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Agro

☕ FALTA DE ÁGUA NA FASE DE FRUTIFICAÇÃO PODE COMPROMETER PRODUÇÃO E QUALIDADE DO CAFÉ

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Imagem Pixabay

Estresse hídrico entre o florescimento e a maturação pode causar queda de flores, frutos menores, grãos chochos e reflexos até na safra seguinte

O período entre o florescimento e a maturação dos frutos exige atenção redobrada dos cafeicultores. É justamente nessa fase que a falta de água pode provocar alguns dos principais prejuízos à produtividade e à qualidade do café.

O ciclo reprodutivo do cafeeiro ocorre, de maneira geral, entre setembro e junho. No florescimento, normalmente entre setembro e novembro, a disponibilidade adequada de água contribui para a abertura das flores e o pegamento dos frutos.

Depois, durante as fases de chumbinho, expansão e enchimento dos grãos, que avançam principalmente entre outubro e março ou abril, a necessidade hídrica continua elevada.

☕ ESTRESSE PODE REDUZIR A PRODUÇÃO

Quando a quantidade de água disponível no solo não consegue atender à demanda da planta, ocorre o chamado estresse hídrico.

Entre os possíveis sinais estão murcha nas horas mais quentes, alteração nas folhas, menor crescimento dos ramos e, em situações mais severas, desfolha e secamento de ponteiros.

Nos frutos, os prejuízos podem ser ainda mais significativos: queda de flores e chumbinhos, frutos menores, grãos chochos ou mal granados e maturação desuniforme.

O problema também pode afetar processos internos antes mesmo de sintomas evidentes aparecerem na lavoura.

🌱 PREJUÍZO PODE CHEGAR À PRÓXIMA SAFRA

A preocupação não termina na colheita atual.

Sob déficit hídrico intenso, o cafeeiro precisa direcionar recursos para sua sobrevivência e para os frutos existentes. Com isso, a diferenciação e formação das gemas produtivas responsáveis pelo próximo ciclo também podem ser prejudicadas.

Por isso, uma estiagem em momento crítico pode representar perda de produtividade agora e reflexos na safra seguinte.

💧 MANEJO PRECISA COMEÇAR ANTES DOS SINTOMAS

O produtor não deve esperar a lavoura apresentar sinais severos para acompanhar a disponibilidade de água.

Registro das chuvas, avaliação da umidade e do tipo de solo, profundidade das raízes, vigor das plantas e carga de frutos ajudam na tomada de decisão.

Em áreas irrigadas, sensores de umidade e tensiômetros também podem auxiliar na definição dos turnos e lâminas de irrigação.

Nas lavouras de sequeiro, práticas destinadas à conservação da umidade do solo, cobertura e manejo adequado das plantas daninhas ganham importância durante períodos secos.

A atenção deve ser ainda maior diante de veranicos e irregularidade das chuvas em importantes regiões produtoras de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Bahia e Rondônia.

No café, esperar a planta demonstrar claramente que está sofrendo pode significar agir tarde demais. Água na quantidade adequada e no momento correto pode definir não apenas quanto será colhido, mas também a qualidade dos grãos e o potencial produtivo do próximo ciclo.

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Fonte: Agrolink.

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