divulgada em agosto, Salles apareceu com 16,4%, atrás de Simone Tebet, Marina Silva, Guilherme Derrite e André do Prado no levantamento para as duas vagas paulistas ao Senado.
Anteriormente, levantamento Datafolha citado pelo NOVO havia colocado Salles com 13%.
Independentemente do resultado final, uma candidatura competitiva ao Senado gera exposição.
Salles participa de entrevistas, debates, agendas e materiais eleitorais.
Isso coloca constantemente o número e a marca do NOVO diante do eleitor.
Mas há novamente um limite:
voto para senador não é transferido automaticamente para deputado.
🔎 O NOVO TEM UM PROBLEMA E UMA OPORTUNIDADE AO MESMO TEMPO
A situação paulista pode ser resumida justamente assim.
Na Câmara Federal, existe oportunidade clara de crescimento.
Adriana Ventura permanece competitiva.
Leo Siqueira acrescenta uma segunda candidatura parlamentar forte.
Marina Helena acrescenta recall e potencial de surpresa.
E mais 68 candidatos ajudam a construir o quociente partidário.
Na Assembleia, entretanto, acontece o inverso.
O único deputado estadual eleito pelo partido em 2022 está saindo da disputa estadual.
O NOVO precisa descobrir seu novo Leo Siqueira.
🎯 QUEM COMEÇA ENTRE OS MAIS FORTES?
Na análise inicial do Auge1, a hierarquia federal fica com Adriana Ventura e Leo Siqueira no primeiro grupo, porque ambos possuem votações proporcionais anteriores relevantes e mandato.
Marina Helena aparece imediatamente atrás — ou até podendo entrar no mesmo primeiro pelotão durante a campanha — pela exposição pública e pelo desempenho que conseguir transformar em voto estadual.
Na disputa estadual, a situação está muito mais aberta.
Frederico D’Avila aparece como um dos nomes conhecidos da nominata, mas ainda não existe um favorito com a mesma evidência matemática que Leo apresentava em 2022.
É justamente essa disputa interna que merece ser acompanhada.
📊 PROJEÇÃO AUGE1 — NOVO/SP 2026
A fotografia inicial fica:
Deputados federais: 1 a 3
Cenário central federal: 2
Deputados estaduais: 0 a 2
Cenário central estadual: 1
É fundamental destacar: isso não é pesquisa eleitoral nem previsão de resultado.
É uma projeção jornalística por cenários, construída com base em votação anterior, mandato, mudança de cargo, recall eleitoral, estrutura da chapa e informações públicas disponíveis até agora.
🚨 NOVO PODE DOBRAR — MAS PRECISA FAZER A CHAPA PRODUZIR
O NOVO decidiu crescer.
Os números da convenção deixam isso evidente.
71 candidatos federais.
95 estaduais.
166 candidaturas proporcionais.
O partido que elegeu um federal e um estadual em São Paulo quatro anos atrás agora entra na eleição tentando construir uma estrutura muito maior.
Na Câmara, existem razões concretas para imaginar crescimento.
Na Alesp, existe uma enorme interrogação.
E talvez esteja justamente aí uma das histórias interessantes das eleições paulistas de 2026:
o NOVO conseguirá transformar uma chapa muito maior em uma bancada também maior?
Ou os votos continuarão excessivamente concentrados em poucos nomes?
A resposta virá das urnas.
Mas, olhando a configuração atual, uma coisa já é possível afirmar:
o NOVO de 2026 entra na disputa paulista com muito mais candidatos — e com uma batalha interna muito mais interessante — do que aquela enfrentada pelo partido em 2022.
#Eleições2026 #PartidoNovo #NOVO30 #AdrianaVentura #LeoSiqueira #MarinaHelena #RicardoSalles #FredericoDAvila #DeputadoFederal #DeputadoEstadual #Alesp #CâmaraDosDeputados #SãoPaulo #Política #Auge1
Fonte: Tribunal Superior Eleitoral (TSE); Câmara dos Deputados; Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo; Partido NOVO; resultados oficiais das eleições de 2022 e 2024; convenção estadual do NOVO-SP; pesquisas eleitorais citadas; levantamento e análise eleitoral do Portal Auge1.
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