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🚨 JOVEM MORRE AO CAIR DO 14º ANDAR ENQUANTO TENTAVA ESCAPAR DE CÁRCERE PRIVADO NO PARANÁ

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Foto de Divulgação

Vítima de 27 anos teria sido agredida, ameaçada, amarrada e mantida presa por mais de três horas em apartamento; quatro suspeitos foram presos em flagrante e são investigados por tortura

LONDRINA (PR) — Um homem de 27 anos morreu após cair do 14º andar de um edifício em Londrina, no Paraná, enquanto, segundo a Polícia Civil, tentava escapar de um apartamento onde era mantido em cárcere privado.

O caso aconteceu no dia 14 de agosto, mas as circunstâncias da morte foram divulgadas posteriormente pelas autoridades.

Segundo a investigação, a vítima teria passado por horas de violência, ameaças e restrição de liberdade antes de tentar fugir pela parte externa do prédio.

A tentativa terminou de maneira trágica.

⚠️ ACUSADO DE FURTAR CÂMERA DE R$ 12 MIL

De acordo com o delegado Roberto Fernandes, quatro homens teriam acusado a vítima de furtar uma máquina fotográfica avaliada em aproximadamente R$ 12 mil.

A partir dessa acusação, conforme a versão apresentada pela Polícia Civil, o jovem teria sido agredido, ameaçado, amarrado e trancado em um dos cômodos do apartamento.

Os investigados teriam afirmado à polícia que a própria vítima confessou ter trocado o equipamento por um aparelho celular.

Mas, independentemente da existência ou não de eventual furto, ninguém possui autorização para fazer justiça com as próprias mãos.

Uma suspeita de crime deve ser comunicada às autoridades competentes. Privar alguém de sua liberdade, agredir ou submeter uma pessoa a sofrimento físico ou mental pode configurar crimes muito mais graves.

⏱️ MAIS DE TRÊS HORAS COM MÃOS E PÉS AMARRADOS

A Polícia Civil informou que o homem permaneceu em cárcere privado por mais de três horas.

Ele estaria com mãos e pés amarrados.

Em determinado momento, na tentativa de escapar do apartamento, o jovem teria buscado alcançar a sacada do andar inferior.

Foi durante essa tentativa que ele caiu do 14º andar.

A queda foi fatal.

🏢 SETE PESSOAS ESTAVAM NO APARTAMENTO

Outro detalhe faz parte da investigação.

Segundo a polícia, sete pessoas moravam no imóvel e todas estavam presentes no momento dos acontecimentos.

A vítima frequentava o apartamento porque mantinha relacionamento amoroso com uma das moradoras.

A namorada e outro homem, entretanto, não teriam participado das agressões, segundo as informações policiais divulgadas.

Os dois foram ouvidos como testemunhas e posteriormente liberados.

A responsabilidade individual de cada pessoa presente e as circunstâncias exatas do episódio deverão ser esclarecidas pela investigação.

🚔 QUATRO PRESOS EM FLAGRANTE

Os quatro homens apontados como responsáveis pelas agressões e pelo cárcere foram presos em flagrante.

Segundo a Polícia Civil, eles são acusados de tortura.

A Lei Federal nº 9.455/1997, que define os crimes de tortura, prevê situações nas quais alguém é submetido, mediante violência ou grave ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental com determinadas finalidades previstas na legislação.

A apuração policial e posteriormente o Ministério Público e o Judiciário deverão estabelecer o enquadramento jurídico definitivo das condutas atribuídas aos investigados.

Os envolvidos têm direito à defesa e são considerados inocentes até eventual condenação definitiva.

⚖️ SUSPEITA DE FURTO NÃO AUTORIZA “TRIBUNAL PARTICULAR”

O episódio deixa uma questão fundamental.

Ainda que uma pessoa seja suspeita de cometer um crime, particulares não podem substituir a polícia, o Ministério Público e o Poder Judiciário para interrogá-la, puni-la ou submetê-la a violência.

A Constituição Federal determina, em seu artigo 5º, inciso LIV, que ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal.

O inciso III do mesmo artigo estabelece que ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante.

Já o inciso XXXIX consagra o princípio da legalidade penal.

Se havia suspeita de furto da câmera, o caminho legal seria procurar a polícia, apresentar provas e registrar a ocorrência.

AMARRAR, AGREDIR E MANTER UMA PESSOA PRESA NÃO É INVESTIGAÇÃO PARTICULAR.

E MUITO MENOS SUBSTITUI O TRABALHO DA JUSTIÇA.

Agora, uma investigação criminal terá de esclarecer toda a sequência dos acontecimentos que terminou com um jovem de 27 anos morto após tentar escapar pela sacada de um edifício.

#Londrina #Paraná #PolíciaCivil #CárcerePrivado #Tortura #Investigação #Segurança #Auge1

Fonte: Polícia Civil do Paraná / informações divulgadas pela imprensa sobre a investigação.

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